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Quarta-feira, 20 de setembro de 2017

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Secretário de Educação diz que pretende corrigir defeitos da MP do Ensino Médio

Da Redação - Jardel P. Arruda

14 Out 2016 - 14:15

Foto: Assessoria

Secretário de Educação diz  que pretende corrigir defeitos da MP do Ensino Médio
O secretário de Estado de Educação, Marco Marrafon, afirmou que pretende deixar de fora do plano estadual de educação os defeitos da Medida Provisória 746/2016, que trata da reforma do Ensino Médio. A declaração foi dada em um evento de lançamento de aplicativos para auxiliar alunos da rede pública estadual a estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na manhã de sexta-feira, 14.

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Como a MP foi construída antes da Base Nacional Comum Curricular, as alterações propostas mantém em aberto maior parte da grade curricular. Somente português e matemática foram fixadas como disciplinas obrigatórias nos três anos de Ensino Médio. Segundo Marrafon, filosofia e sociologia, matérias deixadas de fora do currículo pela medida provisória, podem ser mantidas em Mato Grosso.  

“Um ponto positivo [da MP do Ensino Médio] é a flexibilização. Ou seja, nos defeitos dela nós não vamos precisar aderir. Eu tenho dito para a rede que vamos construir o sistema estadual do ensino médio de acordo com as metas do plano de educação, e aí a gente pode construir nosso modelo. Já é uma posição pessoal, mas preciso discutir com a rede, fica sociologia, fica filosofia. A educação física continua obrigatória. Então a gente precisa fazer esses aperfeiçoamentos”, pontuou o secretário.

Além disso, ele destacou como uma boa mudança a possibilidade do aluno se tornar protagonista ao decidir o que irá estudar. Como as matérias serão ofertadas na forma de créditos, o aluno poderá escolher entre cinco trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas.

Escolas integrais

A MP do Ensino Médio prevê o aumento gradativo da carga horária de 800 horas para 1.400, o que deverá tornar obrigatório o ensino integral. Segundo Marrafon, por enquanto não há dinheiro suficiente para tornar criar o novo turno em todas as escolas, mas há uma meta prevista para o aumento.

Atualmente, o Estado conta com seis escolas em tempo integral, sendo quatro delas de Ensino Médio. A meta é chegar há 20 até o fim de 2017. Uma equação aritmética que analisa número de alunos, a situação de vulnerabilidade, custos e outros fatores.

“Vamos estabelecer uma regra de transição para investir na escola integral, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade, aonde é possível construir um ensino completo, com refeições completas, para o aluno se sentir bem na escola”, concluiu.

Aplicativos

O secretário deu início ao Pró-Enem, um programa que visa divulgar quatro aplicativos de estudo digital disponibilizadas gratuitamente para auxiliar alunos do 2° e 3° anos do Ensino Médio da rede pública durante a preparação ao Enem de novembro de 2016. Dois dos apps são do MEC, o MecFlix e o TV Escola, enquanto o Prepara Mais é fruto de uma parceria do Governo do Estado com a empresa VAT Tecnologia e já vem sendo utilizado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social. Ainda há o Geekie MT, um aplicativo de games educativos.

“Essa plataforma de inovação se materializa agora com a primeira grande política, primeira grande programa de trazer quatro ferramentas ao aluno para que ele possa se dedicar ao Enem nas horas extras, em caráter complementar. Temos conversado com o professor, com toda rede, para que ele possa incentivar o aluno para quanto estiver no ponto de ônibus pode assistir uma aulinha. Uma hora está em casa e pode reforçar o conteúdo. Têm aulas grátis, exercícios, games, tudo visando a melhoria no Enem”, explicou Marrafon.

4 comentários

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  • Cidadao
    14 Out 2016 às 23:50

    Como os outros secretários...não sabe nem o que tá fazendo aí...

  • escola
    14 Out 2016 às 18:46

    Os aplicativos são grátis para baixar. E sim, teve custo para o Estado, afinal, ninguém "faria" de boa vontade um aplicativo para os alunos de graça. Além disso, em nenhum momento o secretário disse que não houve custo, e sim, que houve parceria.

  • Camila Cecílio
    14 Out 2016 às 17:06

    Os aplicativos são gratuitos, Ednalva. Não teve nenhum custo para o Estado.

  • Ednalva
    14 Out 2016 às 15:29

    Gastando com aplicativo ruim, né menino maluquinho? Esse moço é, por natureza, completamente fora da casinha!

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