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Mais da metade dos prefeitos das capitais deverá ter maioria na Câmara

G1

02 Nov 2016 - 10:31

Dos 26 prefeitos eleitos nas capitais neste ano, 14 terão maioria na Câmara Municipal no início da legislatura. É o que mostra levantamento feito por jornalistas do G1 nas 26 cidades do país. Ao menos sete chefes do Executivo poderão enfrentar problemas para aprovar projetos, já que a oposição será mais numerosa.
 
Em cinco cidades, a configuração da Casa ainda é uma incógnita. Com as indefinições, o prefeito pode tanto conquistar a maioria como ver a oposição somar cadeiras. Muitos prefeitos já agendaram reuniões com parlamentares para tratar da relação entre os dois poderes a partir do ano que vem – e acordos deverão ser costurados.
 
Para chegar a esse panorama nas capitais, o G1 considerou os vereadores da coligação vencedora como da base. As equipes de reportagem também entraram em contato com os da coligação derrotada e com aqueles que não apoiaram nenhum dos candidatos no 2º turno. No caso das definições em 1º turno, os partidos e os candidatos derrotados foram procurados.
 
A maior parte dos que terão uma base sólida na Casa é formada por reeleitos ao cargo. As exceções são João Doria (SP), Crivella (Rio), Greca (Curitiba) e Gean Loureiro (Florianópolis). O prefeito eleito de São Paulo no 1º turno – fato inédito – terá o apoio de 62% dos vereadores, percentual que pode aumentar até o dia da posse.
 
Por ora, a maior bancada governista está em Recife. Dos 39 eleitos, 31 vão compor a base de apoio de Geraldo Julio (PSB) – o que representa 79% do total.
 
Já Dr. Hildon (PSDB), eleito em Porto Velho, será o prefeito que deverá enfrentar mais dificuldades no Legislativo. Ele terá o apoio de apenas 4 dos 21 eleitos – 19% do total. Os outros 17 serão oposição ao seu governo.
 
A cidade com a maior indefinição é Porto Alegre. Metade dos vereadores ainda não decidiu de que lado ficar. Dos 36 eleitos, 11 devem ficar na base e 7 devem fazer oposição ao eleito, Nelson Marchezan Júnior (PSDB). Partidos dos outros 18 ainda não declararam a intenção. Trata-se de uma situação atípica, mas que pode ser justificada, já que é a primeira vez que os tucanos vencem a disputa na capital gaúcha.
 
Em Belo Horizonte, a situação também está indefinida. Kalil (PHS), por enquanto, tem 14 vereadores em sua base e 16 na oposição. Há 11, no entanto, sem nenhum lado no momento. Durante o segundo turno, o prefeito eleito dispensou apoios.
 
Além de políticos ainda indefinidos em relação à situação ou oposição pelo país, há os independentes, que dizem que não formarão a base, mas também não farão uma contraposição sistemática.

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