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Segunda-feira, 27 de março de 2017

Notícias / Meio Ambiente

Novo radar meteorológico da USP terá previsões mais precisas de chuva

G1

14 Jun 2016 - 20:20

A Universidade de São Paulo (USP) inaugura, nesta terça-feira (11), um radar meteorológico de alta resolução que vai permitir previsões mais precisas sobre as chuvas na grande São Paulo.

O instrumento, que fica no Parque da Ciência e Tecnologia (CienTec) da USP, no bairro da Água Funda, é capaz de monitorar a chuva com uma resolução de 75 metros a cada um minuto, o que permite determinar com precisão bairros, ruas e quarteirões que serão atingidos pela chuva. Sua área de cobertura se estende por 60 km, abrangendo quase toda a cidade de São Paulo e a região metropolitana.

O radar será integrado ao Centro de Gerenciamento de Emergências da prefeitura de São Paulo, à Central de Alerta do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) e ao Sistema de Alerta da Defesa Civil do estado, segundo a assessoria de imprensa da USP.

“Na parte de prestação de serviços, o equipamento fornecerá informações detalhadas aos gestores dos serviços de emergência, na medida em que a combinação de dados sobre chuva, ventos e descargas atmosféricas permite fazer previsões sobre a intensidade e o deslocamento das tempestades”, disse ao Jornal da USP o Carlos Augusto Morales, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP e um dos coordenadores do projeto.

Também será possível acessar as informações do radar em temo real no site Chuvas Online, da USP.

Participaram do projeto o Governo da França, que doou o radar, a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP, o Centro de Estudos e Pesquisas em Desastres (Ceped) da Poli e a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica de Estudos, ligada ao Departamento de Engenharia Hidráulica da Poli.

“Com o monitoramento da chuva, as informações pluviométricas obtidas serão usadas para fortalecer a formação de engenheiros e meteorologistas, fazer estudos e pesquisas, além de realizar uma prestação de serviços à sociedade, tentando informar previamente sobre alagamentos e enchentes na Região Metropolitana de São Paulo”, explica o professor Mario Thadeu Leme de Barros, da Escola Politécnica da USP (Poli), também coordenador do projeto.
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