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Terça-feira, 24 de outubro de 2017

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Discussão do governo com deputados e Fórum Sindical por RGA fica para quarta; não há nova proposta

Da Redação - Ronaldo Pacheco

13 Jun 2017 - 17:44

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Discussão do governo com deputados e Fórum Sindical por RGA fica para quarta; não há nova proposta
A reunião prevista para o início da noite desta terça-feira (13) entre a equipe econômica do governo Pedro Taques com a bancada aliada e o Fórum Sindical, para discutir a aplicação da Revisão Geral Anual (RGA), foi adiada para o final da tarde desta quarta-feira (14), no Palácio Paiaguás. A explicação oficial é de que parcela considerável dos secretários está em Brasília, com o governador José Pedro Taques (PSDB), na busca por recursos para investimentos em Mato Grosso.
 
No entanto, a reportagem do Olhar Direto apurou que existe também um componente político: o governo não encontrou uma equação para melhorar a proposta de pagamento da RGA. Por enquanto, está mantida a proposta de pagamento de 6,28% no primeiro semestre de 2018, já rejeitada pelos servidores públicos, em assembléia geral, na semana passada, com participação de 23 categorias.

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Os secretários Gustavo de Oliveira, de Estado de Fazenda (Sefaz); Guilherme Müller, de Planejamento (Seplan); e José Adolpho Vieira, chefe da Casa Civil, responsáveis pelo encaminhamento da negociação,  estão fora de Cuiabá.
 
Todavia, Gustavo de Oliveira alertou que, antes de viajar, que, por enquanto, está valendo a  proposta de pagamento da RGA de 2017 – referente ao ano de 2016 – em três parcelas, a partir de janeiro de 2018. Serão duas parcelas de 2,15% em janeiro e abril; e uma derradeira, de 2,14%, em setembro de 2018, totalizando 6,58%. O valor foi calculado sob juros incidentes de cada parcela.
 
No contraponto, o Fórum Sindical insiste que em que a reposição seja quitada neste ano. Além disso, ainda faltam ser incorporados 3,92% da reposição salarial de setembro de 2016. Já foram pagos 7,36% em duas parcelas.
 
Classificado como ‘padrinho’ do diálogo, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), pediu que seja reduzida a tensão de lado a lado e que prevaleça o diálogo. Botelho advertiu, porém, que se houver radicalização e for deflagrada greve geral, deixa de ser intermediador das conversações entre governo e Fórum Sindical.
 

15 comentários

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  • Bruno
    14 Jun 2017 às 07:58

    Isenções fiscais que beiram a quatro bilhões para o agronegócio, passa a impressão que se trata de uma crise provocada.

  • Maurício
    14 Jun 2017 às 07:19

    O único homem sensato neste governo é o senador José Medeiros, que afirmou categoricamente que o governador Pedro Taques precisa sw viabilizar à reeleição. Uma coisa é ser eleito por promessas, outra é ficar 4 anos no governo, não fazer nada e pretender se reeleger em promessas. Esse Desgoverno autofágico está chegando ao fim.

  • Paulo
    14 Jun 2017 às 07:15

    Como empresário sou obrigado a reajustar o salário mínimo de acordo com os índices do governo federal, em geral acima do INPC e porque o governo alega insuficiência de recursos. Porque pra iniciativa privada é obrigatório? Se a mesma Constituição Federal que estabelece a revisão salarial pra iniciativa privada também prevê para o funcionalismo. Como comerciante do município de Cáceres tenho sentido a decadência no comércio com os calotes que o governador tem dado nos funcionários públicos. O pior é que tiram do pagamento da folha de pagamento e usam em licitações como as da seduc e o dinheiro vai pro ralo.

  • Jailson
    14 Jun 2017 às 07:14

    Primeiro o governador está aumentando os gastos correntes com a folha de pagamento, com cinco mil vagas para a SEDUC e duas mil e quinhentas para a Segurança Pública, depois ele alega que não tem receita para cobrir as despesas (neste caso as que ele mesmo criou) e que há necessidade de corte de gastos. Se eu fosse chefe de um dos Poderes não aceitaria. Aliás, não sei o que o fórum sindical está fazendo que já não entrou com uma ação judicial paralisando os concursos em Mato Grosso.

  • Julia
    14 Jun 2017 às 07:13

    Não entendo este governador, não pagou os funcionários, mas também não faz nada. Estado de embromação!

  • Eduarda
    14 Jun 2017 às 07:11

    Sou lojista e sinceramente quem está defendendo o governador são funcionários ligados a ele porque ele não fez nada de bom para a economia do Estado, pelo contrário ao deixar de pagar a RGA dos funcionários estagnou ainda mais as vendas. O que ele quer mesmo são os 800 milhões para o VLT e vai tirar de onde tiver que tirar, desde que o agronegócio esteja protegido.

  • Neto
    14 Jun 2017 às 07:10

    Cada sindicato e associação de servidores públicos deveria ingressar com ações judiciais suspendendo os concursos em andamento, como o de delegado, do sistema prisional, da seduc, entre outros. Pois o governador cria despesas e depois repassa o custo para os servidores de carreira. Apesar do chefe do Executivo possuir discricionariedade para a aplicação de recursos públicos, não pode optar em contratar mais servidores dentro de uma alegada crise, que ele mesmo vive a propagar que existe no estado e deixar de cumprir a lei, como a RGA, prevista na CF e em legislação estadual.

  • Nãosoufuncionáriodoexecutivo
    14 Jun 2017 às 07:08

    Esses funcionários são uns tontos. Ficam dando conversa pro Taques. Para tudo logo. População imbecil já reclama de tudo mesmo. Mal sabem eles que as melhoras nos péssimos serviços foram lutas de sindicatos. Chegar na porta do orgão e esculhambar o funcionário público é fácil, quero ver trabalhar com tudo sucateado. Votei em um Taques e obtive outro no governo. Que lixo. Pior que em 2018 esses imbecis que votam te elegem de novo. Ô lixo de política viu. Não salva um.

  • José
    14 Jun 2017 às 03:19

    3,92%(2015) 6,58%(2016) = 10,50% ÷ 5 = 2,10%. EM JUL /17. SET/17 NOV/17 JAN/18 E MAR /18 . ESSA É UMA OPÇÃO DE PROPOSTA Q PODE SER APRESENTADO PELO FORUM SINDICAL.

  • Ted
    14 Jun 2017 às 00:13

    O que é que o Forum Sindical está esperando para decretar greve?! Vai discutir o quê se não há proposta nova?

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