Olhar Direto

Terça-feira, 19 de março de 2019

Opinião

O Brasileiro, o Carnaval, o Essencial.

Autor: Rodrigo Arruda e Sá

04 Mar 2019 - 08:00

Chegou o Carnaval. Maior festa popular do planeta. Para alguns, quatro dias de festa, danças e festividades. Para outros, dias de descanso e alívio com a família e amigos. Para mim, momento de reflexão. Explico.

Muitos questionaram as razões de medidas como a do prefeito Emanuel Pinheiro em trocar os investimentos nas festas públicas de Carnaval para investir nas festividades que comemorarão os 300 Anos da nossa Cuiabá.

Da mesma forma, há projetos na Assembleia Legislativa para que recursos das emendas sejam destinados a áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança, em detrimento de comemorações festivas em cidades de todo o Estado.

Estamos em um tempo histórico no Brasil, em que nunca se cobrou tanto por uma política limpa e serviços públicos de qualidade, de acordo com os impostos que pagamos. Desta forma, aplaudo ações como a de Emanuel Pinheiro e de alguns deputados estaduais.

É aí que entra a reflexão: o que é prioridade? Quatro dias de festa ou investimentos que representem anos de melhora em áreas importantíssimas para o desenvolvimento da cidade, do Estado e do País? Não preciso pensar muito na resposta.

Os 300 anos de Cuiabá serão um marco para a capital e a programação que a Prefeitura prepara representa um resgate da história, da cultura, da gastronomia, da dança e canto. É um resgate do verdadeiro cuiabano. Isso também é política pública. Lembrar nossas raízes é entender o passado para construir o futuro.

Escolher abrir mão da festa para investir em saúde, educação e segurança, é ainda mais louvável. Hoje carecemos desses investimentos. Em um momento em que o Governo do Estado decreta calamidade financeira, cada centavo é essencial para o reequilíbrio econômico e, se me perguntarem se abro mão das festividades do Carnaval para ter mais qualidade nessas áreas, a resposta sempre será óbvia, sim!

Passamos por uma era de transformação da política, da democracia, do povo e do clamor das ruas. Transformar é preciso. Priorizar é preciso. Hoje ser brasileiro é muito mais que festa e futebol. Ser brasileiro é ser consciente e lutar por um futuro melhor.


Rodrigo Arruda e Sá é Funcionário Público, Gestor em Finanças, formado em Direito e Ciências Contábeis.
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