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Quinta-feira, 27 de abril de 2017

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PEC 241

Do Internauta

13 Out 2016 - 10:55

r. BRASIL DAQUI À POUCO VOLTARÁ A ANDAR. Dando mais uma espiadinha na pec 241, verifica-se tratar de bela jogada, sememhante à URV do Plano Real. O PR não rasgou contratos, não escamoteou os índices de inflação pra ''dar o cano'' nas correções salariais e dos recursos dos poupadores. Desde Itamar, Iniciou-se os ajustes pra melhorar a competitividade: privatizações, abertura da economia, aumento de impostos e criou a URV, unidade indexada ao dólar, para corrigir contratos. Não obrigou ninguém a aderir, os agentes econômicos foram aderindo à medida que passava a confiar no plano, na urv. Depois de um ano, quando praticamente todos já haviam aderido, a urv virou o Real. Agora, a pec 241, ao contrário do que diz a esquerdalha, não corta despesa de área específica nenhuma, apenas diz que a despesa da União não pode mais subir além da inflação, o Estado não pode engordar mais. Agora, quem vai dizer onde cortar (dar a última palavra) é a própria sociedade, através de seus representantes no congresso, na hora de discutir e aprovar a lei orçamentária anual. Por outro lado, a pec, ao estabelecer o teto para a despesa, forçará outras reformas: administrativa; da previdência; esse negócio de efeito cascata (quando aumenta salário de supremo a coisa dispara aumento pra quase todo mundo, chegando até nos estados); etc. Então, a verdadeira briga se dará, todo ano, na discussão do orçamento e este terá que ser levado mais a sério. Servidor, se quiser ganhar mais vai ter que exigir contratar menos gente, reduzir a área meio, onde é um bando de gente comissionada só cossando (quase 40 ministérios?). Se o orçamento de pessoal é X, quanto mais gente, menor salário. Setor público, quanto mais dinheiro tem, mais se gasta mal. Essa é a verdade! Instala-se o corporativismo e da-lhe imposto pra cima da sociedade. E a sociedade tem que continuar no pé, cobrando sempre, não pode calar. Outro lance importante é que a medida não chega cortando, o que agravaria a crise, apenas define uma regra de longo prazo, pra trazer de volta a confiança dos agentes. Confiança de que o estado será gerido com responsabilidade, seja quem estiver no governo nos próximos 20 anos. Assim, voltando os investimentos, o Estado se reduzirá perante o PIB (renda), ao longo do tempo, na medida que o PIB volte a cresçer e o gasto público fique como está.

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