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Sábado, 21 de outubro de 2017

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Após 460 demissões, Emanuel afirma que não há previsão de fazer nova suplementação à Câmara

Da Redação - Érika Oliveira

13 Out 2017 - 08:10

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Após 460 demissões, Emanuel afirma que não há previsão de fazer nova suplementação à Câmara
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), afirmou que não irá editar outro decreto de suplementação orçamentária para a Câmara de Cuiabá e desconversou quanto à elaboração de um projeto de lei, conforme solicitado pelos vereadores, que determinasse o repasse. A disputa judicial por conta do dinheiro provocou a demissão de 460 servidores comissionados na última terça-feira (10).

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“Eu não vejo, pelo menos no momento, nenhuma alternativa. Por hora não, nem pensar [editar um novo decreto]. Até porque já tem um decreto sendo questionado, como é que eu vou apresentar outro? Poderia parecer desrespeito a uma decisão judicial, ou tentativa de estar burlando, o que eu não vou fazer em hipótese alguma”, disse Emanuel, ao ser questionado se tentaria fazer uma nova suplementação.

Na última sexta-feira (06), Justino havia anunciado em plenário que iria exonerar os funcionários por conta do atraso no envio do projeto, marcado para aquele dia. O tema já havia sido pauta do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que após anular o decreto que estabelecia a suplementação orçamentária, determinou que o Executivo o fizesse por meio de um projeto de lei.

Dias antes, segundo Malheiros, um funcionário da Prefeitura havia se reunido com ele e mais alguns parlamentares e, em nome de Emanuel, prometeu que o projeto de lei chegaria ao Legislativo na manhã de sexta-feira, para ser votado durante a sessão. Emanuel negou que tivesse autorizado alguém a falar em seu nome e pediu um prazo a Justino para que o problema fosse sanado.

Numa reunião de emergência, ainda na sexta-feira, marcada por troca de farpas entre os Poderes, Justino decidiu que iria aguardar para decidir sobre a exoneração. E, nesta segunda-feira (09), o presidente da Câmara anunciou, oficialmente, a demissão dos 460 servidores.

Em entrevista coletiva, Emanuel afirmou que é solidário ao Legislativo, mas disse que sua responsabilidade é com o Executivo Municipal. “Eu me preocupo, fico angustiado, e estamos buscando alternativas. O decreto foi feito dentro da lei, dentro da norma técnica e dentro do prazo, porque ele vinha sendo discutido desde maio. Era perfeitamente legal, entretanto, houve um entendimento da Justiça determinando a suspensão desse decreto e decisão judicial não se discute, se cumpre. Eu sou prefeito de Cuiabá, minha responsabilidade é com o Executivo. A gestão interna da Câmara compete a Mesa Diretora, ao presidente e aos vereadores”. 

17 comentários

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  • Silva
    13 Out 2017 às 11:52

    Chamaram os caça fantasmas e ninguém viu?

  • Victor
    13 Out 2017 às 11:23

    O delator já disse que o prefeito estava no lugar errado e na hora errada, que não estava se vendendo, porque roubar está claro que Emanuel Pinheiro não rouba. Mora na Mesma casa faz 25 anos. Não tem mansao no Alphaville, não é sócio do Silval emgarimpo de 160 milhões, não é dono da Agenda,nem de faculdade.

  • Helena
    13 Out 2017 às 10:52

    Isso mesmo prefeito, querem que vc coloque a corta no seu pescoço, você fez o que podia ser feito, e não pode passar por cima do juiz. Parabéns pelo seu trabalho em prol da cidade e da população.

  • augusto
    13 Out 2017 às 10:37

    Para ficar bonito falta todos os vereadores renunciarem,pq só servem para dar despesas e o dinheiro seria melhor aproveitado em saúde,educação e obras na capital.

  • Nascimento
    13 Out 2017 às 10:28

    E o paletó foi demitido também ?

  • fora
    13 Out 2017 às 10:27

    Estes vereadores que apoiam o prefeito devem ser varridos da política. Vc que é eleitor, por favor lembre disso na próxima eleição.

  • bom senso
    13 Out 2017 às 10:25

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  • marcelo
    13 Out 2017 às 10:20

    Cade o meu comentario

  • Carlos
    13 Out 2017 às 10:11

    A suplementação da Câmara é legítima. Se o prefeito não fizer é improbidade administrativa. Quem acha que Câmara recebe muito, deve reclamar com Ulisses Guimarães , que colocou os limites CONSTITUCIONAIS no Art. 29. Falem com os parlamentares federais para mudar, porque o Prefeito somente obedeceu a LEI

  • Bertold
    13 Out 2017 às 09:54

    Considerando-se o número de vereadores que compõe a Câmara de Cuiabá, quer seja, 25, bem como considerando o quantitativo de servidores comissionados exonerados, 457, conclui-se, apenas neste caso, que a relação de servidor comissionado por vereador é algo próximo de 20. Será necessário tanto?

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