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Segunda-feira, 24 de julho de 2017

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Em MT, Sarney Filho diz que desmatamento é preocupante e Taques pede ajuda para zerar índice em três anos

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

16 Fev 2017 - 12:40

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Pedro Taques, ao centro, entre Carlos Fávaro e Sarney Filho

Pedro Taques, ao centro, entre Carlos Fávaro e Sarney Filho

O ministro Sarney Filho, do Meio Ambiente, classificou como preocupante o aumento do desmatamento na Amazônia Legal, durante visita a Cuiabá nesta quinta-feira (16). Mato Grosso tem apenas três anos para zerar o desmatamento ilegal. O Estado assumiu na COP 21, evento realizado na França, em 2015, o compromisso de até 2020 acabar com o desmate irregular. Recentemente, no entanto, houve um aumento no crime ambiental. O governador Pedro Taques (PSDB) pediu ajuda do ministério para que o Estado possa cumprir a meta.
 
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Taques lembrou que enquanto outros estados do país jogaram a meta para 2030, apenas MT e o Acre anteciparam o compromisso para 2020. “O que mostra que nossos desafios são maiores e precisamos da ajuda de vossa excelência”, afirmou o chefe do Executivo Estadual. O governador ainda lembrou houve um aumento no desmatamento ilegal em MT entre agosto de 2014 e julho de 2015, mas asseverou que de 2004 a 2014 esse número caiu 90%. O desmatamento ilegal ainda voltou a recuar 19% entre 2015 e 2016.
 
O ministro do Meio Ambiente explicou que traçou uma estratégia para derrubar os níveis de desmatamento ilegal no Estado com base nos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). “Como vocês sabem, nos últimos dois anos o desmatamento da Amazônia aumentou, de agosto de 2015 a julho de 2016, e aumentou de 2014 a 2015 e essa tendência de aumento é muito preocupante para o Brasil, é preocupante por causa dos nossos compromissos, mas é muito mais preocupante pelos efeitos que esse desmatamento causa nos serviços ambientais que a Amazônia presta ao Brasil, à América do sul e ao mundo e começam”.

O vice-governador e secretário de Meio Ambiente, Carlos Fávaro (PSD), afirmou que a meta de reduzir a zero o desmatamento ilegal até 2020 é ousada, mas factível. “Estão mapeadas as áreas e nós queremos hoje dar um pontapé inicial para dar a base avançada com integração, com inteligência na região noroeste de Mato Grosso, para que nós possamos, junto Governo do Estado e Governo Federal, com as forças do IBAMA, Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de Segurança, o combate a esse crime que tira o valor dos produtos de Mato Grosso”. 

A visita
 
Pedro Taques e Carlos Fávaro receberam Sarney Filho para discutir ações de combate ao desmatamento em Mato Grosso e apresentar o projeto do Sistema Mato-grossense do Cadastro Ambiental Rural (Simcar). O Simcar é um sistema de cadastro ambiental rural que foi implantado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) em substituição ao SICAR (Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural).
 
A agenda do ministro faz parte da Caravana Verde de combate ao desmatamento. O grupo é formado por secretários do Ministério de Meio Ambiente e dirigentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e da Agência Nacional de Águas (ANA).
 
O objetivo é acompanhar, de perto, as políticas de conservação, fiscalização e monitoramento do bioma. O grupo já passou pelo Amazonas, Rondônia e Acre. Depois de Mato Grosso, a caravana vai para o Estado do Pará (21 de fevereiro).

3 comentários

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  • Carlos Araújo
    17 Fev 2017 às 09:27

    Incompetências mil desse Governo "Sem Gracera"

  • Alberto
    16 Fev 2017 às 16:11

    SENHOR GOVERNADOR ZERAR O DESMATAMENTO SÓ EM 2020 É ADMITIR O CRIME POR MAIS 3 ANOS, TOLERÂNCIA DE 3 ANOS COM AQUILO QUE A LEI NÃO PERMITE, COMBATE AO DESMATAMENTO JÁ, FISCALIZAÇÃO JÁ.

  • Maria
    16 Fev 2017 às 13:31

    A REALIDADE É ESSA MINISTRO E GOVERNADOR JÁ TEM UMA DETERMINAÇÃO DO MINISTÉRIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO-GROSSO QUE JÁ REQUEREU DESDE SETEMBRO/2016 AO INDEA O CUMPRIMENTO IMEDIATO DA LEI COMPLEMENTAR 235/2005 QUE EXIGE O CERTIFICADO DE IDENTIFICAÇÃO DE MADEIRAS PARA O TRANSPORTE INTERESTADUAL, E ATÉ A PRESENTE DATA 16/02/2017 NÃO FOI CUMPRIDO, A PORTA DO ESTADO ESTÁ ABERTA (SEM FISCALIZAÇÃO) PARA O TRANSPORTE DE MADEIRAS ILEGAIS COMO A CASTANHEIRA(PROIBIDA DE CORTE) E TANTAS OUTRAS E COM ISSO O DESMATAMENTO ESTÁ AI DEVASTANDO A NOSSA FLORESTA, E O ESTADO ESTÁ PERDENDO 27 MILHÕES E AINDA MAIS A CADA DIA QUE A ATIVIDADE NÃO É RETOMADA SÃO CENTENAS DE CARGAS DE MADEIRA ILEGAL QUE VÃO PARA OUTROS ESTADOS E COM ISSO JÁ CAUSOU E VEM CAUSANDO DANOS IRREPARÁVEIS AO MEIO AMBIENTE.

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