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Quinta-feira, 21 de setembro de 2017

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Condenado pela Justiça procura Delegacia para registro de boletim e fica preso por falsidade ideológica

Da Redação - Patrícia Neves

18 Mar 2017 - 14:29

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Condenado pela Justiça procura Delegacia para registro de boletim e fica preso por falsidade ideológica
Um homem condenado por assassinato, identificado apenas como J.C.A.Z., acabou preso nesta semana depois de procurar a delegacia de Alto Garças para registrar um boletim de ocorrência por conta do extravio de seus documentos pessoais, mas acabou encarcerado por crime de  falsidade ideológica. O comunicante ao informar os dados para o registro apresentou como seu, dados de um exame médico de outra pessoa.

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Durante várias checagens de informações os policiais confirmaram a falsa identidade e ainda descobriram que o motivo era o fato de ter sido condenado por homicídio no Estado do Paraná.  Por conta disso, ele pretendia confeccionar nova carteira de identidade em Mato Grosso, com outro nome.

Ao apresentar o exame médico como documento, os policiais, desconfiado, checaram os dados e descobriram que o nome que constava no exame médico era de uma pessoa que tinha mandado de prisão, decretado pela comarca de Primavera do Leste (231 km ao Sul). No entanto, mesmo sabendo da ordem de prisão, o homem continuava afirmando ser ele.

Os policiais aprofundaram as checagem e descobriram que o mandado já havia sido revogado, não havendo assim, pendências com a Justiça em relação aquela pessoa.

Mesmo diante da informação, os policiais aprofundaram as checagens e de posse do prontuário civil, fornecido pela Setor de Identificação da Politec,  identificaram que a foto do registro informado não correspondia com a pessoa que estava afirmado ser.

Diante do esclarecimento policial, o comunicante acabou confessando que realmente não era a pessoa das iniciais D.D.B.D e sim J.C.A.Z. Nas pesquisas de registros criminais foi apontado que ele já cumpriu condenação de crime de homicídio doloso no Estado do Paraná.

O delegado João Ferreira Borges Filho, ratificou a prisão em flagrante do comunicante foi falsidade ideológica.  Os levantamentos foram realizados pelo investigador Ulisses e a escrivã Elaine, que tiveram apoio da equipe da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Rondonópolis.
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