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Domingo, 19 de novembro de 2017

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Estado muda nome de escolas que lembravam personagens da ditadura militar

Da Redação - Arthur Santos da Silva

01 Nov 2017 - 18:33

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Estado muda nome de escolas que lembravam personagens da ditadura militar
A secretaria de Educação retirou os nomes de personagens históricos ligados à ditadura militar que constavam em duas escolas de Mato Grosso. Em Luciara, a Escola Humberto Castelo Branco agora passou a se chamar Escola Estadual 10 de Maio. A Escola Senador Filinto Müller, em Arenápolis, passou a se chamar “11 de Agosto”.
 
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Segundo a secretaria de Educação, a medida visa o atendimento à Lei Estadual nº 10.343, de 1º de Dezembro de 2015, que dispõe sobre a vedação de homenagens a pessoas que tenham praticado atos ou que tenham sido historicamente considerados participantes de atos de lesa-humanidade, tortura, violação dos direitos humanos, entre outros.
 
A referida Lei estabelece o prazo de um ano para que seja feito pelo poder público de Mato Grosso o levantamento dos logradouros e prédios públicos que se enquadram na citada legislação, a fim de que sejam renomeados.
 
Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou o Inquérito Civil nº 1.20.004.00109/2016-34 oficiando a Seduc para que tomasse as providências necessárias para a alteração da denominação de determinadas escolas estaduais, sob pena de responder administrativa e judicialmente.
 
A determinação foi encaminhada aos Conselhos Deliberativos da Comunidade Escolar. A alteração ocorre de forma democrática por meio de Assembleia Geral, com a participação da sociedade e assinatura em ata de todos os presentes.
 
Com relação a antiga Escola Estadual Senador Filinto Müller, a comunidade local realizou eleição para a determinação de novo nome no dia 08 de julho de 2017, sendo aprovado por mais de 50% dos votantes a nova nomenclatura.
 
Os nomes

O ex-senador Filinto Muller colaborou com as duas ditaduras que governaram o Brasil com mão de ferro no século 20. Como chefe de polícia, na ditadura Vargas; e como líder político, na sustentação do regime dos generais.

Castello Branco foi um dos principais articuladores do golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart. Durante o período de transição, o presidente da Câmara, Paschoal Ranieri Mazzilli, assumiu temporariamente a presidência da República enquanto a alta cúpula militar preparava a substituição definitiva.

35 comentários

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  • L. Raquel
    04 Nov 2017 às 11:29

    Os militares não morrerem pobres, eles deixaram penções exorbitantes para seus descendentes, o que ainda ocorre até hoje, fato que ninguém ousa em questionar se é justo ou não.

  • mara
    04 Nov 2017 às 09:30

    L. Raquel, percebi pelos seus dois comentários, (infelizmente com mais negativados) que você tem real conhecimento e consciência crítica das inúmeras barbáries cometidas durante o regime militar. Quem menciona só o "progresso" estude o que a história ainda não registrou. É triste o que conseguiram esconder por trás da história! MUITO SANGUE FOI DERRAMADO!

  • Ieda Maria Andreatta Maffi
    04 Nov 2017 às 07:31

    Que bom ver atitudes práticas que fortalecem a DEMOCRACIA.

  • L. Raquel
    03 Nov 2017 às 15:16

    Realmente não sei em que mundo vocês vivem. É curioso como grande parte da população não aprendeu nada com os erros do passado. A Alemanha, por exemplo, se envergonha do Holocausto, vê-se pelo empenho em tentar se redimir por meio das políticas públicas voltadas ao bem estar social, à educação. Mas o Boleto insiste em negar a ditadura, a escravidão e a miséria que ainda se encontra grande parte da população sem acesso à elementos básicos. Não consigo acreditar nesses comentários que exaltam um dos períodos mais doentios da nossa história.

  • marcelo
    03 Nov 2017 às 14:38

    No minimo foi algum deputado ignorante. sem conhecimento algum da historia desse país .

  • Gabriela
    03 Nov 2017 às 14:05

    A esquerda não convive com as diferenças, querem apagar o passado de glória do Brasil a todo custo. Mas não faz nada de fato pelo país.

  • Túlio
    03 Nov 2017 às 14:04

    Já que não querem o nome dos militares porque não fazem eles próprios as obras de infraestrutura e colocam seus nomes. Basta ver que a maior usina hidrelétrica do país, de Itaipú, a ponte Rio-Niterói e as maiores rodovias do Brasil foram criadas no governo militar. Que assumiu o poder num momento de grave crise institucional, com corrupção sistêmica no governo semelhante a que se vê atualmente. Atualmente gastam um absurdo com obras e simples viadutos caem, uma vergonha.

  • Dr Davi
    03 Nov 2017 às 14:00

    O governo militar foi necessário para impedir uma ditadura comunista nos moldes cubano e venezuelano. Os ex-generais presidentes morreram pobres segundo levantamentos realizados, enquanto os presidentes pós-redemocratização todos ficaram ricos, juntamente com seus familiares. FHC, Lula, Dilma e Temer que deveriam ser boicotados pelas novas gerações.

  • Dr Davi
    03 Nov 2017 às 14:00

    O governo militar foi necessário para impedir uma ditadura comunista nos moldes cubano e venezuelano. Os ex-generais presidentes morreram pobres segundo levantamentos realizados, enquanto os presidentes pós-redemocratização todos ficaram ricos, juntamente com seus familiares. FHC, Lula, Dilma e Temer que deveriam ser boicotados pelas novas gerações.

  • Carloa
    03 Nov 2017 às 13:59

    Quem sabe se FHC, Dilma, Lula e Temer tivessem obras realizadas no estado também fariam jus a ter seus nomes nessas obras. O governo militar evitou que criminosos hipócritas assumissem o poder impondo um governo muito mais nefasto, como o que se deu em Cuba. O comunismo deveria ser criminalizado no Brasil assim como o fascismo.

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