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Domingo, 19 de novembro de 2017

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Pinheiro determina tolerância zero à superlotação e mais de 60 cirurgias são realizadas no PS

Da Redação - Ronaldo Pacheco

13 Nov 2017 - 14:44

Foto: Gustavo Duarte / Secom Cuiabá

Pinheiro determina tolerância zero à superlotação e mais de 60 cirurgias são realizadas no PS
A disposição de colocar em prática o projeto de humanização da saúde deu um passo estratégico, neste final de semana, na gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), com a realização de mais de 60 procedimentos cirúrgicos no Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá. Pelo menos 60% dos pacientes atendidos são do interior de Mato Grosso.
 
Emanuel Pinheiro acompanhou pessoalmente parte da 2ª Edição do Mutirão de Cirurgias Ortopédicas 2017, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no Pronto Socorro Municipal. Dados divulgados em release da Prefeitura de Cuiabá dão conta de que 40 pessoas foram atendidas e ao todo mais de 60 procedimentos cirúrgicos foram realizados nos dois dias.

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Na prática, por determinação do chefe do Poder Executivo, a ação faz parte das medidas emergenciais anunciadas na semana passada para diminuir a superlotação na unidade de saúde que, embora possua 271 leitos, atua com 346 pacientes hospitalizados. Dados da unidade apontam que cerca de 60% dos pacientes são do interior do estado.
 
O mutirão vinha sendo preparado há cerca de duas semanas e uma nova etapa será realizada nos próximos dias. Segundo a direção do PSMC, a maioria dos casos de pacientes que esperam por cirurgias está relacionada à ortopedia. Para a realização do mutirão, foi criada uma força-tarefa com doze ortopedistas, oito anestesistas, oito residentes em ortopedia, quatro instrumentistas, diversos profissionais da enfermagem, maqueiros e demais profissionais.
 
Na tarde de domingo,  Emanuel Pinheiro fez uma visita aos pacientes,  acompanhado pela primeira-dama Márcia Pinheiro. Ele reforçou sua preocupação com a situação da unidade de saúde e declarou tolerância zero ao descaso de décadas com a saúde da Capital que, entre outros, culminou a superlotação do Pronto Socorro.
 
Na última sexta-feira, o chefe do Executivo anunciou medidas para reestruturar a saúde municipal, entre elas a criação do Comitê de Crise mediante o decreto municipal 6.405/2017.
 
“Tolerância zero ao caos da saúde pública de Mato Grosso que está repercutindo negativamente em Cuiabá. O fechamento de várias unidades de saúde no interior do Estado e a situação crítica dos hospitais filantrópicos ocasionaram um colapso e isso agrava muito a situação da Capital, pois os pacientes vêm para cá e acabam sobrecarregando de forma assustadora e incontrolável o Pronto Socorro”, argumentou ele.
 
“Desejo  atender e sou parceiro do interior, mas temos a preocupação de organizar o Pronto Socorro para atendermos bem e com a dignidade que a população de Cuiabá e do interior do Estado merecem. Mas isso sem perder a característica do PS que é de urgência e emergência”, justificou o prefeito.
 
Emanuel Pinheiro recordou que, apesar dos mutirões, o problema só será resolvido de forma definitiva por meio de uma reorganização do sistema. “Há décadas não acontece uma reorganização do sistema e isso proporcionou um ciclo vicioso. Às vezes, uma dor de cabeça ou um mal estar, traz o paciente para cá, quando ele poderia ser atendido no seu município, em um centro de saúde, policlínica ou UPA [Unidade de Pronto Atendimento]. Eles acabam vindo para o Pronto Socorro e ocupando o lugar de pacientes que realmente correm risco de morte”, avaliou ele.
 
O prefeito entende que está realizando um choque de gestão, na saúde pública, cujos resultados virão no médio e longo prazo. “Nós estamos estruturando a saúde básica e trabalhando muito para mudar esse conceito e virar a página fazendo-o atuar de fato como o próprio nome já diz, um Pronto Socorro. Essa coragem de colocar o dedo na ferida é necessária para dar um choque de gestão”, disparou ele.
 
“Fiz questão de vir até aqui hoje ver esses pacientes e cumprimentar os profissionais que participaram do mutirão para que pudéssemos dar este primeiro passo rumo ao nosso objetivo maior, que é retirar esses pacientes do corredor e oferecer o serviço em saúde com o amor, carinho e a dedicação que eles merecem”, definiu Emanuel.
 
A diretora-geral do Pronto Socorro, Zamara Brandão, explicou que, para a realização do mutirão, três das quatro salas do centro cirúrgico foram cedidas exclusivamente para a Ortopedia. Nos dias habituais, devido ao grande número de urgências e emergências isso não é possível.
 
“Graças à força-tarefa e apoio dos profissionais conseguimos, em apenas duas semanas, montar essa estrutura gigante que diminuiu o sofrimento de pessoas que estavam pelos corredores do PS”, esclareceu Zamara Brandão.
 
O chefe da Ortopedia, Demian Miziara Amaral, explicou que os pacientes que passaram por procedimentos no fim de semana devem permanecer em observação por dois dias, para então receberam alta. “Os selecionados foram exclusivamente os hospitalizados que aguardavam por cirurgias relativamente menos complexas como fraturas de dedo, mão, punho, clavícula, pé, fêmur, entre outras. Com o sucesso do mutirão, em no máximo dois dias já teremos uma redução significativa de pessoas hospitalizadas”, ressaltou Miziara.
 
O motoboy Cleverson Leôncio, de 33 anos, teve o pé quebrado em razão de um acidente automobilístico na última semana. Para ele, o mutirão fez toda a diferença. “Estava internado há uma semana e, agora, devido ao mutirão eu e mais uma série de pessoas que estávamos alocadas no corredor já vamos para casa no máximo até terça-feira. Isso não tem preço. Agradeço primeiro a Deus, em segundo a equipe médica, ao prefeito e à Secretaria de Saúde que nos atendeu tão bem. Muito obrigado”, disse o paciente.

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