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Domingo, 22 de outubro de 2017

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De Primavera do Leste, canoísta Ana Sátila festeja pódio inédito em Mundial

Da Redação - Patrícia Neves

30 Set 2017 - 16:02

De Primavera do Leste, canoísta Ana Sátila festeja pódio inédito em Mundial
A atleta de Primavera do Leste, Ana Satila, voltou a cravar seu nome no esporte do Brasil ao garantir uma medalha de bronze no Campeonato Mundial. Reportagem do Globo Esporte mostra que essa foi  a primeira vez que um esportista do país subiu ao pódio nessa competição na canoagem slalom. A reportagem é assinada por Gabriel Fricke, Direto de Pau, França. 

Veja a íntegra.

Em Londres 2012, quando tinha apenas 16 anos, a canoísta Ana Sátila tornou-se a mais jovem atleta brasileira a participar dos Jogos Olímpicos. Nesta sexta-feira, em Pau, na França, ela voltou a cravar seu nome no esporte do Brasil ao garantir uma medalha de bronze no Campeonato Mundial. Foi a primeira vez que um esportista do país subiu ao pódio nessa competição na canoagem slalom. A menina de Primavera do Leste mostrou que cresceu e que ainda pode crescer muito mais. A disputa foi tensa, e a conquista só foi garantida na última descida. Quando os telões anunciaram que a australiana Jessica Fox - hexacampeã mundial e dona de uma prata e um bronze olímpicos - cometeu três penalidades, toda a delegação brasileira foi à loucura. A medalha estava garantida. Depois de atender muitos pedidos de fotos, autógrafos e dar muitas entrevistas e abraços, ela falou ao GloboEsporte.com sobre a conquista, ainda emocionada.

- Ainda estou um pouco anestesiada com toda essa emoção. Tenho certeza que é um feito muito grande, é inédito o que fiz hoje e com certeza é muito grande, não só para mim, mas por toda essa seleção brasileira que luta tanto para conquistar seus sonhos e representar o país bem. Foi mais que especial para mim, acho que todo mundo é muito unido nessa equipe e isso que me dá orgulho de ser brasileira, de competir, de representar essa bandeira. A sensação é incrível, cada um apoiando o outro. A gente sai do hotel um pouco mais cedo para estar ali para a competição, assistir, apoiar, independentemente se o atleta vai bem ou mal. E eles tiveram lá por mim todo o tempo. Isso foi muito especial, e essa medalha é para todos eles - comentou.

O ouro ficou com Mallory Franklin, da Grã-Bretanha, com o tempo de 109s90 e sem penalidades. A medalha de prata foi para Teresa Fizerova, da República Tcheca. Ela marcou 113s21 e também não encostou em nenhuma baliza. Ana, por sua vez, saiu com 114s29 no cronômetro e somente um toque em uma porta. Mas o bronze teve gostinho de ouro, sobretudo para uma atleta de um país que não tradição na canoagem slalom.

- (Para minha carreira) é mais que especial. É o resultado de um trabalho muito grande que vem sendo realizado há anos. Não tenho palavras para explicar o quanto é importante na minha vida como atleta e para toda equipe. Foi um feito inédito, estou muito feliz e não tenho palavras ainda.

Ana Sátila dedicou à medalha aos companheiros de seleção brasileira, mas também à família. Sua mãe, dona Marcia, é governanta da casa onde ela mora com os atletas em Foz do Iguaçu, no Paraná. Sua irmã, Omira Estácia, está no Mundial e compete na canoagem slalom.

- Bom, dedico à toda minha família, eles são espetaculares. Meu pai me apoiou desde muito pequena, de quando comecei na canoagem. Minha mãe me dá muito suporte a cada dia, cada competição ela assiste, manda mensagem quatro horas da manhã, mas dedico à toda minha família, porque me apoiam de maneira espetacular. E à equipe brasileira também, todos os atletas que estiveram aqui competindo, eles foram maravilhosos. É muito bom para mim conseguir ver o que está passando nos bastidores do Mundial, eu tava ali presente e é emocionante ver cada atleta dando o máximo de si. Para mim é muito especial. Dedico a medalha a todos eles.

A jovem de Primavera do Leste está encarando uma verdadeira maratona nesse Campeonato Mundial de Canoagem Slalom. Ela tem pela frente, neste sábado, a partir das 10h (de Brasília), a semifinal do K1 feminino, sua principal categoria. No domingo, volta para a água para participar da modalidade K1 Extremo (ou Slalom Cross), que está sendo estudada para entrar no programa olímpico de Tóquio 2020.
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