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Segunda-feira, 29 de maio de 2017

Opinião

As olimpíadas de Tóquio e as medalhas de lixo

Autor: Caiubi Kuhn

17 Abr 2017 - 09:15

Divulgação

As olimpíadas do Rio de Janeiro tiveram como temática a questão ambiental, mas é na terra do sol nascente que o exemplo da sustentabilidade está sendo verdadeiramente dado. O Japão pretende usar lixo tecnológico para produção de medalhas. É isso mesmo, medalhas feitas com lixo.  

Pouca gente sabe, mas em um computador ou em um celular existem inúmeros elementos químicos como cádmio, cobre, ferro, potássio, manganês, sódio, níquel, zinco, chumbo, silício, arsênio, cálcio, antimônio, selênio, estanho e também ouro e prata.  

No Brasil, devido a uma ausência de política pública, os equipamentos eletrônicos acabam sendo descartados incorretamente, o que impede o aproveitamento dos bens minerais ali existentes. Esse descarte incorreto, além de ser um desperdício de recursos minerais é um risco, visto que vários destes elementos podem ser muito prejudiciais à saúde.  

Outra questão que vale apena ser abordada, é que os elementos químicos vêm da mineração e os depósitos minerais no nosso planeta são limitados e tidos como não renováveis. Ou seja, toda vez que jogamos fora de forma incorreta um computador ou um celular, estamos também desperdiçando recursos minerais do nosso planeta.  

A lição que a olímpiada de Tóquio nos dará é que é possível atingir novos índices de sustentabilidade, nós precisamos consumir com consciência e descartar os itens consumidos com reponsabilidade. Somente assim, se garantirá que no futuro tenhamos um mundo sustentável onde se existam os insumos necessários para que toda a humanidade tenha qualidade de vida. 

Caiubi Kuhn  é Geólogo, mestre em Geociências pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Docente do Instituto de Engenharia, Campus de Várzea Grande, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT); Conselheiro-Titular do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA); Diretor de Benefícios e Relações Sindicais do Sindicato dos Geólogos do Estado de Mato Grosso (SINGEMAT); Presidente da Associação de Geólogos de Cuiabá (GEOCLUBE)  E-mail: caiubigeologia@hotmail.com  
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