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Quinta-feira, 23 de novembro de 2017

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DHPP detalha como provou participação de envolvidos na ‘Mercenários’; família de traficante morto tinha ‘Exército’

Da Redação - Wesley Santiago

16 Jul 2017 - 08:40

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

DHPP detalha como provou participação de envolvidos na ‘Mercenários’; família de traficante morto tinha ‘Exército’
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) detalhou como conseguiu provar a participação dos envolvidos na ‘Operação Mercenários’, que já teve duas fases deflagradas. A unidade explicou que não foram necessárias nem interceptações telefônicas para elucidar os casos. Além disto, as investigações também mostraram que a família do traficante Edézio Pedro Nascimento Fonseca, de 50 anos, morto pelos membros da quadrilha, mantinha um ‘Exército’ para a proteção dele.

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Conforme a DHPP, as provas écnicas são baseadas na análise do posicionamento de estação de rádio base dos executores, em imagens de câmeras de segurança, provas testemunhais e análises de extratos da comunicação telefônica dos suspeitos nos momentos antes do crime, sem que tenha sido necessário a realização de interceptações telefônicas. Com isto, foi possível cravar que eles estavam no local e hora dos crimes.
 
Entre os casos solucionados, está o duplo homicídio da morte do traficante Edézio Pedro Nascimento Fonseca, de 50 anos, e do mecânico, Jhonne Muller Paranhos de Almeida, de 27 anos, ocorrido na manhã do dia 11 de fevereiro de 2016, na avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA), nas proximidades do Pantanal Shopping.
 
As duas vítimas foram encontradas caídas ao chão com os capacetes ainda nas cabeças, e próximo estava uma motocicleta Honda CG, Titan 125, vermelha. As vítimas transitavam na motocicleta pela avenida, quando foram interceptadas por dois homens também em uma moto, de cor preta.
 
As investigações confirmaram, por meio de provas técnicas, que os autores são os mesmos líderes da organização criminosa que resultou na operação “Mercenários”, ocorrida no dia 26 de maio de 2016. Os criminosos também foram apontados como autores da morte de Alzira do Nascimento Fonseca, 71, mãe do traficante Edézio Pedro Nascimento Fonseca.
 
No dia 29 de fevereiro, a idosa foi alvejada por diversos disparos de arma de fogo, na porta de sua casa, no bairro Da Manga, em Várzea Grande.  Ela foi socorrida e teve o corpo liberado pela equipe da DHPP, no Pronto Socorro de Várzea Grande. Assim como o filho, a mulher  também traficava em Várzea Grande.
 
Segundo a assessoria de imprensa da PJC, a autoria das mortes de mãe e filho foi esclarecida depois que os policiais solucionaram o homicídio de Rodrigo Fernando de Arruda, 34 anos, que foi assassinado no dia 13 de março de 2016, no bairro da Manga. Na ocasião de sua morte, a operação Mercenários estava em andamento e este foi o primeiro caso da investigação esclarecido.
 
A vítima era traficante e trabalhava para Edézio Pedro Nascimento Fonseca e também para sua mãe Elzira, no bairro da Manga, região onde a família Fonseca comandava o tráfico de drogas e mantinha uma espécie de “exército” de bandidos dando proteção ao traficante Edézio.

7 comentários

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  • Bruno
    16 Jul 2017 às 22:22

    Com certeza houveram membros dos mercenários grampeados, balela acreditar que não houve grampo!

  • Mister P
    16 Jul 2017 às 19:40

    Pois é Seo Jango. Mas os ensinamentos de Moisés tbm estão na bíblia e ali tem algo como: "olhos por olhos e dentes por dentes." ou não??

  • Fábio
    16 Jul 2017 às 13:29

    Vai investigar bandido, que todos os dias, estão matando, assaltando, traficando, é não vemos o mesmo tratamento nessas investigações.

  • Jango
    16 Jul 2017 às 13:04

    Nossas leis foram baseadas na bíblia ou seja na palavra de Deus, Jesus deixou a sua Glória se tornando 100% homem para que nós viéssemos ser resgatados do pecado, e para isso foi levado a morte de cruz, morte essa para os piores tipos de crimes da época e mesmo assim ele disse perdoa-os eles não sabem o que fazem, o justiceiro se torna tão bandido quanto aos traficantes, isso não sou eu que digo mas as leis do nosso Pais, então meus irmãos não faça da sua profissão Deus , mas confia no Senhor Ele pode mudar a nossa vida. Boa tarde Jesus ama todos nós...

  • Antônio
    16 Jul 2017 às 10:50

    Se a polícia Civil investigadas os traficantes não haveria a necessidade de pessoas de bem arriscarem suas carreiras para fazer o controle do banditismo que assola nosso Estado

  • Brasileiro
    16 Jul 2017 às 10:48

    Mataram mãe e filho que comandavam violentamente o trafico no bairro da Manga a mais de 20 anos? Mataram mãe e filho que direta e indiretamente foram responsáveis pela morte de centenas, ou por que não dizer milhares de vítimas do tráfico nesses ultimos 20 anos? Mãe e filho responsáveis por apelidarem ruas do bairro de "rua 12" (art. do trafico de drogas) e rua "faixa de gaza" (em virtude de constantes trocas de tiro)? Mataram mãe e filho que, se morassem em qualquer outro país mais descente, já teriam sido submetidos a pena capital ou a prisão perpétua? Mataram ou fizeram Justiça? A sociedade condena essas mortes? A culpa é do Estado e do legislativo que se omitiram em condena-los a morte antes e salvar inúmeras pessoas que foram vitimadas por essa mãe e filho? Foram elucidadas as mortes causadas por eles? Nenhuma? Prender esses policiais é a mesma coisa que não fazer nada com um assassino que mata uma criança e depois que o pai resolve fazer justiça vão la e prendem o pai.

  • Iak Iak Iak
    16 Jul 2017 às 09:04

    Me pergunto porque nao fizeram uma operação para prender esses anjos??? Isso é a verdadeira inversão de valores!!! Ainda fazem alarde intitulando de "mercenários" aos verdadeiros herois que limparam a sociedade. Eta Brasilzinho de bandidos!!!

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