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Quarta-feira, 29 de março de 2017

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Conclusão do VLT unifica discurso Emanuel e Wilson; retomada de obras é meta

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

10 Jan 2017 - 14:28

Foto: Mayke Toscano / GCom MT

Emanuel Pinheiro com Wilson Santos, durante reunião sobre VLT, no Palácio Alencastro: prioridade às obras

Emanuel Pinheiro com Wilson Santos, durante reunião sobre VLT, no Palácio Alencastro: prioridade às obras

A necessidade de retomada das obras para conclusão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) obrigou o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) e o secretário de Estado das Cidades, deputado Wilson Santos (PSDB), a esquecerem antigas rivalidades e a unificarem o discurso.  A projeção é de que as obras sejam retomadas ainda neste semestre, mas não foi fixada uma data, porque depende do aval do Ministério Público e Tribunal de contas do Estado (TCE).
 
Pinheiro recebeu Santos, nesta terça-feira (10), no Palácio Alencastro, quando foi convidado a compor o Conselho Executivo do VLT, com a governador José Pedro Taques (PSDB), a prefeita Lucimar Campos (DEM), de Várzea Grande, e outras autoridades.
 
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O Conselho Executivo de acompanhamento das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos será a principal instância de decisão e acompanhamento das obras. Wilson explicou ao prefeito a negociação com o Consórcio VLT para a retomada da obra e os trâmites jurídicos que envolvem a questão. Ele já tinha tratao o mesmo assunto com a prefeita Lucimar Campos.
 
O Conselho do VLT será presidido pelo governador Pedro Taques e conduzido pelo secretário Wilson. Também será composto por uma equipe técnica da Secretaria de Estado das Cidades (Secid-MT), formada pelo secretário adjunto do VLT, José Piccolli Neto, que foi diretor de implantação do VLT no Rio de Janeiro.
 
Integraram ainda  o quadro, o ex-secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá, Thiago França e o arquiteto e especialista em mobilidade Rafael Detoni, cedido pela Prefeitura de Cuiabá. Os profissionais das prefeituras serão indicados nos próximos dias.
 
Sem citar o “decreto da discórdia”, o secretário das Cidades explicou que a participação dos municípios no processo de retomada das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos é indispensável para o bom andamento do novo modal.
 
“Precisamos que as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande sejam agentes ativos nesse processo. Por isso, fizemos o convite aos chefes dos executivos municipais para que participem intensamente de todo andamento da construção do VLT que corta as duas cidades”, argumentou Santos, que disputou a Prefeitura de Cuiabá contra Pinheiro, em 2016.
 
Entusiasta do VLT, Emanuel enalteceu a articulação de Wilson, na Secid, em prol da retomada das obras do VLT e  asseugrou total apoio da municipalidade para o término da construção do modal. “O secretário Wilson olhou com novos olhos para o VLT, isso é muito importante. Acredito no VLT para nossa Capital e faço questão de participar”, pontuou ele.


“O governo pode contar com a prefeitura de Cuiabá para o que for necessário. Seremos um agente facilitador do VLT”, afiançou Pinheiro.
 
A expectativa é de que, com o respaldo da Prefeitura de Cuiabá,   não haja impedimentos na retomada do VLT. “Cumprindo determinação do governador Pedro Taques, estamos dando mais um passo para destravar e retomar as obras do VLT. Da nossa parte não houve surpresa na participação positiva do prefeito Emanuel Pinheiro, se colocando inteiramente à disposição, nos cedendo técnicos e dando suporte no que precisarmos para o bom andamento dos trabalhos”, definiu Santos.
 
O secretário adjunto José Picolli explicou que  a operação do modal em Cuiabá será semelhante ao Rio de Janeiro. As 32 estações do projeto original serão mantidas e a integração do trem com o modelo atual de transporte será garantida.
 
“O VLT é um sistema de transporte, que deve ser trabalhado em conjunto com outros modais. Aqui em Cuiabá será integrado com os ônibus, para isso vamos inserir nessa operacionalização os empresários do transporte coletivo e a Associação Mato-grossense dos Transportes Urbanos (MTU), de Cuiabá”, justificou Picolli Neto.
 
Um dos principais impasses para a conclusão da construção é a questão financeira. Em documento oficial encaminhado ao Estado, o consórcio construtor pediu R$ 1,2 bilhão para terminar o modal. Todavia, a consultoria feita pela empresa KPMG, com autorização da Justiça Federal, concluiu que o valor para finalizar as obras seria de R$ 602 milhões.
 
 

6 comentários

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  • Gumercindo
    11 Jan 2017 às 08:24

    Desde os estudos preliminares o projeto da implantação desse modal ficou evidente a sua inviabilidade técnica operacional e financeira. Será que o nosso prefeito está ciente desses estudos ? O VLT vai ser uma eterna despesa para os cofres públicos com subsídios que não poderão ser garantidos por muito tempo. A sociedade está preocupada com o que o nobre secretário está divulgando ou seja falando em custos baixos. Meu Deus isso é uma furada. Acorde senhor prefeito antes que o pesadelo aumente. Pelo amor de Deus !!!

  • Cuiabano
    10 Jan 2017 às 15:59

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Jorge luiz
    10 Jan 2017 às 15:48

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Pedro luis
    10 Jan 2017 às 15:44

    Esses politicos não tem jeito mesmo, e quem paga o pato é a sociedade. Esse VLT é totalmente inviavel, o preço da passagem não paga o custo da operação. Por que eles não tem a coragem de cancelar essa bomba, que vai custar 35 milhões por ano em subsidio ao contribuinte. Talves pelo resto da vida o governo tenha que bancar essa aventura mal sucedida. Governador, ainda dá tempo de impedir essa tragédia. Nós, os idiotas, vamos ver o belo trem vir do aeroporto até a ponte nova. Ou seja, não vai resolver o problema de transporte de ninguem.

  • cramulhão
    10 Jan 2017 às 15:31

    WS ta com cara de quem tomou todas ontem.

  • Carlos Nunes
    10 Jan 2017 às 15:07

    Êta, pessoal teimoso, insistem no VLT. Já examinei o assunto de todos os ângulos e conclui: VLT é para cidade onde o dinheiro, A VERBA, esteja sobrando aufa, por aqui está é faltando a beça. Dá medo, dá pavor, deixarem abrir Cuiabá de ponta a ponta e o dinheiro minguar, até acabar, pois numa época dessas de vacas magras tudo pode acontecer. Ainda não inventaram passe de mágica para fazer o dinheiro aparecer, então, caixa vazio, vai continuar vazio. Ainda me lembro da pegadinha do Silval, que aparecia na TV, dizendo: podem deixar que, com 1 BILHÃO E 400 MILHÕES termino o VLT antes da Copa começar. Cair na pegadinha uma vez ainda vai, mas duas vezes, é ser idiota ao quadrado. Como estão as finanças por aqui? Bem, um site deu uma notícia hoje: as presidiárias do Paschoal Ramos estão usando retalhos, porque não tem absorventes, por falta de verba. Cidade onde não tem dinheiro para absorventes, significa que as finanças estão na pindaíba, na lona, ou não? A não ser que tenha dinheiro a beça, e é o absorvente que não é prioridade, vai no retalho mesmo.

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