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Terça-feira, 24 de outubro de 2017

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Governo aceita elevar RGA e e propõe antecipar parcela em caso de aumento na receita

Da Redação - Érika Oliveira

15 Jun 2017 - 08:20

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Governo aceita elevar RGA e e propõe antecipar parcela em caso de aumento na receita
A equipe econômica do Governo do Estado e representantes do Fórum Sindical estiveram reunidos mais uma vez, no final da tarde desta quarta-feira (14), para negociarem o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA). Desta vez, o Executivo se propôs a elevar o percentual dessas parcelas, que passariam a ser duas de 2,19% e uma de 2,20%. Além disso, em caso de aumento da receita, o Governo se comprometeu antecipar o pagamento de uma parcela para este ano. 

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“Nós demonstramos que a nossa proposta está sendo a melhor possível e com a garantia de que a RGA vai ser paga haja o que houver. A negociação de hoje envolve o aumento dessas parcelas, condicionada a alguns cenários de aumento de receita. Se nós tivermos nesse segundo semestre um aumento de receita de 10%, nós podemos antecipar a parcela que estava colocada em abril para março. E, em um segundo cenário, se tivermos um aumento de até 15%, a parcela que antes estava programada para setembro nós vamos puxar para o primeiro semestre de 2018. O nosso compromisso é, se a proposta for fechada, a parcela que seria paga em janeiro do ano que vem será aplicada na folha de novembro, para pagamento em dezembro deste ano”, explicou o secretário estadual de Fazenda, Gustavo de Oliveira.

Na proposta inicial, O Governo se propunha a pagar a RGA de 2017 - referente ao ano de 2016 -, em três parcelas somente a partir de janeiro de 2018, quando seriam incorporados 2.15% do valor devido ao salário dos servidores. Em abril do mesmo ano seriam pagos mais 2.15% e, em setembro, 2.14%. O valor foi calculado sob juros incidentes de cada parcela.

A proposta tratava ainda do pagamento da RGA de 2018, com base nas estimativas da inflação de 2017, que deverá de 4.19%. Desta forma, em dezembro de 2018 seriam incorporados 2% e, em março de 2019 os 2.4% restantes. No entanto, as discussões sobre a RGA do próximo ano deverão ficar para uma próxima rodada de negociações.

“Nós deixamos a conversa sobre a RGA de 2018 para uma próxima rodada, o fundamental agora é focar no 2017. Quanto aos retroativos, nós recebemos a notícia do Fórum de que esse escalonamento havia causado perdas aos servidores, então nós pedimos que eles nos tragam isso de forma quantificada e nos apresentem uma proposta, para que nós possamos discutir o pagamento dessas eventuais perdas”, disse o secretário.

O Fórum deverá levar a proposta para os demais servidores na próxima terça-feira (29), data em que haverá uma Assembleia Geral com todas as categorias. De antemão, os líderes sindicais que participaram da reunião ressaltaram a importância do diálogo que vem sendo mantido.

“A conversa desse ano está muito melhor. Eu quero colocar aqui que a reunião foi muito tranquila, transparente, sem agressões de nenhum lado. O Fórum Sindical cresceu com aquela greve, o Estado também e estamos mais tranquilos para discutir. O secretário Gustavo está conduzindo tudo muito bem, junto com o José Adolpho e o Júlio Modesto e nós vamos levar essa proposta para a base no dia 20 para deliberar se vamos aceitar ou não essa proposta”, avaliou o presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig), Edmundo César Leite.

Presente na reunião, o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (PSB) afirmou que deverá aprovar o projeto que autoriza o pagamento da RGA tão logo o acordo for selado.

“Houve uma proposta, junto com o Fórum, de melhorarmos a receita, de manter todos os funcionários trabalhando, então, acho que dessa reunião de hoje sairão bons resultados e sem a necessidade de greve. O acordo está praticamente selado, mas obviamente, os líderes sindicais precisam leva-lo aos servidores. Assim que o novo projeto chegar na Assembleia nós vamos aprovar e encerrar essa discussão”, assegurou.

17 comentários

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  • Paulo
    16 Jun 2017 às 11:01

    Agricultor defender o Taques eu até entendo, mas empresário não Sr João. Estamos sendo sacrificados.

  • Natália
    16 Jun 2017 às 10:58

    João o dinheiro dos funcionários do Estado movimentam o comércio e esses 900 milhões que o Taques quer colocar no VLT vc acha que vai pra onde? Acha que vai ficar na nossa praça? Tenho um restaurante e apoio os funcionários do Estado. A opção do governador trará mais crise para o comércio e mais os comerciantes, assim como os funcionários do Estado estão pagando caro pelas isenções do agronegócio. Quem é realmente da iniciativa privada (do comércio) não apoia este desgoverno.

  • João
    16 Jun 2017 às 08:38

    Todos estes supostos empresários que defendem aumento para servidores públicos em plena crise.....ou são malucos .....ou são servidores públicos desocupados se passando por empresários.....pessoas sérias sabem que servidores públicos já ganham muito para fazer muito pouco.....quando fazem....

  • Cleber Ourives
    16 Jun 2017 às 08:02

    Regularizando a RGA de 2015, 2016, fazendo o pagamento em junho/17:1,96%, setembro/17:1,96%( fecha rga 2015), e novembro/17: 2,15% inicio rga 2016, começou a melhorar a proposta. E as outras de 2016 para abril e setembro/18 e março/19 rga 2017, ficará bom! Creio que é uma proposta razoável e dará de ser aceita pelos servidores e governo MT.

  • Maria
    15 Jun 2017 às 14:53

    http://www.olhardireto.com.br/juridico/noticias/exibir.asp?id=36005¬icia=mudanca-na-lei-permite-aumento-de-20-em-auxilio-graduacao-de-servidores-do-tjmt Enquanto isso no judiciário tem aumento de 20% com a mudança de carreira dos servidores esse ano. E ainda foi aprovado auxílio alimentação, auxílio creche, auxilio transporte.

  • Valdiley
    15 Jun 2017 às 14:18

    Essas mídias parecem estar sempre a serviço do governo, dizer antecipar o q já está atrasado é no mínimo subestimar a inteligência dos leitores e chamar os funcionários públicos de idiota, deveriam pelo menos serem mais coerentes e honestos em suas colocações.

  • Raffael Marvulle
    15 Jun 2017 às 14:00

    Oh Sr Justo pense melhor e pesquise antes de falar isso, funcionários do EXECUTIVO não tão cobrando aumento nenhum e sim a revisão anual garantida por lei que inclusive os funcionários da iniciativa privada recebem toda vez q revisa o salário mínimo... o Sr concordaria se o Governo estipulasse q o salário mínimo fosse R$1200,00 reais e os empresários dissessem q não ia pagar, ou q começaria pagar só no outro ano parcelado e ainda assim menos do que o estipulado, acredito q nenhum desses funcionários da iniciativa privada q derramam seu suor Inclusive hj no feriado iriam concordar com a idéia e com ctza brigariam pelos seus direitos, ou estou enganado? Outro ponto funcionários públicos tb trabalham no feriado sim ao contrário do q Senhor disse ou se esqueceu que hospitais, batalhões e delegacias não interrompem seus serviços. Nem todos funcionários Públicos recebem salários altos como a grande maioria pensa e julga. Não estamos contra o Governo nem a Sociedade só queremos ter nossos direitos garantidos o q dificilmente ocorre (não só em relação a RGA) pq os deveres com certeza somos cobrados. Dias melhores pra todos.

  • Eduarda
    15 Jun 2017 às 13:37

    Sou lojista e sinceramente quem está defendendo o governador são funcionários ligados a ele porque ele não fez nada de bom para a economia do Estado, pelo contrário ao deixar de pagar a RGA dos funcionários estagnou ainda mais as vendas. O que ele quer mesmo são os 800 milhões para o VLT e vai tirar de onde tiver que tirar, desde que o agronegócio esteja protegido.

  • Maria
    15 Jun 2017 às 13:34

    Sr Justo se os servidores são um bando de vagabundos, como vc faz supor porque este governador não para de fazer um concurso após o outro? Servidor é vagabundo pra fazer jus ao seu direito, mas pra fazer concurso é essencial. Dá licença.

  • Filipi
    15 Jun 2017 às 13:31

    Justo se existe crise ela foi criada pelos desvios da Petrobras das obras da Copa da SEDUC com secretário nomeado por este governador, em licitações de combustíveis e agora com a tentativa por parte de Taques e Wilson Santos de colocar mais OITOCENTOS MILHÕES na empresa que desviou TREZENTOS MILHÕES para concluir o VLT. Os servidores não podem ser responsabilizados por erros de gestão e de caráter político.

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