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Assembleia geral decidirá greve de estudantes da UFMT; alunos tem aulas abertas e atividades culturais

Da Redação - André Garcia Santana

23 Nov 2016 - 08:40

Foto: Olhar Direto

Assembleia geral decidirá greve de estudantes da UFMT; alunos tem aulas abertas e atividades culturais
O Instituto de Educação (I.E), que abriga os cursos de Psicologia e Pedagoga da Universidade Federal de Mato Grosso (UMFT), tem recebido os alunos com programações e debates paralelos ao comumente proposto nas aulas, interrompidas na quinta-feira,17. Em protesto contrário a aprovação do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) – 241, os estudantes contaram com o apoio de professores para criar uma programação diversificada ao longo da mobilização. Hoje, 23, uma assembleia geral, aberta a todos os estudantes da instituição, será realizada às 17h para que seja debatida a deflagração de greve geral dos alunos.

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Pelas paredes do I.E, cartazes reforçam as exigências dos alunos, que também lutam para que a reforma do ensino médio, proposta pela PEC 55, não seja implantada nas escolas, que deixariam de contar com disciplinas como Educação Física e Artes. De acordo com representantes dos Centros Acadêmicos (C. As) dos dois cursos, os estudantes também pedem por auditoria cidadã da dívida pública e afirmam que a população não deve pagar pela conta de políticos corruptos e banqueiros.

“O movimento tem o apoio de professores e Coordenação do Instituto, que entendem os sérios riscos que a universidade pública corre com a proposta do teto de gasto. A mobilização é apartidária e tem integrantes de vários movimentos sociais e coletivos, que tem realizado aulas públicas e atividades culturais discutindo temas transversais como escola sem partido, lei da mordaça”, explica o trecho de uma publicação elaborada pelos manifestantes, que preferem não se identificar.

“A área da psicologia será uma das mais prejudicadas porque será alvos de cortes tanto da Saúde quanto da Educação. Com a reforma os profissionais da Pedagogia, que já não enfrentam uma situação boa, terão que competir com pessoas que apresentem notório saber, mesmo depois de terem passado quatro anos na universidade”, afirma um dos manifestantes.



Durante o período o prédio tem sido realizadas aulas públicas e atividades culturais discutindo temas transversais como lei da mordaça, direitos constitucionais de greve e ocupação e protagonismo dos estudantes. No primeiro horário de hoje houve uma aula sobre escola sem partido e ideologia de gênero, ministrada por uma professora de Psicologia. Na parte da tarde haverá a Oficina de Teatro do Oprimido e uma ciranda infantil.

Ainda nesta manhã, no Instituto de Linguagens e Faculdade de Comunicação e Artes (ILFCA), os universitários se reuniram com professores e coordenadores para discutir o assunto. Junto aos estudantes de Letras e Música eles decidirão em assembleia realizada às 19h pela ocupação do bloco. Outros prédios, como o Instituto de Ciências Humanas e Sociais já optaram pela mobilização, e devem ser ocupados a partir de quarta-feira (22). 

16 comentários

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  • Jose
    24 Nov 2016 às 07:05

    Parabéns jovens!!! Nenhum direito a menos!!

  • Joao
    24 Nov 2016 às 01:42

    BOLSONARO 2018 , pra chuta esquerda do Brasil!

  • Roberto Cuiabano
    23 Nov 2016 às 18:35

    Diversos dos Centros Acadêmicos entraram com pedido para o DCE anular a última votacão para apoio a greve eles recusaram. Votaram crianças e dezenas de pessoas que nem eram alunos das faculdades. Eram quem esses? Contratados para fraudar? Onde está você DCE que diz combater a corrupção? Caindo na mesma rede? Falta também uma reportagem com os alunos das outras faculdades da UFMT que já realizaram suas votações e decidiram que não entrarão em greve.

  • Zé Guaporé
    23 Nov 2016 às 17:42

    A maioria desses estudantes "grevistas", entraram na faculdade através de quotas, caso contrario não entrariam por que não passariam no vestibular entre os demais. Agora ficam fazendo graça, para não estudar, pois não têm competência para estudar e passar para os próximos semestres, caso as aulas sejam dentro da normalidade. Só isso!

  • Universitário
    23 Nov 2016 às 17:22

    Estes desocupados não representam a opinião da grande maioria. O que ocorre é que só se manifesta quem é de esquerda, eles são movimentos organizados e até mesmo financiados pelos sindicatos. Não há posicionamento dos demais universitários que são contrários à isso, são poucos os que se expõem, que bate de frente com essa esquerdalha hipócrita! Os professores também não são todos a favor, infelizmente quem tem poder de decisão são os professores sindicalizados, só eles votam, aí todos nós já sabemos o que esperar!!! Defendo que não houvesse concurso público, a Universidade devia ser tratada como empresa na iniciativa privada, mesmo sendo Federal,aí eu queria ver esses anarquistas fazerem farra!!! O Brasil é mesmo uma piada de péssimo gosto!

  • Cuiabano
    23 Nov 2016 às 16:16

    Mete falta, reprova e pah! Ai pode ficar tranquilo em casa e fazer o mesmo semestre!!! Falta do que fazer, quantos gostariam de estar cursando um curso superior numa universidade federal.

  • Léo
    23 Nov 2016 às 16:06

    Discursos marxistas que prejudicam não só os alunos mas a sociedade em si. Estudei lá dois anos e posso falar que ali é pura hipocrisia. Se você não for de esquerda e tiver sua opinião formada será excluído pelos esquerdinhas, e os professores são meros alienadores. Sexo e drogas rolam solto. Aquelas frases bonitas que eles pregam são pura fachada. Pagam de esquerda mas tem carro do ano e um iphone 7. E o mais engraçado: querem fazer greve sendo que a última coisa que os mesmos frequentam são a sala de aula. E o pior de tudo: é dinheiro público, e tomam vaga de quem realmente gostaria de estar lá estudando!!!

  • Curimbatá
    23 Nov 2016 às 14:33

    Será porque que ocuparam justamente o prédio de IE. Eu respondo: estatus. Os professores mais conceituados estão lá. A esquerda num perde tempo e num invade o museu rondon nem com reza braba.

  • Samuel
    23 Nov 2016 às 11:59

    Gostaria de saber onde esse bando de alienado encontrou que ESTUDANTE tem direito a Greve? A Constituição Federal no art. 9º assegura direito de greve a trabalhadores. Não sei qual estudante vai a escola para trabalhar. Bando de alienado. Geração de gente tosca, não tem consciência política e serve como objeto de manobra de professores que defendem um partido que durante 13 anos os desprezou, inclusive deixando-os em greve por mais de 130 dias.

  • Daniel Boone
    23 Nov 2016 às 11:58

    São idiotas úteis do PT, PSOL, PCdoB e outras tranqueiras

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