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Quarta-feira, 20 de setembro de 2017

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Ex-secretários de MT e ex-procuradores receberam propina da Odebrecht, diz delator

Da Redação - Lucas Bólico

17 Abr 2017 - 18:50

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Chico Lima é um dos três que teriam recebido R$ 330 mil em propina

Chico Lima é um dos três que teriam recebido R$ 330 mil em propina

O nome de mais três mato-grossenses apareceram nas delações da construtora Odebrecht. O ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso Edmilson José dos Santos e os ex-procuradores do Estado João Virgílio do Nascimento Sobrinho e Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, teriam recebido R$ 330 mil cada um para dar celeridade na liberação de créditos à empresa. Os valores teriam sido pagos entre 2006 e 2007, na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PP), atualmente ministro da Agricultura.

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As informações contam da delação do ex-executivo da Odebrecht João Antônio Pacífico de Ferreira, divulgada pela TVCA e site G1. De acordo com a reportagem,  Pacífico afirmou que o Grupo Odebrecht tinha dinheiro a receber dos governos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, por obras públicas executadas na década de 80. Porém, não conseguiam receber os valores, sob a alegação de falta de repasse federal para os estados.

A empresa fez em 2004 um acordo com os estados para o recebimento e foi criada uma Comissão Especial constituída por agentes públicos dos dois estados  para discutir os valores devidos. "De acordo com o delator, a construtora não interferiu na escolha dos membros, mas pagou propina para que eles dessem celeridade nas discussões. O pagamento aos agentes públicos foi condicionado ao recebimento das dívidas dos estados", revela G1.

“O quanto antes levantassem esses valores, mais rápido seria o encontro de contas com o governo federal. Na sequência, teríamos direito a receber esses valores”, relatou o delator.

Os três citadis faziam parte da comissão. Edmilson José dos Santos, então secretário adjunto do Tesouro Estadual, foi apelidado de "Cofrinho". João Virgílio do Nascimento Sobrinho era chamado de "Careca" e Chico Lima, "Manhoso".
 

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