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Quinta-feira, 22 de junho de 2017

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Presidente do Sintep conclama contratados a não cumprirem acordo de reposição de aulas perdidas durante greve

Da Redação - Lucas Bólico

07 Jan 2017 - 17:02

Presidente do Sintep conclama contratados a não cumprirem acordo de reposição de aulas perdidas durante greve
O presidente do Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Henrique Lopes Nascimento, fez um comunicado aos professores contratados pedindo para que não aceitem fazer a reposição das aulas perdidas pelos alunos no ano passado em decorrência da greve da categoria caso o Governo do Estado não pague novamente pelo período. Isso apesar de sindicato e governo já terem acordado no ano passado a reposição, assim que a greve acabou. 

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A greve do ano passado na educação durou mais de 65 dias e ao fim governo e professores acordaram, sob intermédio do Tribunal de Justiça, que o tempo parado seria reposto para não prejudicar os estudantes. Estão programados 21 dias de aula para fechar o ano letivo dos estudantes. O governo não rompeu o contrato durante a greve e manteve os pagamentos durante o período de paralisação.
 
Como são temporários, os contratos se encerraram em dezembro de 2016 e agora o Sintep tenta exigir que os professores recebem pelo tempo de reposição das aulas. Para o sindicato, a postura do governo seria um “ataque os direitos dos trabalhadores”.

A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou nesta semana que está renovando os contratos temporários dos professores que vão trabalhar de 10 e 31 de janeiro para repor as aulas perdidas durante a greve. Os novos contratos terão vigência de apenas 21 dias e não serão remunerados porque os profissionais não deixaram de receber os pagamentos durante o movimento grevista.
 
“Os novos Contratos Temporários de Prestação de Serviços de Reposição de Aula serão celebrados apenas pelas escolas que entraram em greve e ainda não repuseram todas as aulas”, informa a Seduc. Segundo o secretário-adjunto de Política Educacional da Seduc, Edinaldo Gomes de Sousa, por razões jurídicas esse contrato não pode ser remunerado, uma vez que tais profissionais já receberam pelo serviço, que ainda não foi completamente prestado.
 
Em vídeo endereçado aos contratados, o presidente do Sintep afirma que não se pode aceitar os apelos do governo para concluir o ano letivo de 2016 sem remuneração. “Se tem alguém que precisa explicar alguma coisa seria o Governo do Estado sobre onde está escrito e em qual legislação lhes assegura esse absurdo de querer fazer que o trabalhador assine um contrato abrindo mão da remuneração”, declara Henrique Lopes Nascimento.
  
De acordo com o Setor Jurídico da Seduc, se a secretaria pagasse por esses 21 dias de contrato, seria obrigada a exigir o ressarcimento dos valores pagos durante os 67 dias de greve. “O Estado poderia ter suspendido os pagamentos dos contratos temporários durante todo o período de greve, mas não o fez. Por isso, esperamos contar com todos os profissionais da Educação para o início da reposição”, disse o secretário-adjunto.
 
Ainda de acordo com Edinaldo Gomes, no dia 10 o Governo do Estado vai quitar o pagamento da Gratificação Natalina (13º salário) de todos os contratados temporariamente em 2016, conforme calendário divulgado previamente. A secretaria também já está finalizando o cadastro do Processo de Atribuição 2017 e deve divulgar a lista final ainda na primeira quinzena de janeiro.

 

17 comentários

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  • ANDRE CINICO
    08 Jan 2017 às 14:06

    O PIOR SERVIDOR É AQUELE ELEITO PELO PIOR SER HUMANO: O ELEITOR.

  • Guru Analista
    08 Jan 2017 às 09:00

    Uma coisa eu digo e afirmo por experiência própria: O PIOR TIPO DE SERVIDOR PÚBLICO É O EFETIVO. Salvo pouquíssimas exceções, a grande maioria dos servidores públicos, especialmente os efetivos, são arrogantes, prepotentes, atendem mal as nas repartições, não gostam de cumprir ordens e horários, são pirracentos, se vangloriam porque são efetivos e têm dezenas de diretos que os outros não têm, gostam de exigir e cobrar direitos sem merecimento, esbravejam, falam alto, gritam, etc. Muita gente é uma coisa até ser aprovado em um concurso, depois de aprovado e efetivado se transforma. Não sou radicalmente contra os concursos públicos, mas a forma tradicional como conhecemos precisa de mudanças.

  • Lara
    07 Jan 2017 às 22:21

    Esses infelizes desse SINTEP é uma erva daninha. O que os professores conseguiram com a greve? Somente 50 reais e ainda ter que trabalhar 21 dias de graça. Não fazem nada a. Só aparecem em momento oportuno pra eles. Se vc vai ao Sintep pedir uma informação,só encontra uma cidadã no computador que mal olha pra sua cara e qdo olha é extremamente mal educada. Fora PT,FORA SINTEP

  • Marcio
    07 Jan 2017 às 21:45

    Lembrando que a greve se deu pelo descumprimento da lei do RGA. Novamente, o governo do agronegócio, o Imperador, quer prejudicar os servidores públicos. Agora, caso isso aconteça, acredito que será a maior greve da história de MT, com adesão da polícia e bombeiros militares, agentes penitenciários, médicos, professores, peritos, enfim, será o caos.

  • Curimbatá 2017
    07 Jan 2017 às 21:28

    SOU PROFESSOR E O SINTEP É PURO PETISMO. NÃO É LIVRE E NEM DEMOCRÁTICO. O SISTEMA PT IMPERA NESSE SINDICATO. EU CONCLAMO AOS PROFESSORES PARA DISFILIARMOS DESSA MÁFIA

  • Adriano
    07 Jan 2017 às 21:27

    Esse Ângelo é uma piada. Já receberam pelo serviço que devem prestar em Janeiro. Certo o Governo de não pagar novamente. Esse sintep é um exemplo de falta de compromisso com a Educação em MT. Pq não vão mas escolas pra verificar quanto problemas tem cada unidade. Só falam em greve, greve. Não tá bom, pede pra sair e lagarto de baderna. Tem outros que querem trabalhar. Os cara do Sintep só vive falando de greve, pq não são eles que repõe as aulas. Os professores e outros profissionais fizeram e vão fazer a reposição agora. E os sindicalistas do Sintep! Cadê? Não estão nas salas de aulas. Mas sim programando nova greve e fazendo politicagem em nome do PETISMO. Vcs estão acabado.

  • Mauro coelho
    07 Jan 2017 às 21:17

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Marco António
    07 Jan 2017 às 20:15

    O presidente do Sindicato não fala como um Professor. Não seria?

  • Olho vivo
    07 Jan 2017 às 18:56

    Guru analista, usa a mente: concurso seleciona os melhores e mais preparados para dar aulas de qualidade. SERVIDOR efetivo trabalha sem assédio moral de chefes. A exemplo das universidades, da policia federal, da sefaz, e outros orgaos tem que ser escolhidos por concursos. sim, é pelas provas e titulos que medimos a capacidade e conhecimento do profissional. Temos que ter cuidado com esse negocio de não ter concurso, daqui a pouco teremos alunos que terminaram o ensino médio dando aula de alfabetização ou química no ensino médio. Nada haver, a pessoa precisa de formação para prestar um bom serviço publico.

  • Cristiane de Souza
    07 Jan 2017 às 18:54

    No meu se os contratos receberem de novo é um absurdo.Não vejo por exemplo efetivos querendo receber um adicional pelos 21 como os contratos, se estão falando sobre direitos então porque só os contratos iriam receber duas vezes?

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