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Terça-feira, 28 de março de 2017

Notícias / Meio Ambiente

Alerta de serviço geológico prevê cheia abaixo da média no Rio Negro

Agência Brasil

01 Jun 2016 - 17:14

O terceiro e último alerta de cheia do Rio Negro do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) confirma as previsões anteriores de que, neste ano, não haverá uma grande cheia. Segundo o CPRM, o nível das águas não deve passar de 27,57 metros (m), ficando abaixo da média.

“Uma cheia é considerada danosa aqui para a Amazônia, e também para a cidade de Manaus, quando o Rio Negro ultrapassa os 29 metros. Aí é que acontecem os alagamentos nos bairros mais baixos da cidade. E a cota de 29 metros significa que também o Rio Solimões já alagou boa parte da várzea", disse o superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira.

Desse modo, o terceiro alerta da CPRM indica que, em 2016, o rio não deve ultrapassar os 27,57 metros, o que representa "uma cheia pequena, que trará pouco transtorno à população”, acrescentou.

De acordo com Oliveira, a previsão de uma cheia abaixo da média também vale para os outros rios da bacia amazônica. O fenômeno El Niño é o principal responsável pela diminuição das chuvas na região.

“El Niño influenciou diretamente na quantidade de chuvas que caiu na bacia, principalmente, no início do período chuvoso, ali na Cordilheira dos Andes, no Peru, e na fronteira com o Brasil, nos meses de dezembro a fevereiro. Então, El Niño, nesta época, estava bastante intenso, fez com que chovesse muito pouco”, explicou Oliveira.

Ele lembrou que, em determinado momento, os rios Amazonas, Negro e Madeira tiveram uma queda acentuada entre fevereiro e março, fruto dessa falta de chuvas, e o impacto foi direto no processo de cheia de 2016.

Apesar da previsão de uma cheia abaixo da média, o CPRM e a Defesa Civil do Amazonas vão continuar em alerta porque o clima está passando por um momento de transição: de chuva para estiagem. Nessa época, as chuvas costumam ser rápidas, porém intensas, e podem provocar o transbordamento de igarapés. O período de cheia termina em junho, mês em que os órgãos responsáveis começam a monitorar a vazante dos rios.
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