Olhar Direto

Quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Opinião

Por que ser ético, justo, moral e honesto?

Autor: Eustáquio Rodrigues Filho

07 Set 2018 - 08:00

Será que nascemos bons e honestos? Será que nascemos distinguindo o bem e o mal? Nascemos corruptos? Que resposta temos a essas perguntas?

Grande parte do que sabemos nós aprendemos ao longo do tempo nos círculos em que vivemos: família, bairro, escola, amigos, etc. Muito embora os seres humanos nasçam como uma "esponja", absorvendo tudo ao seu redor, a Bíblia afirma que já nascemos com várias "impressões" em nossa alma, isto é, nascemos já com uma carga de informação e uma certa inclinação.

Dentre as várias informações impressas na alma, destacam-se a necessidade da busca por um "Ser Superior", bem como a noção do que é bom e do que é mau, tendo o ser humano uma clara inclinação para o que é mau. Ninguém, se não for impelido por uma força superior a si mesmo, se livra de seu próprio egoísmo e se inclina para o que é bom.

Embora diversas culturas deem diferentes nomes a esse "Ser Superior", porém, o único que se manifestou de forma direta e presencial até os dias de hoje foi o Deus judaico-cristão, na forma de Jesus Cristo. Foi por meio Dele que foram estabelecidos os mais altos e absolutos padrões de moralidade, ética, honestidade e amor – esse último, sendo o mais importante, não será tópico desse artigo. Se antes Dele os homens tinham uma vaga e obscura noção desses altos valores e de forma muito deficiente os expressavam, colocando em dúvida, muitas vezes, a possibilidade plausível de alcança-los em sua plenitude, veio alguém que não só mostrou que era possível o alcance de tal magnitude de comportamento como também exigiu que nós estivéssemos sempre em busca dele.

Oras, e aquelas pessoas que são boas, que receberam uma boa educação, levam uma vida honesta, nunca roubaram, nunca adulteraram, nunca mentiram, nem mataram e nunca estiveram envolvidas em casos de corrupção seja de forma ativa ou passiva? E as pessoas que dedicam as suas vidas à caridade e às boas obras? É inegável que tais pessoas possam estar um passo à frente da maioria dos seres humanos, diariamente preocupados com as vicissitudes da vida.

É inegável também que as pessoas possuem diferentes necessidades conforme a personalidade, a classe social e a cultura em que vivem. Mas tais pessoas ainda estão muito distantes do padrão estabelecido por Jesus Cristo na Terra, padrão este que nossa alma insiste em expressar de forma diametralmente oposta. Nossa natureza corrupta, pecaminosa, má, egoísta e indigna, tal qual a lei física da inércia, seguirá seu caminho inexorável – não importa a criação, a educação ou o meio em que vive – a não ser que uma força exterior e mais poderosa faça a conversão desse caminho.

E qual a vantagem de se fazer essa conversão de caminho? Qual a vantagem de ser honesto, ético e moral? Ou pelo menos estar no caminho dessa busca incansável? Por que não darmos vazão aos nossos desejos irrefreáveis, às vontades imorais e ultrapassar todos os limites éticos para satisfazer nossas paixões e objetivos pessoais?

Como falado no parágrafo 2, o "Ser Superior" que todas as culturas acreditam e buscam de alguma forma e no contexto Bíblico foi revelado como o Deus Absoluto (que imprimiu em nossas almas o conceito de bom e mal, manifestado em carne por meio de Jesus Cristo, o qual provou por meio de sua morte e ressurreição ser o Deus que afirmava ser) possui padrões altíssimos de ética, moral e honestidade. E como ele já provou que a nossa vida não se finda nesse plano material, nesse local chamado Planeta Terra, e afirmou que só estarão com Ele aqueles que partilham de seus padrões e realizaram a conversão de rumo necessária para corrigir a nossa inclinação para o mal, percebe-se uma finalidade maior para que sejamos bons, éticos e justos, fugindo de tudo que é imoral, desonesto e antiético.

Pois de nada adiantaria buscarmos esse alto padrão de comportamento se nossa vida findasse na morte e virássemos simples purpurina cósmica. Não. É justamente pela vida vindoura após a morte, junto com o Deus superior que é o padrão mais alto e absoluto de comportamento que conhecemos, que vale a pena ter uma vida pautada pela ética, justiça, bondade e honestidade aqui e agora.
 
                 
Eustáquio Rodrigues Filho é Cristão, Servidor Público e Escritor. Autor do livro "Um instante para sempre". Instagram: @eustaquiojrf.
 
 
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