Olhar Direto

Sábado, 18 de novembro de 2017

Opinião

Salvar humanos e ecologia

Autor: Graci Ourives de Miranda, Escritora

04 Mai 2017 - 17:09

“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediantes políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.” Constituição Federal (Art.196). 

Atualmente, nós vivemos em um Estado em que impera riquezas naturais (MIRANDA, 2014) com suas exportações de grãos, conforme os números do IBGE, (2017) em que evidencia a supersafra de Mato Grosso, o estado é detentor de “25,3%” da safra nacional.  Mas, visualizamos ainda que no “Morro da Luz” a degradação do ecossistema evidencia o descaso do Estado para com humanos que deveriam e poderiam ter todos seus Direitos previstos na Constituição, como fundamentais que, cada cidadão como dispõe o Art.5º traz à luz, as garantias e direitos fundamentais do cidadão. Assim, cada cidadão deveria ser prioridade, dos gestores, principalmente os jovens ‘doentes’ pelo ilícito: droga. A injustiça que alguns não querem encarar, jovens que necessitam de apoio: saúde, moradia e bem-estar. Cruelmente, algumas autoridades mantiveram silenciadas por longos anos, no resgate para estes ‘doentes’ e o Morro, também ficou esquecido.  

 Historicamente, desde o século XVIII, quando as Lavras de Sutil, foi localizado no Centro Histórico de Cuiabá Mato Grosso, ao lado da ‘Prainha’, próximo ao Parque “Morro da Luz”.  Os veios auríferos eram ladeados com árvores arbóreas e suas propriedades medicinais. As riquezas expostas ao mundo propiciavam os deslocamentos de cientistas europeus: o etnólogo Claude Lévi-Strauss, em “Tristes Trópicos” (2005), descreveu com riquezas de detalhes, as relações dos humanos com a natureza e o abandono dos gestores. O médico Karl Von Den Steinen (1940), tratou o meio ambiente como seres humanos, ao referirem-se as espécies arbóreas: “feridas brancas e vermelhas das cascas das árvores. (...) feridas longitudinais”.  O Historiador Sergio Buarque de Holanda (1945) evidenciou a floresta composta de “arvores corpulenta” e as vias fluviais como parte do corpo humano “Para encontrar paus de lei e de canoas, saiam os homens pelos braços dos rios, internando-se nos matos meses a fio”. Ao discursar sobre habitantes dos anos 30, do interior de MT, observamos que de longa data o cidadão é relegado parte da sociedade não é respeitada em seus Direitos reconhecidos pela Constituição “TODOS”, Vianna Moog (1936) ao visualizar o ser humano e a pecuária, diz: “O gado para corte viaja com mais conforto que a gente embarcada para os seringais (...)”. O nome de Mato Grosso era grafado como: ‘matto’ com dois “TT”, pela exuberância ecológica. Recorri ao especialista em plantas naturais: “Não basta a um povo estar próximo de plantas úteis, se não souber tirar proveito dela.” (Martius 1817-1820). Aa relações comerciais e a convivência com os habitantes do ‘sertão’, (MIRANDA, 2014), sempre visualizando as riquezas e preconceitos, (MIRANDA, 2014), infelizmente estão a lume nos gráficos (MIRANDA, 2015). 

Parece-nos que na atualidade à prioridade, ainda não é a população. O cotidiano de, do bem-estar para “TODOS” necessita ser refletida pelos Três Poderes, principalmente os “SEM APOIO”, os jovens estão explicitamente: carentes e doentes pela droga, esquecidos pelo Estado. Há muitos anos a autora circula pelo Centro Histórico, e, após as eleições, nenhum político circula para dar “OI” dentro de seus carros blindados. Através da serenidade e segurança devemos ter ações de resgate tanto do homem quanto do Parque, isto para agregar a sociedade e mitigar as desigualdades  sociais. O morro da Luz pode ser ambiente sofisticado como ponto de encontro para fazer ciência e expressar bem-estar, dando novo significado dotado de significados. 

 Agradecimentos especiais ao superintendente da Polícia Federal Doutor Aderson Vieira Leite, com seus brilhantes servidores, que nos permitem pensar em um Mato Grosso, e, Brasil sem ‘falcatruas’ e diariamente reinventando formulas de manter o patrimônio da UNIÃO.  

O Estado poderia Zelar pelo Morro da Luz, bem como, das pessoas que circulam em seu entorno. Assim, fazem os policiais e Ministério Público do Estado (MPE), nos garimpos ilegais, ex: Município de Pontes de Lacerda-MT, em “Serra da Borda” em que, havia exploração ilegal na região. Existem resistências de alguns cidadãos, que invadiram pela 4ª vez, e, praticando crime ao meio ambiente. E no Morro da luz diferente crime contra o meio ambiente e existem vários assaltos praticados pelos doentes “droga” a floresta resistindo, mas nosso pulmão e florestas necessitam da intervenção do Estado. 

Mato Grosso foi exuberância ecológica, e, resistente às doenças epidérmicas. (Lévi-Strauss, 2005). Então, para nossa sobrevivência necessitamos resgatar: replantar árvores, que é o combate ao deserto. Há de se notar que, se atualmente temos o cruel  “VLT” $$$, representando corrupção e deboche, com pessoas que morrem na fila do SUS e famintas. Mas, temos esperanças por ações de algumas autoridades e voluntários que não pensam somente nos $$$, e homens públicos que gostam de GENTE, e, do seu bem-estar, trabalham pelo cidadão comum, e por um Brasil mais igualitário. Que adianta pensar somente na materialidade, como diz Steinen-1924: “(...) apesar do ouro da terra e dos diamantes nos rios, o mato-grossense é pobre (...). Pensa ele que basta possuir uma estrada de ferro para que se obtenha tudo o mais.”.  

Autoridades sejam céleres na recuperação dos seres humanos, propiciando-lhes oportunidades de participar do mundo dos iguais e do ecossistema.  

 Referência: 

HOLANDA, Sergio Buarque De.Monções. Coleção Estudos Brasileiros da ECB.RJ. 1945. 

MARTIUS, Car Friedrich Philipp Von  
  
MIRANDA, Graci Ourives de. Riquezas, Floresta e Encantamento. 1ª/ ed.Cuiabá:Gráf.Print/2014. 
MIRANDA, Graci Ourives de. Homens de Mato Grosso. 1. ed. Cuiabá/MT: Gráfica Print, 2013.  
MIRANDA, Graci Ourives de. Riquezas Lícitas de Mato Grosso. 3. ed. Cuiabá: Editora Print, 2014.  
MIRANDA, Graci Ourives de.Mulheres de Matto Grosso. 01. ed. CUIABÁ: Editora Gráfica Print, 2015. 
MIRANDA, Graci Ourives. FOTOS (2017). 
STEINEN, Karl Von Dein. O Brasil Central. Expedição em 1884 para a exploração do Rio Xingu. São Paulo: Arq.Ed.Nacional, 1924.  
  
  

 

 
 
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