Olhar Direto

Terça-feira, 28 de março de 2017

Notícias / Educação

Contra PEC 241 e reforma no Ensino Médio, professores da UFMT aprovam indicativo de greve

Da Redação - André Garcia Santana

17 Nov 2016 - 16:06

Foto: Reprodução

Contra PEC 241 e reforma no Ensino Médio, professores da UFMT aprovam indicativo de greve
Por 55 contra 37 votos, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aprovaram em assembleia nesta quinta-feira (17), o indicativo de greve marcado para o dia 25 de novembro. Os docentes deverão estar em Brasília nos dias 19 e 20 para acompanhar as deliberações de outras instituições de ensino superior. Na seqüência eles retornam para Cuiabá, onde votarão pelo início da mobilização, já sinalizada pela categoria, composta por 1700 profissionais.

Leia mais:
Fórum Sindical promete grande ato e não descarta nova greve por escalonamento de salário

Ao Olhar Direto o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT), Reginaldo Araújo, afirmou que a aprovação do Projeto de Emenda Completar (PEC) -241, que congela investimentos públicos, é a principal pauta reivindicada ao Governo Federal. Se deflagrado, o movimento afetará as atividades de 33 mil alunos distribuídos entre os campi da Capital, de Sinop (477 km de Cuiabá), Rondonópolis (215 km de Cuiabá) e Araguaia, em Barra do Garças (540 km de Cuiabá).

O presidente reforça que detalhes como a data de início da greve e tempo de duração só serão acertados depois da viagem.  “Nos mobilizamos nacionalmente, por isso vamos manter as discussões a partir do que for decidido também em outros Estado. Decidimos agora pelo indicativo de greve, quando voltarmos a deflagração e pontos como a durabilidade serão debatidos”, afirma.

Reginaldo explica que os cortes na educação afetarão direta e imediatamente o ensino no estado, uma vez que não serão realizados concursos públicos e a implantação de novos cursos e campus poderá ser comprometida. “Temos o campus de Várzea Grande que não irá se concretizar. São cinco cursos de Engenharia que ainda não tem o quadro completo de professores. Além disso, estão sendo levados para Sinop e Rondonópolis o curso de Medicina, pra o qual também faltam professores.”

A Medida Provisória 746, que propõe a extinção de matérias essências ao Ensino Médio também e o projeto Escola Sem Partido também são alvos de críticas e reivindicações dos professores. Para a Adufmat, a mudança transformará as escolas em centros de formação de força de trabalho barata e sem pensamento crítico.

As alterações propõe a do currículo obrigatório disciplinas como Educação Física, Artes, Sociologia e Filosofia. Além de querer proibir que os professores e professoras abordem questões sociais como racismo, preconceito com relação à orientação sexual e gênero, violência contra as mulheres e até sobre o cuidado com o meio ambiente. “Nós nunca imaginamos que precisaríamos ter que debater algo tão óbvio. É um absurdo que o Governo Federal não ouça os Conselhos de Educação.”

Pec 241

Apresentada pela equipe econômica do governo Michel Temer, a Proposta de Emenda à Constituição 241, que pretende limitar o crescimento das despesas do governo, incluindo  gastos em saúde e educação, por 20 anos.  A medida  também  fixa para os três poderes - além do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União - um limite anual de despesas.
 
Enviada em junho pela equipe de Michel Temer à Câmara dos Deputados, a proposta institui o Novo Regime Fiscal, que prevê que tais gastos não poderão crescer acima da inflação acumulada no ano anterior.

20 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Direto. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Direto poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • fortunato
    18 Nov 2016 às 17:08

    Sou a favor de uma PEC para reduzir o salário os privilégios e as aposentadoria dos políticos......

  • ARLENE FERREIRA ZEFERINI
    18 Nov 2016 às 15:35

    Foi-se o tempo em que greve teve alguma consequência! Naquele tempo em que os esquerdistas estavam de um lado e os militares do outro. Naquele tempo, sim. Hoje os esquerdistas estão lá. Estão aliados aos poderosos do grande capital que abominavam em seus discursos acalorados. O veneno não vale contra a própria serpente. Deixemos desse instrumento velhaco e ineficaz. Façamos um trabalho de retomada de bons serviços à comunidade. Cumpramos nosso horário de trabalho. Abramos nossos sorrisos à clientela que recorre aos serviços públicos. Respeitemos nossas instituições públicas! Nós, servidores públicos, sejamos honestos, eficazes, excelentes, pontuais, assíduos, morais. Aí sim! Aí veremos bons resultados e valorização.

  • Rmta
    18 Nov 2016 às 11:21

    O engraçado é que tantos reclamam da precariedade do ensino e da estrutura da universidade mas acham ruim fazerem greves, uai como vcs acham que vai haver mudanças?? Por um acaso o governo esta preocupado com a a educação?? Depois de tantas reclamações qual foi o dia que atenderam as necessidades dos estudantes e universitários?? Será que tem gente que acha que a universidade ou as escolas publicas estão todas uma amravilha para não precisar de reinvidicações?? Acordaaamm Alicess!!! Temm que fazer greve siiimmm até ser ouvido as necessidades da educação, tem que fazer greve simm porque se não for fazer greve ou vamos viver o caos permanente ou então teremos que partir para uma guerra sangrenta!!!!

  • Almir
    18 Nov 2016 às 10:50

    Esses professores antes petistas-( agora não sei), provavelmente são para onde o vento sopra, já ultrapassaram todas as medidas. om isto, afundam o ensino cada vez mais.

  • Claudecir
    18 Nov 2016 às 09:48

    acho que fazer greve é um direito de todos, criticar tbem é um direito de todos, mas é um DEVER de todos que querem greve ou criticar APRESENTAR SOLUÇÕES EFETIVAS, e por mais de 13 anos a frente do poder o petismo e seus amigos nunca conseguiram apresentar nada de efetivo para levar o Brasil a um patamar de país sério, o que fizeram e que é visto a todos, é mergulhar o país numa crise sem precedentes!!! pois bem manifestantes QUAIS SÃO AS PROPOSTAS PARA RESOLVER OS PROBLEMAS??????

  • Davi
    18 Nov 2016 às 08:56

    Sou contra a PEC porque não resolve o problema. O correto seria a privatização da saúde e da educação. Criava-se um cartão para as pessoas de baixa renda e o governo pagaria por atendimento realizado. O SUS é um absurdo, pois é comum se ver grandes proprietários rurais, empresários e políticos conseguirem fazer tratamentos sofisticados, enquanto que a pobreza é jogada nas macas, médicos com altíssimos salários, que só batem ponto nos hospitais públicos. Quem quiser veja o salário de médicos e técnicos dos regionais. Na educação a mesma coisa, reclamam de mal salário, mas peço que acompanhem o salário dos professores concursados no portal transparência e vão a uma aula pra, não muito dificilmente, assistir o professor fazer propaganda política para o PT, PSOL e PC do B.

  • Abelardo Oriel
    18 Nov 2016 às 08:07

    O que querem os Professores? Quebrar o "record" da ultima greve (4 meses)? Passaram 13 anos sob o julgo do PT, dizendo amém a tudo que o Luladrão e a Dilmanta faziam, em que mudou nossos índices com relação à qualidade do ensino? Absolutamente nada, aliás mudou pra pior, em qualquer lugar do mundo quando um trabalhador não está satisfeito com as condições de trabalho, ele tem a dignidade de pedir pra sair. O que falta aos senhores? Dignidade? Vão invadir e acampar nos diretórios do pt e de seus comparsas, é lá que deve estar a solução uma vez que foi de lá que saiu as verdades que acreditam. Passei pelo Curso de Adm da Federal e consegui formar com 5 anos, isso num curso que tem uma grade para 4 anos e, por já ter uma graduação e pelo aproveitamento de matériasm, eu deveria ter concluído em 3 anos, não perdi nenhum semestre e tive a vida atrasada por pessoas que não estão nem ai pra educação. O que falta é vergonha na cara para os "mestres" e respeito por com aqueles que sustentam com impostos essa porcaria que vocês chamam de ensino. Tenham Dignidade senhores, tenham dignidade.

  • The righteous
    18 Nov 2016 às 07:53

    Quem paga pela corrupção dos ricos são sempre os pobres. Os professores que sempre idolatraram o PT serão agora convidados a pagar pela corrupção da companheirada que hoje está milionária.

  • Jef
    18 Nov 2016 às 00:12

    A greve não é por causa da pec, vamos ser sinceros e justos, com ou sem pec, sempre houve, e sempre haverá greves, no ensino público. Desde que me entendo por gente, isso sempre ocorreu, e com ou sem aumento, a qualidade so cai, não evoluímos em nada na educação, nosso país é sempre um dos piores em educação. Os alunos acham que invadindo escolas, irá resolver, os professores acham que fazendo a cultura da greve, irá resolver, greve ja se tornou Cultura e obrigação para a classe do ensino público no Brasil, tá ruim?? Imagine para os 12 milhoes de desempregados!

  • Manuel
    17 Nov 2016 às 22:57

    A melhor forma de protestar é discutir o assunto sem paixão partidária, mas tendo em vista o interesse do ensino. A estrutura universitária brasileira é feudo do PT, que teve uma visão clara sobre o assunto. É na universidade que é feito o doutrinamento político, independente da coloração. É obvio que o partido dominante não que perder seus benefícios e vai ser contra tudo que pretender mudar o status quo. A principal reforma é do ensino médio, que nos leva á rabeira dos índices mundiais. Os governos anteriores, PMDB, PSDB e PT nada fizeram para mudar essa situação, apesar do assunto estar sendo discutido há mais de 10 anos. Pouco se discutiu a proposta do ex-petista, Cristovam Buarque (Projeto de Lei do Senado (PLS) 320/08) que considera a federalização do ensino médio, talvez fosse a melhor alternativa. Enquanto não deixarmos de lado o espírito corporativista, querendo vantagens a todo custo, dificilmente evoluiremos no assunto. Lembro-me bem do que acontecia numa universidade federal. Os chefes de departamento eram escolhidos não por competência, mas sim pela proximidade da aposentadoria, para poder incorporar esse valor ao salário (no tempo em que isso era permitido). Como se justificava: não é moral, mas é legal. Um belo exemplo daqueles que deveriam os primeiros a da

Sitevip Internet