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Sexta-feira, 24 de novembro de 2017

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Governo vai apurar responsabilidade de servidores em alterações nos dados do sistema de protocolo

Da Redação - Érika Oliveira

12 Jul 2017 - 21:30

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Governo vai apurar responsabilidade de servidores em alterações nos dados do sistema de protocolo
O Governo anunciou na noite desta quarta-feira (12) que vai abrir um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar se houve responsabilidade de servidores públicos em alterações nos dados do sistema de protocolo do Estado. O caso veio à tona depois que o ex-secretário de Segurança, Mauro Zaque, afirmou publicamente ter entregue ao governador Pedro Taques (PSDB) um protocolo em que denunciava o esquema de escutas ilegais praticados pela Polícia Militar de Mato Grosso. O documento, no entanto, não chegou ao conhecimento do governador.

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As desconformidades foram constatadas por uma auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado a pedido da Casa Civil, de ordem do governador Pedro Taques, que também determinou outra investigação sobre o protocolo pela Secretaria de Estado de Segurança Pública.

A auditoria 27/2017 teve como objetivo apurar uma denúncia de fraude no sistema a partir de um suposto ofício que teria sido protocolado na Casa Civil. Este ofício teria sido encaminhado pela Secretaria de Segurança Pública ao Gabinete de Governo, gerando um processo cujo protocolo seria o de número 542635/2015. No entanto, no sistema de protocolo, sob este número e com a mesma data, consta como cadastrado um documento da Câmara de Vereadores de Juara tendo como destinatária a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística.

Os auditores da CGE constataram ainda que servidores lotados no sistema de protocolo da Casa Civil alteraram os dados do protocolo. As mudanças promovidas ocorreram no número do ofício original, no órgão que o encaminhou, na parte interessada e no tipo de processo.
 
Com base na auditoria, a CGE recomendou a apuração de responsabilidade dos servidores e a realização de uma auditoria no sistema geral de protocolos para identificar possíveis vulnerabilidades.
 
No pedido de abertura do PAD, o secretário da Casa Civil, José Adolpho Vieira, pede ainda para se apurar o destino dos documentos que foram supostamente extraviados.
 
O resultado da auditoria já foi encaminhado pelo Governo do Estado ao Ministério Público Estadual.

6 comentários

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  • Anonimo
    13 Jul 2017 às 15:49

    Tem que verificar qual servidor fez. O servidor efetivo ele tem mais condições em não aceitar ordens ilegais, mas os servidores terceirizados ou com cargo de confiança cumprem ordens, muitas vezes, sabidamente ilegais porque tem mais medo de perder o emprego. Podem ter certeza que o servidor que realizou o cancelamento, adulterou e desviou a documentação do processo original, fez isso a mando de um superior e eu sei como funciona a pressão, ainda mais nesse caso gravíssimo que tem que ser apurado. O TJ, o MP a OAB e demais entidades e órgãos que devem prezar pela obediência das leis e da constituição têm o dever de buscar de todo meio cobrar a apuração dos fatos. Se tiver vontade política pode ter certeza que vai ter muito mais gente envolvida nisso, que apenas um cabo e um Coronel. Os indícios são claríssimos de onde partiu a ordem, além do depoimento de duas delegadas que já deram nomes aos bois. A sociedade aguarda a apuração, creio que o desembargador Perri vai conseguir dar uma resposta a altura para o povo de MT.

  • Capivara
    13 Jul 2017 às 09:16

    Essa conversa que servidor só cumpre ordens é verdade até o ponto que essas ordens deixam de cumprir os ditames da lei. Inclusive isto está expresso no Estatuto dos Servidores do Estado, Lei Complementar nº 04/1990, no art. 143 inciso IV. Vamos lembrar que nós, os servidores, não temos só direitos (RGA e afins), também temos deveres e a sociedade (não governos) espera que os cumpramos com eficiência.

  • JORGE LUIZ
    13 Jul 2017 às 08:08

    quero que esses servidores que se forem efetivos percam seus cargos e vão pastar atrás de emprego na iniciativa privada, pois, passarinho que dorme com morcego acorda de cabeça pra baixo, se fizeram por que alguém mandou que digam, pois, o ferro vai entrar só no toba de vocês, enquanto isso quem mandou e desmandou diz que vai mandar fazer um Procedimento Administrativo contra quem burlou o sistema. E agora quero ver o lula pantaneiro do Pedro Traques dizer que o Promotor Mauro Zaque estava certo, vamos ver se é homem e pede desculpa pelo menos

  • Augusto
    13 Jul 2017 às 07:28

    É simples ,é só apurar de quem partiu a ordem.para fazer a alteração.Servidor cumpre ordens.

  • Marcelo Pedroso
    13 Jul 2017 às 02:41

    Parece que não vai ficar nada nas ocultas em Mato Grosso, tomara que continue assim.

  • Roberto Silva de A. Carvalho
    12 Jul 2017 às 23:39

    Esse governo vai de mau a pior, até protocolo ele tem que clonar ou seja grampear para justifica a trapalhada que fez e está fazendo, a mesma conversa, no caso do sargento foi ele que mandou nos secretários e nos coronéis, agora foi o servidor do protocolo aquele que faz o que os superiores mandam porque abaixo dele literalmente só tem a impressora com a etiqueta, ele não gostou do que estava escrito no oficio e trocou a etiqueta e tudo certo conta outra.

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