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Terça-feira, 24 de outubro de 2017

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Secretaria de Educação acusa Sintep de "pressão psicológica" em estudantes e professores

Da Redação - Lázaro Thor Borges

30 Mai 2017 - 17:47

Foto: Gcom/MT

Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT)

Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT)

Uma tentativa de paralisação frustrada provocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) na escola Escola Estadual 12 de Outubro irritou os representantes da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (Seduc). O caso ocorreu no último domingo (29) no município de Mirassol D´Oeste (311 km de Cuiabá) e será levado ao Ministério Público Estadual.

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Na ocasião, a comunidade escolar não aderiu ao movimento de paralisação e mesmo assim membros do Sindicato entraram na escola e pressionaram a equipe gestora e os docentes a encerrar as aulas. Por conta do incidente o órgão prometeu comunicar o MPE sobre o ocorrido.

De acordo com denúncia da gestão escolar, os manifestantes causaram constrangimento e aplicaram pressão psicológica em alunos e professores, exigindo a retirada de todos do local. Outros fatos a serem apurados são a exposição de fotos em veículos de comunicação e redes sociais e a difamação praticada contra a diretora.

Adesão

Segundo a assessoria jurídica da Seduc, as unidades escolares têm autonomia para aderir ou não a movimentos grevistas e paralisações, sendo respaldadas por lei.

Além disso, a assessoria afirma que os profissionais têm direito de optar por cumprir sua jornada de trabalho e não aderir ao movimento grevista, mesmo que tenha sido aprovada pelo sindicato, e que a decisão do Sintep-MT não sobrepõe à decisão individual de cada profissional da educação.

“Assim como o direito à greve é protegido, a Constituição também protege o direito ao trabalho. Grevistas não podem proibir outros funcionários de trabalhar, caso não queiram aderir ao movimento. A decisão não pode ser imposta a outros trabalhadores”, destaca o secretário-executivo da Seduc, Luciano Bernart.

O secretário ressalta que manifestações e atos de persuasão utilizados por representantes de sindicatos não podem impedir, de qualquer forma ou sob quaisquer pretextos, o livre acesso de alunos e profissionais não grevistas ao interior da escola e às aulas. 

1 comentário

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  • El Cid
    31 Mai 2017 às 08:58

    As coisas começaram a se ajustar. É preciso fazer exatamente isso, pois a maioria desses dirigentes sindicais pressionam os trabalhadores da classe a aceitarem greves e paralisações, cujo objetivo é só de levar prejuízos aos pais e alunos da rede de educação pública!

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