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Quinta-feira, 19 de outubro de 2017

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Carlos Fávaro diz que União "faz bondade com chapéu alheio" e defende que FEX seja restituído em 100% das perdas

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

19 Mar 2017 - 16:55

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Carlos Fávaro destaca que o agronegócio é quem sustenta a balança comercial brasileira

Carlos Fávaro destaca que o agronegócio é quem sustenta a balança comercial brasileira

“A Lei Kandir é muito importante para Mato Grosso e para o Brasil. Trouxe números importantíssimos para a balança comercial brasileira. O problema é que o governo federal faz bondade com o chapéu alheio”. A reação do vice-governador Carlos Fávaro (PSD), secretário de Estado de Meio Ambiente, em tom de reclamação, foi repassada para os representantes de Mato Grosso, no Congresso Nacional, de forma que se debrucem em propostas que assegurem a compensação integral das perdas dos estados com a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para produtos primários e semi-elaborados, destinados à exportação.
 
Atualmente, com a confirmação da supersafra de grãos 2016/2017, Mato Grosso perde de R$ 5 bilhões até R$ 6 bilhões por ano, em ICMS. “Quando desonera a exportação, por exemplo, Mato Grosso deixa de arrecadar [de R$ 5 bilhões] até R$ 6 bilhões por ano. E recebe, como contrapartida do FEX [Fundo de Exportações], sem muita regularidade, porque só sai quando o Congresso pressiona, em torno de R$ 380 milhões até 450 milhões, para o Estado e para os municípios. Aqui está o grande erro da Lei Kandir”, criticou o vice-governador, para a reportagem do Olhar Direto.

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Carlos Fávaro defende que Mato Grosso e outros estados sejam compensados, porque representam justamente o superávit da balança comercial brasileira. “É onde a União reforça a sua balança comercial, garante   dinheiro dentro do Brasil [gera emprego e renda], faz boa legislação e desonera, porque ninguém exporta imposto. Mas que paga conta é o Estado de Mato Grosso”, argumentou ele, que é oriundo do agronegócio e se orgulha em sempre citar que é homem do campo.
 
É essencial, na avaliação do titular da Sema, que seja bem discutida a compensação que os estados e municípios recebem, com as perdas acumuladas. “O problema da Lei Kandir é o governo federal fazendo bondade com o chapéu alheio e isso deve ser discutido no Congresso Nacional. E não dá para se continuar assim”, complementou Fávaro.
 
Carlos Fávaro afirmou que, mesmo com a isenção da Lei Kandir, mais de 50% do ICMS arrecadado em Mato Grosso tem origem no agronegócio. “O agronegócio representa 53%. Mais de metade de todo o ICMS vem da  agricultura e da pecuária”, citou ele.

11 comentários

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  • Pimenta
    20 Mar 2017 às 19:21

    Como cidadão, eu vejo que através da Lei Kandir o governo procura diminuir os impactos da crise, impondo cortes de gastos que devem ajudar no equilíbrio das contas estaduais.

  • Camila
    20 Mar 2017 às 19:07

    É necessário baixar os gastos, seja da forma que encontrarem!

  • Manoel silva
    20 Mar 2017 às 18:33

    Controlar gastos nesse momento é essencial eu abro mão do meu rga por saúde educação

  • Souza lima
    20 Mar 2017 às 13:21

    Não da pra negar que a lei kandir é importante para o nosso estado, mas também não podemos deixar passar que nosso estado precisa arrecadar dinheiro e oque deve ser feito é um reajuste de onde for necessário.

  • Miranda Carletone
    20 Mar 2017 às 12:39

    Seria mais fácil segurar o dinheiro do agronegócio no estado e fazer virar mais dinheiro, duro é ter fonte de investimento para atriar investidores. Herança maldita desse Silval basbora.

  • jorge Alves
    20 Mar 2017 às 12:38

    Sejamos razoáveis, a PEC dos gastos vem da união, não vai fazer repasses enquanto não acontecer esse congelamento, não adianta chorar, ou Mato Grosso assume a bronca, ou a situação piora.

  • Aparecido Estulano
    20 Mar 2017 às 12:37

    Até que enfim alguém falou alguma coisa, a união tá ferrando com os estados e se vê uma enorme diplomacia do governo, vamos deixar de agir como bode espiatórios.

  • Servidor
    19 Mar 2017 às 19:24

    Sr. Favaro o senhor tem razão em dizer isto e em compensção o Governador Pedro Taques faz bondade a custa do sacrifício dos mato-grossenses isentando de imposto o agronegócio e deixando a gente do nosso Estado só com a destruição das florestas, rios e solos.

  • Servidor
    19 Mar 2017 às 19:24

    Sr. Favaro o senhor tem razão em dizer isto e em compensção o Governador Pedro Taques faz bondade a custa do sacrifício dos mato-grossenses isentando de imposto o agronegócio e deixando a gente do nosso Estado só com a destruição das florestas, rios e solos.

  • Carlos
    19 Mar 2017 às 18:20

    Aproveite o pouco tempo que lhe resta de mandato vice, porque o Pedro Taques não se reelege ao governo e o Sr sofrerá com a rejeição dele. Sempre carregará o peso deste DESgoverno.

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