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Domingo, 22 de outubro de 2017

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Usina de álcool ameaça parar produção durante os meses de chuva no Estado; deputado interfere para evitar

Da Redação - Ronaldo Pacheco

07 Out 2017 - 15:35

Foto: José Luiz Siqueira / AL MT

​Adriano Silva explia que a  MT-388 compromete o escoamento da produção, principalmente, no período de cheia na região

​Adriano Silva explia que a MT-388 compromete o escoamento da produção, principalmente, no período de cheia na região

Durante os quatro meses de intensa chuva na região, a Usimat – localizada no município de Campos de Júlio – pretende parar sua produção se nada for feito no complicado trecho da MT-388. Os cinco quilômetros mais críticos dependem da liberação de licença ambiental. A Usimat Destilaria de Álcool, Indústria e Comércio é a uma das principais produtoras de álcool anidro do Oeste de Mato Grosso.
 
Por isso, o deputado estadual Adriano Silva (PSB), além de representantes da usina e do município estiveram em uma reunião com o vice-governador Carlos Fávaro (PSD), secretário de Estado de Meio Ambiente (Sema), para acelerar este processo.

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É justamente este trecho que representa o gargalo de escoamento desta usina, responsável por transformar o milho e a cana-de-açúcar em etanol. Até dezembro de 2017, a usina deve concluir o ano transformando 250 mil toneladas de milho em 100 milhões de litros de etanol. No que diz respeito à moagem da cana, 580 mil toneladas serão convertidas em 49,3 milhões de litros de etanol.

Em 2018, esta produção deve crescer ainda mais: serão 490 mil toneladas de milho transformadas em 195 milhões de litros de etanol, além de 600 mil toneladas de cana-de açúcar convertidas em 51 milhões de litros de etanol. “A agroindustrialização é extremamente importante para o estado do Mato Grosso, que já tem consolidada sua produção em commodities. Precisamos priorizar produtos de mais valor agregado como o que a Usimat desenvolve”, ressalta o deputado do PSB.
 
No entanto, se a usina parar por quatro meses, deixará de processar aproximadamente 50 milhões de litros de etanol, provenientes de 125 mil toneladas de milho. Na prática, o estado do Mato Grosso deixaria de arrecadar R$ 13 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
 
O município, com cerca de 6,5 mil habitantes (segundo último levantamento realizado pela prefeitura, em 2014), depende da injeção de economia que a usina promove na região. O secretário municipal da Indústria e Comércio, Ademir Rostirolla, explicou que 45% da produção municipal provém da usina. E, segundo ele, a maioria dos funcionários apresenta o desejo de morar na cidade.
 
Porém, hoje em dia, devido à difícil locomoção, os colaboradores da usina precisam ficar instalados nos alojamentos. “Já existem 200 colaboradores com famílias na cidade”, ressalta Rostirolla. Assim que a logística na MT-388 for resolvida, o município colocará em prática o projeto que prevê investir R$ 40 milhões em construção civil, nos próximos 24 meses. “Daríamos um bom estímulo na economia local com estes loteamentos”, ponderou o parlamentar.
 
Além disso, somente a folha de pagamento dos funcionários da Usimat gira em torno de R$ 2 milhões por mês. “Se os funcionários morassem por aqui, boa parte deste valor circularia desenvolvendo o comércio municipal”, avaliou Rostirolla.
 
Após a reunião, Carlos Fávaro se comprometeu  em dar agilidade a estas obras na rodovia. “Vamos acompanhar o andamento das liberações porque trabalhando juntos, conseguiremos desenvolver esta região e incentivar a agroindustrialização, que é tão importante para a distribuição de renda do Mato Grosso”, sintetizou Adriano Silva.

4 comentários

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  • Elton correa
    08 Out 2017 às 17:44

    Gervasio sim todas as usinas que produzem etanol a partir da cana de açucar paralizam suas atividades, porém a Usimat produz Etanol de milho tambem o que permite a esta usina trabalhar sim durante todo o ano sem interrupções, mesmo paralizando as moendas de cana, informe-se antes de realizar criticas tão séria e fortes.

  • LUCIANO ROLIM
    08 Out 2017 às 17:21

    Senhor Gervásio..a Usimat é Flex....ela produz álcool de cana e de milho.....o período em questão não se trata da cana de açúcar e sim da produção de etanol de milho...por isso a Usina não para na entresafra .

  • Gervásio Trindade
    07 Out 2017 às 19:30

    É BOM ALGUÉM AVISAR A ESSE EX-REITOR E DEPUTADO ESTADUAL QUE NÃO É SÓ A USINA DE ÁLCOOL ANIDRO USIMAT QUE IRÁ PARALISAR SUAS ATIVIDADES, TODAS AS USINAS DO PAÍS PARAM NO PERÍODO DAS AGUAS E POR UMA RAZÃO BEM SIMPLES: ASAFRA/ COLHEITA DA CANA SE DÁ NOS MESES DE ABRIL A OUTUBRO, PERÍODO DA SECA, QUANDO O BRICS (TEOR DE AÇÚCAR ) ATINGE O PONTO MAIS ALTO. NO PERÍODO DAS CHUVAS OS CANAVIAIS REBROTAM E CRESCEM PARA PRODUZIR NA SECA. SÓ UM IMBECIL NÃO SABE DISSO. O DEPUTADO DEVE ARRUMAR OUTRO DISCURSO FISIOLÓGICO, POIS ESSE NÃO COLA.

  • Julieta
    07 Out 2017 às 16:40

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