Olhar Direto

Sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Notícias / Meio Ambiente

MT fecha período de fiscalização com 60% a mais de pescado apreendido

Da Redação - Naiara Leonor

19 Jun 2016 - 16:34

Foto: GCom

MT fecha período de fiscalização com  60% a mais de pescado apreendido
Com um total de 2,8 toneladas de pescado irregular apreendido, somando mais de R$256 mil em multas, Mato Grosso fecha o período de cinco meses de fiscalização, realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Batalhão de Polícia Militar Ambiental, com volume de apreensão 60% maior que o mesmo período do ano passado (2015), que chegou a 1,6 tonelada. Poconé, Santo Antonio do Leverger e Juara são os municípios com maiores apreensões.

Leia mais:
Festival de Pesca supera expectativas e chama a atenção da imprensa estadual e nacional

Três localidades de Mato Grosso se destacaram negativamente neste período de fiscalização. Totalizando 81% do total apreendido, Poconé, Santo Antônio do Leverger e Juara teve pescadores autuados por práticas como a falta de documentação adequada, pesca de exemplares fora da medida e uso de instrumentos proibidos. O total de multas supera R$ 256 mil e os peixes foram doados para instituições filantrópicas.

O relatório da fiscalização aponta que em cinco meses mais de mil peixes foram vistoriados, desse total, 1.071,57 kg foram apreendidos entre o início de janeiro e fevereiro, durante o período de desova dos peixes, a piracema. Segundo o superintendente de Fiscalização da Sema, major da PM Fagner Nascimento, a maioria das apreensões provenientes de pesca depredatória aconteceu durante abordagens de rotina. “Temos equipes que realizam semanalmente ações em combate à pesca ilegal e a outros tipos de crimes ambientais”.

Embora esteja fora do período de defeso da piracema, o major lembra que a Lei Estadual nº 9.096/2009 impõe regras aos pescadores, como a proibição de determinados apetrechos de pesca. Além disso, exige-se a licença para pescar (carteirinha de amador ou profissional). O pescador pode capturar e transportar até 5 kg e um exemplar, independente de peso. Já os pescadores profissionais têm o limite de 125 kg de pescado por semana.

A totalização dos dados mostra que foram abordadas e orientadas 2.335 pessoas nesse período, com a vistoria de 634 veículos e 210 embarcações, o que resultou em 72 termos de apreensão e 31 autos de infração envolvendo diferentes apetrechos proibidos, como redes (28) e tarrafas (21). Também foram apreendidos um barco, um motor, uma moto, 14 veículos, 16 varas de pesca, 14 molinetes, dez canoas e sete carretilhas.

Outros municípios que tiveram ações de apreensão de pescado são: Cuiabá (158,07 kg), Poconé (1.134,01 kg), Santa Terezinha (133 kg), Santo Antônio do Leverger (603,29 kg), Sorriso (35,091 kg), Barão do Melgaço (97 kg), Chapada dos Guimarães (25,5 kg), Nobres (17, 50 kg), Rosário Oeste (51, 7 kg) e Juara (548 kg).

Regras

Mesmo com a liberação da pesca a partir de 1º de março nos rios de Mato Grosso (Bacias Araguaia-Tocantins, Paraguai e Amazonas), não são permitidos os seguintes apetrechos de pesca: tarrafa, rede, espinhel, cercado, covo, pari, fisga, gancho, garateia pelo processo de lambada, substâncias explosivas ou tóxicas, equipamento sonoro, elétrico ou luminoso. 

As medidas mínimas dos peixes constam na carteira de pesca do Estado, e algumas delas são: piraputanga (30 cm), curimbatá e piavuçu (38 cm), pacu (45 cm), barbado (60 cm), cachara (80 cm), pintado (85 cm) e jaú (95 cm).

Denúncias

A pesca depredatória e outros crimes ambientais podem ser denunciadas por meio da Ouvidoria Setorial da Sema: 0800-65-3838; no site da Sema, por meio de formulário; ou ainda nas unidades regionais do órgão ambiental.

2 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Direto. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Direto poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • CARLOS
    20 Jun 2016 às 17:07

    Piada amigo, é o desrespeito e ganância da população, que enquanto não acabar com tudo não se dá por satisfeito, infelizmente o estado não tem o efetivo merecido para realizar mais fiscalizações e operações o ano inteiro, mas se não mudarmos culturalmente, pode ter milhões em investimentos que nada adianta, um país melhor é um país educado!!! Alem do lixo que é deixado aos montes, sem falar da qualidade da água que também por falta de ética de alguns fazem gatos/tigres/onças causando um enorme prejuízo. Enquanto não mudarmos culturalmente e intelectualmente, nada vai pra frente..

  • Curimbatá
    20 Jun 2016 às 00:02

    Esse fiscalização é uma piada. A petchada fora da medida e pescado com rede rola solto nas feiras a em algumas peixarias.

Sitevip Internet