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Terça-feira, 27 de junho de 2017

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Para matricular filhos, pais passam dias acampados em escolas de Várzea Grande

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira com a colaboração de Rogério Florentino Pereira

10 Jan 2017 - 17:12

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Pais nas instalações da Escola

Pais nas instalações da Escola

Desde o último dia 6, pais montaram um 'verdadeiro acampamento' na Escola Municipal Rita Auxiliadora Campos Cunha, no bairro Mapim, em Várzea Grande. A instituição, disputada pela população, iniciará processo de matrícula para novos alunos nesta quarta-feira (11). 

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Questionada o que fazem tantos pais e mães parados há dias naquela fila, a mãe Natalia Castro da Silva Lima dá uma lição. “Os pais estão querendo garantir uma educação melhor para os filhos”. 

Sobre a situação da Escola Rita Cunha e seu diferencial, a mãe explica. “Aqui há apenas 45 vagas para o primeiro ano, oito para o segundo e 15 para o quarto ano. Já no terceiro e quinto ano já não possuem vagas. Nós gostamos daqui, pois é um colégio bem falado, a direção ‘pega no pé’ e se preocupa com nossos filhos. Afinal, se sairmos para trabalhar deixando eles na mão de qualquer um, nós não vamos conseguir trabalhar direito. Optei por vir logo para garantir a vaga da minha filha”.

Segundo as funcionárias da Escola, que atende apenas no Ensino Fundamental, há um controle para evitar injustiças contra quem padece na fila. “Uma mãe chamada Camila chegou na sexta-feira, 2h da tarde, pois havia um acumulo de mães que diziam que já vinham. Ela só chegou em primeiro lugar, pois veio de carro, já chegou e colocou o nome dela. É preciso fazer um controle para que todos saibam quem é primeiro e quem é o último. Teve gente que chegou no sábado, no domingo, porque muita gente não conseguiu ficar e como fazemos chamada, íamos riscando o nome dos que não estavam aqui. Afinal, não é justo a pessoa ir embora, dormir em casa e outros ficarem aqui por quatro dias”, explicam.

Conforme a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande, estão sendo ofertadas 5.263 vagas da Educação Infantil a alunos a partir de dois anos, até ao 9º ano do Ensino Fundamental. As matrículas estão sendo realizadas entre os dias 03 e 13 de janeiro.

Especificamente na Escola Municipal Rita Auxiliadora Campos Cunha as matrículas serão iniciadas nesta quarta-feira (11). Desse modo, as filas já formadas desde a sexta-feira (06) visam apenas “garantir” um atendimento com antecedência.

Várzea Grande hoje possui 80 unidades escolares, sendo 48 urbanas, 12 no campo, 12 Centros de Educação Infantil (CMEIs) e 01 Centro de Educação para Portadores de Necessidades Especiais.

Ao Olhar Direto, o secretário municipal de Educação, Silvio Fidelis, explicou a situação na Escola Rita Cunha. Admite que haja, de fato, uma procura maior por aquela instituição, por possuir melhor estrutura, trabalho diferenciado e boas posições em rankings de qualidade do ensino.

Garante o secretário que todos os anos a busca e as filas são grandes naquela Escola e que o executivo municipal não vê como anormalidade. “São situações pontuais, é obvio que os pais querem uma escola de qualidade para seus filhos”, ressalta. Porém, adianta que será levado em consideração o principal critério estabelecido pela prefeitura: a proximidade com a residência. Assim, pais que moram no bairro Mapim ou nas redondezas, terão prioridade. “Há, porém, pais que vem de outros bairros para tentar matricular seus filhos naquela escola”, pontua o secretário, que garante que a boa intenção dos pais também será levada em consideração na hora de realizar a matrícula. “Será necessário fazermos um estudo da demanda”, ressalva.

Por fim, o secretário  garante que em 2018 a disputa por vagas no Ensino Fundamental será mais tranquila. Isto porque há projeto para inauguração de 14 novos CMEIs.

Como não há vagas para todos, o titular da pasta  já adianta o procedimento que deverá ser adotado caso a matricula seja frustrada. “Procure a Gestão de Legislação e Normas na sede da Secretaria Municipal. Ninguém vai ficar sem vaga, é competência do município garantir o acesso à educação básica, e isso faremos”, promete. 

3 comentários

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  • Nascimento
    11 Jan 2017 às 09:30

    E pensar que muitos filhos destes não irão dar valor ao estudo e esforço dos seus pais.

  • LISBETE
    11 Jan 2017 às 07:39

    É ESTE O ESTADO DE TRANSFORMAÇÃO.... VELHOS POLÍTICOS... VELHAS POLÍTICAS E VELHOS PROBLEMAS.... SEM SOLUÇÃO

  • Carlos Nunes
    10 Jan 2017 às 18:25

    Enquanto isso (não é novela, nem aquelas séries famosas que começavam assim), os prefeitos de Cuiabá e Várzea Grande preparam para abrir mão na isenção de 200 MILHÕES DE REAIS, para torrar no VLT. 200 Milhões dá pra fazer Quantas Escolas? Pelo menos uma? Duas? Quanto? Pegaram a mania do Silval, prioridade dos governos...brevemente vai ser O VLT. O que será que é melhor pró povo ESCOLA X VLT? Poderia ser trocado também por PRONTO SOCORRO, CADEIAS, etc.

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