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Sábado, 21 de outubro de 2017

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"PM sairá fortalecida e culpados responsabilizados", garante comandante da PM sobre investigação de grampos

Da Redação - Patrícia Neves/ Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

12 Jun 2017 - 11:13

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

"Tenho certeza de que a Polícia Militar sairá fortalecidade de tudo disso. As pessoas que por ventura fizeram isso indevido serão responsabilizadas e acionadas judicialmente". A afirmativa é do comandante geral da Polícia Militar, coronel Jorge Luiz Magalhães, após ser indagado sobre reflexos à imagem da corporção após o esquema de grampos ilegais que veio à tona em maio passado, em denúncia do programa Fantástico (Globo).

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Durante evento de entrega de novas viaturas na manhã desta segunda-feira (12), o comandante defendeu ainda que a instituição necessita empregar o sistema para dar continuidade aos trabalhos já iniciados. Segundo a apuração, cabia a um núcleo de policiais militares a realização de grampos clandestinos de políticos, advogados, médicos e jornalistas.

"Nós instauramos inquérito policial militar e, de forma tranquila, vamos apresentar à sociedade o resultado.  Penso que as investigações estão caminhando dentro da naturalidade. Não só a PM está apurando, mas também o Ministério Público Estadual, o Judiciário. Tenho certeza de que a verdade irá prevalecer", asseverou. 

 Menos de 15 dias após a veiculação do programa, o ex-comandante geral da PM coronel Zaqueu Barbosa e o cabo Gerson  Luiz Ferreira Correa Júnior foram  presos pelo juiz Marcos Faleiros (11º Vara Militar). A medida foi necessária, conforme a decisão judicial, para garantir ordem pública, "visto que ambos possuem laços sociais que facilitariam a destruição de provas e diante da gravidade dos fatos que revelam a perigosa violação de direitos e garantias fundamentais, qual seja, a violação da intimidade, em prol de interesses privados escusos, com violação de dever legal e atuação fraudulenta que induziu o erro ao Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso".

"Nossa instituição tem serviços prestados há anos. É composta por oito mil homens e o que posso garantir é que a PM não fez, não faz e não fará, de forma alguma, interceptações ilegais"

"Nós utilizamos o Guardão para atividade da Polícia Judiciária Militar. A nossa relação na utilização é com o juiz da 11º Vara Militar Especializada dsa Justiça Miitar é importante para apuração dos crimes previstos na legislação militar. O guardião é importante porque ele fez um bem não só à PM, mas para toda sociedade". 

O ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Mauro Zaque, ao Fantástico afirmou que denunciou o esquema de escutas clandestinas ao Governo do Estado. Pedro Taques (PSDB), chefe do Executivo, afirmou que nunca teve conhecimento e nunca ordenou grampos contra políticos, advogados e jornalistas. De acordo com ele, a denúncia feita pelo promotor Mauro Zaque, à Procuradoria Geral da República (PGR) foi baseada em um documento fraudado. No entanto, ele deixou em aberta a possibilidade de os crimes terem ocorrido e apoia investigação.

5 comentários

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  • Wellington Lima
    24 Jun 2017 às 21:29

    Tenho certeza que a gloriosa vai responder a altura, o sr Jorge Luiz e um homem sério e de reputação inabalável, ele a frente os culpados serão responsabilizados, a PM é uma instituição seria e tem meu respeito

  • JORGE LUIZ
    12 Jun 2017 às 14:39

    A culpa é toda do cabo, ele com sua alta patente usou e abusou do seu privilégio e status dentro da corporação, os coronéis são todos santos, cadeia pro cabo e que perca o cargo né

  • Zé pilintra
    12 Jun 2017 às 13:25

    Cheiro forte de pizza no ar !!!!!

  • Adário
    12 Jun 2017 às 13:18

    Os delegados fizeram a farra das escutas e toda culpa recaiu exclusivamente sobre a polícia militar. Está no momento da PM repensar sua subordinação excessiva ao governo, seja o governador, seja o secretário e ter um posicionamento institucional.

  • Davi
    12 Jun 2017 às 13:05

    Pelos menos dois delegados realizaram a mesma prática, chamada barriga de aluguel, e somente a PM foi responsabilizada. Um desses delegados chegou a ser nomeado para investigar o esquema de grampos na PM. Está evidente o ataque à instituição, porque se fosse o caso de moralizar, de punir os culpados, teríamos muitas outras pessoas presas.

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