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Terça-feira, 25 de julho de 2017

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Zaque aponta que relatório da CGE comprova fraudes em sistemas de protocolo

Da Redação - Patrícia Neves

13 Jul 2017 - 14:38

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Zaque aponta que relatório da CGE comprova fraudes em sistemas de protocolo
O ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, promotor Mauro Zaque afirmou por meio de nota que a auditoria da Corregedoria Geral do Estado (CGE) comprova fraude o sistema de protocolos do Estado.  Na noite de quartafeira, 12,  o Governo do Estado informou que  vai abrir um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar se houve responsabilidade de servidores públicos em alterações nos dados do sistema.

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O caso veio à tona depois que o ex-secretário de Segurança, Mauro Zaque, afirmou publicamente ter entregue um protocolo em que denunciava o esquema de escutas ilegais praticados pela Polícia Militar de Mato Grosso. O documento, no entanto, não chegou ao conhecimento do governador Pedro Taques.

Veja a íntegra da nota:

"Tendo em vista o teor do relatório de auditoria especial 0027/2017/CGE, que versa sobre "Alteração de dados do sistema.Protocolo 542635" onde resta comprovado que eu encaminhei a denúncia relativa aos grampos via o mencionado sistema de protocolo conforme a seguir: dia 14/10/2015 . 10:27:19h cadastro da denúncia que encaminhei (oficio 3058/2015 com anexos ); 10:28h processo é tramitado da gerência de protocolo e postal da Casa Civil para o protocolo do Gabinete do Governador; 14:56:44h o trâmite para o Gabinete do Governador é cancelado; 15:02:43h nova atualização no processo modifica sua descrição, o tipo de processo, o município de origem e o documento que se estaria protocolizando. Aqui surge o documento de Juara.

Demonstrando, pois, de forma cabal, que o protocolo do Estado fora fraudado para suprimir a denúncia que encaminhei e, ato continuo, enxertar outro documento a fim de fazer desaparecer quaisquer vestígios acerca dos graves fatos que denunciei.

Isso não me causa surpresa, uma vez que sempre tive a certeza de que essa era a verdade dos fatos. Não obstante, imperioso que essa fraude seja investigada profundamente para punir não somente aqueles que a executaram mas, e principalmente, aqueles a quem ela interessava e que, de qualquer forma, se beneficiaram de tal expediente criminoso.

Não sou homem de mentir ou sequer fraudar. Mantendo firme meu compromisso com a verdade e com a liturgia do meu cargo. Sigo acreditando na escorreita apuração desses fatos gravíssimos pelo viéis judicial que representa, por óbvio, o Porto Seguro em defesa da sociedade e do regime democrático.
Mauro Zaque de Jesus
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