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Sábado, 25 de fevereiro de 2017

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Após sequestro de família de funcionário do Banco do Brasil, polícia recupera R$ 433 mil

Da Redação - Patrícia Neves

17 Fev 2017 - 15:01

Foto: Divulgação PJC

Após sequestro de família de funcionário do Banco do Brasil, polícia recupera R$ 433 mil
Um total de R$ 433 mil roubados de uma  agência do Banco do Brasil de Campo Verde (131 km ao Sul), na madrugada de terça-feira (14) foram recuperados. Para que a ação fosse executada, os criminosos sequestraram familiares de um tesoureiro do estabelecimento comercial. Segundo a Polícia Civil, do montante de R$ 500 mil roubados, R$ 150 mil foram bloqueados em contas da Caixa Econômica Federal e R$ 176 mil rastreados em contas do banco Bradesco, que tiveram pedido judicial de bloqueio. Mais de R$ 100 mil foram encontrados em espécie, na casa usada por três dos bandidos presos.  

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As investigações apontaram que os  criminosos usaram 12 contas bancárias de parentes (pai, mãe, irmãos, esposa e outros) para distribuir o dinheiro roubado. As contas, em sua maioria, são do Estado do Pará e os depósitos feitos em vários envelopes com valores de R$ 5 mil, 10 mil e alguns maiores de R$ 15 e 57 mil, no caixa.

Pelo roubo, três membros da organização criminosa foram presos na quinta-feira (16), em ação da Delegacia de Campo Verde, com apoio do GCCO. Eles integram o bando que manteve a família do tesoureiro refém, na madrugada da última terça-feira (14).

A casa do funcionário do banco foi invadida por criminosos  fortemente armados  que mantiveram reféns seus familiares durante toda a madrugada. Logo que amanheceu, o tesoureiro foi obrigado a ir até agência bancária  e sacar R$ 500 mil em dinheiro. Depois de entregue o valor exigido, os assaltantes fugiram do imóvel.    

Os suspeitos, Eduardo Nonato da Silva, 26, e Klayton Batista da Lopes, 22 ( inicialmente apresentou nome de Washington Alves da Silva), e Camila de Souza Silva, são naturais do Estado do Pará e residentes no Estado de Tocantins. Eles foram autuados em flagrante pelos crimes de extorsão mediante sequestro e associação criminosa.

Eduardo estava com mandado de prisão em aberto do Estado do Pará e Klayton Batista Lopes ordem de prisão  do Tocantins, ambos por roubos a banco.

Investigação

Logo que a Polícia Civil foi procurada pelas vítimas, os investigadores iniciaram diligências para identificar os autores do roubo, na modalidade conhecida como “sapatinho”. A primeira pista apareceu no dia seguinte, quarta-feira (15), quando Eduardo compareceu à agência da Caixa Econômica Federal de Campo Verde, com a quantia de R$ 57 mil em dinheiro e efetuou o depósito para uma conta do Estado do Pará.

Já manhã de quinta-feira (16), o suspeito retornou ao banco com mais R$ 15 mil em dinheiro para realizar outro depósito. Na ocasião, a funcionária do caixa reparou que os números das notas depositadas pelo rapaz estavam na sequência de série, o que levou suspeita por parte da atendente que acionou a polícia.

Ao ser abordado pelos investigadores, Eduardo acabou confessando a autoria do roubo. Ele indiciou uma casa no bairro Estação da Luz, onde estava outra parte do dinheiro subtraído do banco. Durante buscas no local mencionado, os policiais civis conseguiram surpreender Klayton e Camila, os outros envolvidos no crime. No imóvel também foi apreendido um revólver calibre 38, e a quantia de R$ 100 mil em dinheiro.

Diante do flagrante, Eduardo e Klayton foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Campo Verde onde foram autuados pelos crimes de extorsão mediante sequestro e associação criminosa. A equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que está na cidade, acompanhou os interrogatórios dos presos.

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