Olhar Direto

Segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Opinião

Porcelana ou quentinha?

Autor: Graci Ourives de Miranda

12 Set 2017 - 14:13

Na atualidade os cidadãos buscam articulações de ideias:  sociedade e imprensa, assim para mobilizar a sociedade e fomentar processo de moral na política. Os meios de comunicação lançam aos nossos olhares, através de imagens, alguns eleitos que andavam com indumentária de grife e com uma caneta banhada à ouro. Parece-nos, que tudo para evidenciar poder. Porém, cruelmente aquelas lindas canetas, algumas foram utilizadas para assaltar nossos impostos. Poderiam ser utilizadas para beneficiar as crianças carentes, jovens e idosos, através da Cultura, saúde, moradia e segurança. Ainda mais, incentivar à juventude esperançosa a utilizar as bibliotecas.

 Mas, graças à Deus, alguns foram obrigados a renunciar ‘grife’, de suposto à posto, às vezes que eram questionados sobre o abuso de poder econômico, diziam “vou provar que sou inocente” Oh, dó! Contudo, após os estudos, confronto de documentações e pesquisas de longos dias, e, muitas noites em claro da juíza Selma Arruda da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e sua equipe, entenderam que o cidadão carente está à deriva sem políticas públicas, principalmente os largados e abandonados.  

As imagens recentes da avenida Fernando Corrêa no coração da capital – Cuiabá-MT, eis que o cidadão não encontra, nem sequer como fazer a travessia. O cidadão merece respeito e uma passarela especial.  Até quando governantes? Caminhem pelas avenidas, e saiam do ar condicionado, por favor! É notório que muitas vidas que foram ceifadas ao seu entorno. Nós sociedade somos parcialmente responsáveis porque votamos sem refletir, e, nem questionamos ou exigimos de alguns candidatos eleitos, tudo que nos é de direito.

O fato da mobilização deve continuar, estas ações têm ocorrido através do grito da imprensa e sociedade. O cidadão não suporta mais a falta de comprometimento com a LEI e para a Lei. Se o cidadão que vive do salário mínimo é cumpridor da Lei, então todos devem e têm como obrigação de ser cumpridores da Constituição. Devemos visualizar com mais propriedade o combate à corrupção e escancarar de frente. Quando abordamos suposto e seguidamente Posto! “A coragem que tivemos de destampar, e não empurrar a poeira para baixo do tapete”, o Ministro Luís Carlos Barroso (2017).

Todo cidadão deve sobreviver em seu cotidiano daquilo que lhe é de direito: salário. Mas, alguns ‘supostos’ (vou provar que sou inocente) e depois ‘postos’ (entregam em detalhes)  na cadeia. Alguns reuniram em seus gabinetes de grife para surrupiar nosso suor. Circulamos em transportes de quinta categoria. Caminhamos nas ruas totalmente esburacadas. Convivemos com cidadãos doentes pela droga, estes não têm hospitais especializados e ainda mais grave abandonados pelas políticas públicas. Em “Conversa com Bial” 23/08/2017, o ministro Luís Carlos Barroso, pontuou “A única coisa a proibição e a ilegalidade fazem é dar monopólio ao traficante. É preciso quebrar o poder do tráfico nas comunidades. É preciso encontrar uma formula para neutralizar o poder do tráfico. ”  

Assim é também necessário ‘neutralizar’ e faxinar o cipoal de elementos de quinta categoria que agiram tal como ‘cupim’ e ‘morcego’. Alguns políticos utilizaram as chancelas/indumentárias e falsos discursos para subtrair:  valores da saúde, educação, moradia, justiça e sustentabilidade. É lamentável que muitos desmaiam de fome, bibliotecas sem conforto. Porém, outros! Acumulavam malas de dinheiro sem origem.

Sociedade, nós necessitamos neutralizar o câncer da corrupção e da doença droga. Se votamos! Vamos exigir políticas públicas, e, imediatamente cobrar dos eleitos. Eles vivem confortavelmente, então à sociedade também necessita usufruir dos impostos pagos.

Esperamos que a sociedade e imprensa continue articulada e mobilizada para exigir os direitos tão evidentes na Constituição: Bem-estar social para todos.

Graci Ourives de Miranda é escritora

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