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Quinta-feira, 17 de agosto de 2017

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Criticado em parecer do TCE por convocar “excesso de concursados”, Pedro Taques diz que faria tudo de novo

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

16 Jun 2017 - 08:05

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Pedro Taques avalia que Mato Grosso estaria o caos se não houvesse reforço, nas forças de segurança

Pedro Taques avalia que Mato Grosso estaria o caos se não houvesse reforço, nas forças de segurança

Num momento de recrudescimento da discussão da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores e do cumprimento do limpe de gastos com pessoal imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), volta à baila o embate do governador José Pedro Taques (PSDB) com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). No julgamento das contas de 2016 do governo de Mato Grosso, inicialmente previsto para ocorrer nesta quarta-feira (13) e adiado na última hora, o relatório do TCE aponta para despesa excessiva com pessoal, provocada pelo excesso de convocação de servidores concursados, principalmente para a Secretaria de Estado de Segurança (SESP).
 
“Fui criticado no julgamento das contas de Mato Grosso, porque tinha chamado muitos policiais. Não me arrependo nem um centímetro disso. Se pudermos, nós vamos ainda este ano, para dar posse ano que vem, fazer mais concursos”, observou ele. “Mais 100 delegados Polícia Judiciária Civil, mais 1.800 homens para a Polícia Militar, mais 1.200 escrivães e investigadores para a Polícia Civil e, ainda, mais 180 homens para o Corpo de Bombeiros. A Lei de Responsabilidade Fiscal permite isso. E nós faremos, sim, se tivermos condições”, sintetizou Taques, durante evento da SESP.

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Pedro Taques confirmou que os 3.663 convocados para as forças de segurança representam R$ 180 milhões a mais, por ano, somente em folha de pagamento. Ele recordou que, hoje, a SESP possui 15 mil servidores, incluindo PM, BM, Politec, PJC e Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).
 
“Eu vi uma crítica do TCE. Nós temos que aceitar as críticas. Na democracia, as críticas são absolutamente democráticas! Agora eu queria ver como Mato Grosso estaria com 3.663 profissionais da segurança a menos em seus quadros”, questionou Taques, numa pergunta direcionada ao TCE e à oposição.
 
“Eu ouso dizer que nós estaríamos no caos. Porque nós temos 14 milhões de desempregados, no Brasil. A crise está alastrada. Outros estados que não fizeram investimentos, na segurança, estão sofrendo o que Mato Grosso, neste momento, não está sofrendo tanto”, afiançou o chefe do Poder Executivo.

Pedro Taques recordou que assumiu com 680 viaturas alugadas para todas as forças de segurança e 400 do Estado, das quais 200 baixadas (na oficina), em janeiro de 2015.  E que hoje são 1.078 viaturas alugadas, devendo chegar a 1.226 viaturas dentro de 120 dias, a um custo de R$ 65 milhões por ano somente com aluguel – foram combustível e manutenção.
 
“Não é gasto. É investimento! São investimentos que dão retorno. O efetivo da SESP é composto por 15 mil profissionais que protegem a sociedade”, complementou Pedro Taques.
 
O julgamento do parecer técnico das contas do governo Taques, previsto para a sessão matutina desta quarta-feira, no Pleno do TCE, foi adiado.

26 comentários

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  • joaoderondonopolis
    17 Jun 2017 às 13:56

    Não tem mais nada a perder, muita incompetência, Taques já era.

  • MTmais
    16 Jun 2017 às 22:59

    Sugeria uma matéria ao renomado site uma investigação sobre o número de servidores com desvio de função principalmente em sua civil. É inadmissível esse tipo de provimento em nosso estado. Vamos requisitar os que estão TJ TCE Assembleia do estado pois nao e admissibilidade isso.

  • MTmais
    16 Jun 2017 às 22:59

    Sugeria uma matéria ao renomado site uma investigação sobre o número de servidores com desvio de função principalmente em sua civil. É inadmissível esse tipo de provimento em nosso estado. Vamos requisitar os que estão TJ TCE Assembleia do estado pois nao e admissibilidade isso.

  • Pagadora de Impostos
    16 Jun 2017 às 19:43

    Essa gastança e o transito cada vez mais caótico, esse Wilson Santos do Rodoanel junto com Emanoel Pinheiro e Pedro Taques com certeza não transitam em Cuiabá no horário de trabalho, Os trabalhadores ficam mais de 02 horas presos no trânsito todo dia essa cidade está atrasada mais de 100 anos, são desgovernos.

  • sebastiao nogueira
    16 Jun 2017 às 19:41

    Apenas um comentário.....lascou os aprovados com esse inchaço na folha...até hoje tem classificados entrando....sem falar nos que não foram aprovados e entraram por força de liminar.....estão há seis anos recebendo sem ter passado.....nós que fomos aprovados nos lascamos, me desculpe os que entraram por sorte...

  • Davi
    16 Jun 2017 às 14:04

    Justificativas esfarrapadas. Neste governo para abrir concurso os servidores são imprescindíveis, mas na hora de fazer juz a seus direitos são rotulados de vagabundos. Tem que suspender todos os concursos até que a crise criada pela renúncia fiscal de 3,5 bilhões deste governo para o agronegócio seja superada.

  • Roberto Silva de A. Carvalho
    16 Jun 2017 às 11:32

    É só o TCE pegar o Diário Oficial e fazer uma auditoria que vão entender que não são os concursados que foram chamados em excesso os concursados foram aprovados no governo Blairo e para aprovar as vagas todas foram planejadas e colocadas no orçamento para depois fazer o concurso, o que está acontecendo é que todo mês mudam a estruturação das Secretárias tem Secretária que de três em três mês muda, aí criam mais cargos e cargos só de chefia ou seja cargos de DGA , só de Adjuntos e Assessores Especial que é o mesmo DGA de Adjunto tem aos monte, e as Secretárias que ele falou que ia acabar (o malvadeza) só aumentaram e mais aumentaram e os Adjuntos e Assessores Especial nestas secretárias só tem chefe.

  • RUBENS FRANCO
    16 Jun 2017 às 11:19

    Somente uma indagação ao Governador. Segurança OK. E Como fica a Saúde?

  • JORGE LUIZ
    16 Jun 2017 às 10:57

    Eduardo, onde você viu tais substituições que o desgovernador está fazendo, você olha Diário Oficial por acaso? Só para sua ciência os comissionados que faziam parte do desgoverno do Sival o Pedro Traques colocou na SEDUC como contratos temporários ganhando a mesma coisa ou até mais, inchou o desgoverno de MT com comissionados por todo lado, ou seja, só contratou e nada mais

  • Simões
    16 Jun 2017 às 10:53

    Ade concordo contigo. Blairo Magi mantinha frota própria do Estado e realizava a manutenção das viaturas. O custo era muito menor. Essa licitação é absurda! Dinheiro indo pelo ralo.

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