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Quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

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Eco, esportivo, chamativo: conheça o BMW i8

Motorpress

10 Mai 2016 - 12:37

A gama i da BMW se destaca de todos os outros carros que vemos por aí por diversos motivos. Desde a utilização de materiais naturais e renováveis no processo de produção até as propulsões alternativas. Além, é claro, do visual marcante. E entre o elétrico i3 e o híbrido i8, o último é o que certamente materializa melhor todo o potencial tecnológico e inovador do braço "verde" da companhia.

A começar pelo design, o i8 tem um estilo futurista que é até difícil de definir. Cheio de vértices, vincos e linhas que constroem esse aspecto de nave espacial dele, o qual parece não ter praze de validade. Mas, além da função estética singular, essa silhueta de flecha cumpre uma função aerodinâmica muito bem resolvida: o i8 literalmente corta o vento ao passar por ele. E as cavidades que você vê na traseira servem para canalizar o ar e baixar o coeficiente de arrasto ao menor nível possível.

Entre os destaques o i8, as portas que se abrem como asas também não estão ali somente por estilo. Elas permitiram que o chassi, feito por um plástico reforçado com fibra de carbono, fosse reforçado na célula de sobrevivência do carro. Esta liga, aliás, é mais leve e resistente que os aços convencionais da indústria e possibilita mais flexibilização de formas (o que contribuiu para o design do i8).

Seguindo a linha da leveza, a carroceria do híbrido também é feita por um material diferente, chamado de termoplástico. De acordo com a BMW, ele pesa 50% menos que as chapas de aço.

O resultado desse investimento, como se pode imaginar, é uma estrutura bastante leve e eficiente. Assim, mesmo com as baterias de íons de lítio, o peso total do i8 é 1.485 kg. Nada mau para um cupê que mede 4,69 m de comprimento, 1,94 m de largura, 1,30 m de altura e tem 2,80 m de entre-eixos.

NADA DE ECOTÉDIO

Além da preocupação com o peso das baterias de íon-lítio e o próprio tamanho do carro, a busca por materiais mais leves na produção do i8 contribui diretamente para seu desempenho. O conjunto do esportivo é formado por um motor elétrico, que traciona as rodas da frente, e outro a combustão, instalado numa posição central-traseira para girar as rodas de trás. E este segundo motor é um "mero" 1.5 tricilíndrico de 231 cv. Ao todo, a combinação entre os dois produz 362 cv.

Acha pouco? Pois se engana que pensa que falta um "V-oitão" ali sob o capô. O conjunto, aliado a todos os outros fatores que ajudam o desempenho do carro (sobretudo a tração integral) faz o i8 acelerar de 0 a 100 km/h em cinco segundos. Isso é bem rápido.

E o melhor de tudo é que ele se comporta como um legítimo BMW. A precisão da direção, distribuição de peso igual entre os eixos, posição de dirigir e até mesmo o som que, embora seja potencializado artificialmente, casa muito bem com a evolução do giro do motor, fazem com que você se sinta num verdadeiro modelo da divisão Motorsport da companhia bávara.

ESPORTIVO ZERO EMISSÕES

Mas tão logo o motorista seleciona as opções de condução Comfort, Eco Pro ou, especialmente, eDrive, o i8 se transforma naquilo que ele nasceu para ser: um esportivo ecológico. Isso porque, apesar de o modo Sport liberar toda a ferocidade que ele pode entregar, ao domá-lo com parcimônia o i8 pode atingir uma autonomia de 600 km, quando trabalha com os dois propulsores para rodar.

Enquanto o modo Comfort é mais equilibrado entre o motor elétrico e a combustão, trafegando até 60 km/h apenas impulsionado pelo primeiro, o Eco Pro prioriza a eletricidade e até gerencia o ar-condicionado para economizar bateria, além de atuar mais na regeneração de sua carga por meio da energia sinética dos freios e pelo próprio motor a combustão (quando a bateria atinge níveis baixos de carga).

Já a condução eDrive é uma experiência diferenciada. É como se você esquecesse que está a bordo de um "batmóvel" já que praticamente nenhum som invade a cabine. É um silêncio que exige até alguns minutos para se acostumar. Rodar com ele em modo puramente elétrico é leve, confortável (na medida do possível, já que as rodas de perfil baixo dão alguns sustos em vias acidentadas) e amigável ao meio ambiente: nenhuma grama de CO2 ou outro poluente é emitido à atmosfera.

Neste modo, o i8 possui autonomia de 37 km, ideal para ir e voltar do trabalho dentro da cidade. Ainda mais sabendo que a bateria é carregada por completo em apenas três horas em tomadas comuns residenciais.

PRIVILÉGIO PARA POUCOS

O calcanhar de Aquiles do BMW i8 é seu preço. Mesmo lá fora, trata-se de um carro caro e acessível para uma camada bastante restrita de consumidores, diminuindo um pouco o peso da preocupação da companhia com o meio ambiente, de certa forma. Aqui no Brasil, o híbrido custa exorbitantes R$ 799.900.

Lembrando que não há nem limitador de velocidade nele. De tecnologia autônoma, só um piloto automático convencional. Não há parking assist, frenagem autônoma de emergência, tampouco assistente de manutenção à faixa.Um paradoxo para um carro planejado sob um conceito visionário e concebido com tecnologia de ponta de produção. 
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