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Quinta-feira, 27 de julho de 2017

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Atendimento domiciliar pode ser opção para usuários de planos de saúde

Da Redação - Arthur Santos da Silva

06 Mai 2017 - 14:46

Foto: Reprodução

Atendimento domiciliar pode ser opção para usuários de planos de saúde
Planos de saúde cobrem serviços de internação domiciliar, também conhecido como Home Care. Para pacientes com quadro clínico estável é totalmente possível e recomendável que o tratamento seja feito em casa. 

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“Temos uma equipe altamente especializada e, após a avaliação do quadro clínico, é feito um planejamento de tratamento personalizado e integrado, conforme a necessidade e indicações clínicas do paciente. É feito também um levantamento de toda a estrutura necessária, desde os profissionais de saúde que farão o atendimento (médicos especialistas e enfermeiros, garantindo assim um atendimento multidisciplinar), até os materiais e medicamentos necessários para cada caso. Tudo é monitorado com o máximo rigor”, explica o Dr. Heleno Rosa, coordenador médico do Home Care, da empresa Qualycare, em Cuiabá. 

Entre as vantagens de se optar pelo tratamento está a possibilidade de atendimento no ambiente familiar, com o conforto e a comodidade de se ficar perto dos entes, redução de risco de infecções hospitalares e atendimento personalizado 24 horas.

Aposentada, Helena Pedroso, de 64 anos, já tinha ouvido falar do atendimento médico domiciliar, mas desconhecia que, em muitos casos, é possível fazer essa opção a partir do plano de saúde.  

“Em busca da cura, uma das coisas que a gente mais espera é um tratamento humanizado. Ter a possibilidade de ter isso no ambiente da nossa própria casa pode ajudar, inclusive, para que a recuperação seja mais rápida. Mas sempre achei que esse tipo de tratamento fosse muito caro e particular”, conta a aposentada.

Dr. Heleno esclarece que a crença de Helena está correta.  “Com um atendimento focado 100% no paciente, somado ao envolvimento da família no processo de recuperação, verificamos, em muitos dos casos, uma melhor evolução clínica, resultando assim em um tratamento mais rápido. E os planos de saúde, em sua maioria, cobrem sim esse atendimento, pois além de qualidade, esta opção reduz os custos hospitalares em até 70%”, destaca o médico.

A enfermeira Cláudia Manzini, responsável técnica da Qualycare  explica que para receber o serviço, é feito uma avaliação global do paciente, com a elaboração do Plano de Atenção Domiciliar (PAD). “Esse plano descreve quais os cuidados que deverão ser dispensados ao paciente, quais os recursos necessários e o tempo estimado de alta. Esse planejamento é avaliado periodicamente, a medida da evolução do tratamento”.

Diversos tipos de patologias podem receber atenção domiciliar, tanto para assistência, como nos casos de diabetes e hipertensão, por exemplo, que exigem controle rotineiro, como para casos de internação domiciliar. Nesses casos, se enquadram, por exemplo, pacientes com tetraplegia, patologias neuromusculares, infecções, entre outros. Os usuários interessados podem consultar seus planos de saúde para verificarem a possibilidade de aderir a esse tipo de atendimento. 

O Home Care ou atendimento médico domiciliar nasceu nos Estados Unidos na década de 1980 e, na década seguinte (90), chegou ao Brasil atendendo uma demanda que nasce da necessidade de alta para pacientes de longa permanência na unidade de saúde, os chamados doentes crônicos, visando reduzir possíveis riscos de infeção hospitalar, entre outras necessidades.  

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece as regras para este setor, determinando, entre outros coisas, qual a estrutura e os processos de trabalho que uma empresa deve realizar para atuar no serviço de atenção domiciliar. Já o controle é realizado por meio de fiscalização das vigilâncias sanitárias estaduais e municipais. 

1 comentário

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  • Zaqueu
    07 Mai 2017 às 11:31

    Esse deveria ser uma das funções do Programa Saúde da Família conforme consta nas Portarias do Ministério da Saúde. Mas como as equipes não fazem seu trabalho e não há quem fiscalize, as empresas médicas privadas não perdem tempo... e como sempre se as pessoas que precisarem desse tipo de atendimento tem q desembolsar e pagar. Um absurdo esse nosso país. País da malandragem.

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