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Quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Opinião

Como chegou o Natal 2018?

Autor: Shipú

04 Dez 2018 - 08:00

O momento atual não está tão favorável e traduz um ambiente de incertezas e de lenta recuperação da economia. Apesar disso, a data mais aguardada do ano para consumidores e comerciantes demostra uma expectativa positiva e a tradição de ir as compras e presentear alguém no Natal será mantida pela maior parte dos brasileiros, e esse movimento promete aquecer as vendas do varejo em 2018.

A pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil apontam que as projeções permanecerão no mesmo patamar de 2017 e indicam uma projeção de R$ 53,5 bilhões na economia nacional. Isso é claro vai refletir por aqui.

Em termos percentuais a pesquisa mostrou que 72% dos brasileiros pretendem dar presentes no Natal deste ano, e esse número aumenta para 83% para as classes A e B. Somente 9% disseram que não irão manter a tradição de dar presentes e por inúmeras razões. Ou por que não gostam ou não tem esse costume corresponde a 26%, por estarem desempregados reponde por 23% e por não terem dinheiro corresponde a 17% além dos que não se decidiram que representam uma fatia de 19%.

Vamos falar dos que mais nos interessam, ou seja, aqueles que devem comprar. A disposição de compra desse grupo está maior apresentando um crescimento de 8% a mais quando comparada ao Natal de 2017. O que permaneceu estagnado é a quantidade de presentes entre quatro a cinco item e o valor médio a ser investido em cada um que gira em torno de R$ 116,00. É claro que esse valor oscila para cima ou para baixo dependendo da classe social do consumidor e de outros fatores como sexo, faixa etária e etc ...

Um hábito que aparece como consolidado é a prática de pesquisar preço antes de comprar o presente e economizar ao máximo e a grande aliada nessa tarefa será a internet o principal canal de busca de referência.

Falando nos mimos de Natal as roupas permanecem na dianteira no que se refere a preferência de compra. Na sequência aparecem os calçados, perfumes e cosméticos, brinquedos e acessórios como bolsa, cinto e bijuterias.

E quando falamos em quem vai recebe-los os filhos continuam também em primeiro lugar e quem deve receber os presentes mais caros. Depois aparecem maridos ou esposas, mães, irmãos, sobrinhos, pais e namorados.

Resumindo a pesquisa de intenção de compra para o Natal mostrou que mesmo após quatro anos de crises econômicas e por que não falar também de política, o Brasil dá sinais de retomada e potencial crescimento. Com isso, temos um consumidor um pouco mais otimista com o futuro o que representa uma ótima oportunidade para diversos segmentos que lucram com as comemorações de Natal.

Importante lembrar que só a retomada promove melhores resultados nas vendas. Devemos estar preparados para esse período de demanda concentrada e assim aproveitar ao máximo as oportunidades que nos serão ofertadas neste Natal.


Feliz Natal e Boas Venda$!


Shipú é Diretor executivo e palestrante.


 
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