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Sexta-feira, 20 de outubro de 2017

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Quarenta e três usuários de drogas aceitam deixar casarões e vão para comunidades terapêuticas

Da Redação - Patrícia Neves

17 Jun 2017 - 11:44

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Quarenta e três usuários de drogas aceitam deixar casarões e vão para comunidades terapêuticas
A Secretaria de Estado de Trabalho de Assistência Social (Setas-MT) acompanha o atendimento às pessoas em situação de rua e dependentes químicos que ocupam a região do Largo do Rosário, chamada de Ilha da Banana, no Centro de Cuiabá. O titular da Setas, Max Russi, e outros representantes da órfão compõem o grupo de trabalho formado para criar estratégias, a fim de minimizar as dificuldades desse público.

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Desde o início das demolições, no domingo (11), 43 pessoas já aceitaram deixar um dos casarões da Ilha da Banana, bem como localidades próximas ao Morro da Luz, e estão alojadas agora em sete comunidades terapêuticas. Nessas unidades, o grupo recebe higienização e alimentação.

O trabalho é realizado por voluntários das casas, assistentes sociais ligados ao Município e representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com apoio do Governo do Estado. Outras 10 pessoas receberão passagens para retornarem às cidades de origem.

O secretário Max Russi afirmou que, por meio da secretaria-adjunta de Assistência Social, a Setas presta apoio contínuo, técnico e econômico ao município de Cuiabá, com o repasse do cofinanciamento social para o acolhimento de adultos em situação de rua.

Em reunião realizada na última terça-feira (13), o assessor especial da Setas, José Rodrigues Rocha, propôs a criação de uma mesa de negociação que traga para os debates os Ministérios Públicos, a Justiça, Defensoria Pública, Legislativos municipal e estadual, e órgãos públicos envolvidos. “Temos que separar a discussão de hoje em três: demolição da Ilha da Banana, política voltada a moradores em situação de rua, e segurança pública. Precisamos de todos os autores envolvidos para que o processo não pare e tenha resolução efetiva”, acrescentou.

Ao término da reunião, foram definidos os seguintes encaminhamentos: revitalizar o Morro da Luz; a reativar o Centro POP (a definir o local); fechar casas de prostituição no Centro Histórico da Capital e imóveis abandonados; acelerar a implantação da rede de atenção psicossocial (Raps), com a respectiva implantação do Centro de Atenção Psicossocial (Caps 3) e unidades de acolhimento infantojuvenil e adulto; ampliar o atendimento para pessoas com transtorno mental (infantojuvenil) por 24 horas; e acelerar a apreciação do Projeto de Lei (PL) na Assembleia Legislativa (ALMT), que prevê a implantação da política pública de assistência à população em situação de rua.

As informações são da Setas

7 comentários

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  • Renato M.
    18 Jun 2017 às 11:25

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  • Danilo
    18 Jun 2017 às 00:27

    Acontece que alguns usuários estão migrando para uma casa Av do Cpa próximo onde meu filho estuda é um entra e sai de usuário media 20 a 30 por dia entrando e saindo .. e aí secretario como vai ficar essa situação, podem perguntar para a o comando de Polícia que cuida daquele região se este local não existe Irão falar com propriedade sobre....

  • Benedito Addôr
    17 Jun 2017 às 17:55

    É um absurdo derrubarem as casas da área frontal à Igreja do Rosário, com as pessoas dentro. A minha vizinha Matilde e seus filhos estão sofrendo porque começaram a demolir a casa vizinha, causando um poeirão, tem que ficar dentro da casa usando máscara. Na demolição do Centro Comercial Morro da Luz não causa muita poeira, mas nas casas vizinhas sim. Matilde é filha da Dona Maria Rita dos Santos Rodrigues, aquela senhora humilde, que recebeu a visita do pessoal da Secopa em Outubro/2012, dizendo que a casa não era mais dela por causa do VLT. Dona Rita não aguentou a pressão psicológica do despejo e teve um gravíssim AVC, ficando paralisada em cima de uma cama, mais de 2 anos, quando veio a falecer. Depois descobrimos que a visita feita pela Secopa foi inadequada e criminosa, naquela época somente o Centro Comercial Morro da Luz foi declarado de Utilidade Pública para efeito de desapropriação. O pessoal está louco para demolir logo as casas, senão aparece mais um medida judicial que barre tudo. Tem muitas razões para aparecer medidas judiciais, o que impede é a falta de apoio das Defensorias Públicas, que não movem uma palha contra o Governo. Quem impediu que as casas fossem demolidas em 2013 foi a ONG MORAL, se dependesse da Defensoria já estaria no chão faz tempo, apesar que

  • Carlos Nunes
    17 Jun 2017 às 17:01

    Continuando meu comentário anterior, e colocando mais lenha na fogueira...se no empréstimo do Silval, o Governo paga 16 Milhões por mês, e dá 200 Milhões por ano, com mais o empréstimo na Caixa dos 800 Milhões, as parcelas vão chegar nos 25 Milhões, somando os dois empréstimos, vezes 12 dá mais de 300 Milhões por ano, durante muitos anos. BNDES e Caixa vão encher os bolsos às nossas custas, empréstimo bancário é a perder de vista, 20 anos ou mais. 300 Milhões multiplicado por 20 dará SEIS BILHÕES DE REAIS. Êta trenzinho elétrico caro pra burro. Esse dinheiro aplicado na Saúde, por exemplo, salvaria muitas vidas nos 141 municípios de MT, ou não?

  • Carlos Nunes
    17 Jun 2017 às 15:51

    Ih! A tal da Ilha do Preço de Banana, região central de Cuiabá onde os proprietários receberam pela desapropriação "preço de Banana", é igual a situação do Brasil...alguém ARREGAÇOU a Economia Brasileira, os 14 milhões de desempregados não apareceram da noite pro dia, foi resultado de uma série de políticas econômicas erradas pra burro, no final o povo brasileiro inteiro vai pagar a conta, tampar o rombo NA MARRA, sem choro nem vela. Na Ilha do Preço da Banana, alguém ESCULHAMBOU com tudo, e os proprietários dos terrenos, das casas, que, com sacrifício compraram um cantinho pra morar, pra tocar o seu negócio, vão ser expulsos NA MARRA. Que VLT, que nada! Isso agora não sai mais, é caro pra fazer, caro pra manter, só um sugador de dinheiro público. Silval emprestou 1 BI e 400 MI do BNDES pro VLT, e o Estado paga por mês quase 16 MI na parcela, num ano dá 200 MILHÕES. Quantas parcelas tem? Quantos anos mais? Isso dará muitos BILHÕES.

  • JANETE PORTA
    17 Jun 2017 às 12:43

    O QUE ME REVOLTA É EU TER PRESENCIADO UMA CENA ONDE AS MAQUINAS DERRUBARAM AS CASAS DE ALGUMAS PESSOAS QUE INVADIRAM UM LOCAL, EM MOMENTO ALGUM EU VI NAQUELE DIA ASSISTENTES SOCIAIS, PSICOLOGOS, OU QUALQUER OUTRA AUTORIDADE NO LOCAL. AS FAMÍLIAS FORAM DESPEJADAS E PRONTO.

  • Benedito Addôr
    17 Jun 2017 às 12:24

    Esse Centro Comercial Morro da Luz, que hoje está sendo demolido a marretadas, foi considerado de Utilidade Pública para efeito de Desapropriação em julho/2012, portanto já vão cinco anos. Quando viram que não saia VLT, deviam ter aproveitado o imóvel e instalado uma Repartição municipal ou estadual no local, a fim de aproveitar as instalações, o amplo Estacionamento em cima e no subterrâneo do prédio, mas não fizeram nada. A demolição do prédio agora a marretadas não é uma vitória para Cuiabá, pelo contrário significa que dinheiro público foi jogado na lata do lixo. Cinco anos de prejuízo, abandono do imóvel, que só atraiu dependentes químicos. Se o imóvel fosse bem aproveitado os dependentes químicos nunca teriam nem existido nesse lugar. Agora que o imóvel está sendo demolido, teria que fazer uma perícia judicial para saber se as casas da área frontal da Igreja do Rosário, onde moro há 51 anos, atrapalham a rota do VLT, e os dois pares de trilhos podem ser feitos no terreno desse imóvel. Durante anos, houve uma propaganda marqueteira dizendo que eram as casas que atrapalhavam a passagem do VLT, contradizendo até a propaganda oficial do VLT, que hoje pode ser encontrada em matéria do hipernoticias: Morador argumenta em vídeo que Ilha da Banana não atrapalha a rota do VLT. Se e

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