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Segunda-feira, 19 de novembro de 2018

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Russi diz que cobrança é "sacanagem" e deputados pretendem deixar PSB sem quitar dívida de R$ 300 mil

Da Redação - Ronaldo Pacheco

08 Jan 2018 - 18:04

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Russi diz que cobrança é
A saída dos deputados estaduais excluídos pela Executiva Nacional do PSB do Diretório de Mato Grosso corre o risco de se tornar um imbróglio judicial, sem prazo para terminar nem resultado previsível. Os deputados estaduais Max Russi, atual secretário-chefe da Casa Civil do governo Pedro Taques; Oscar Bezerra, Mauro Savi e Professor Adriano Silva não pretendem pagar os mais de R$ 300 mil cobrados pelo novo presidente do diretório regional, deputado federal Valtenir Pereira (PSB), para que sejam autorizados a sair da legenda.

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Max Russi chegou a tratar o tema como uma sacanagem do diretório do PSB. “Não tem condições. Esquece isso! Não vou pagar! Os outros [Savi, Bezerra e Adriano] também não vão pagar. Acho sacanagem! Não concordo com o que fizeram”, ponderou ele, em entrevista à Rádio Capital FM (101,9).
 
O secretário-chefe da Casa Civil fazia referência à exclusão dos parlamentares por causa da desobediência dos deputados federais Fábio Garcia e Adilton Sachetti, na votação da reforma trabalhista, no plenário da Câmara Federal.

Valtenir Pereira argumentou que todos tinham conhecimento do Estatuto do PSB, quando se filiaram à agremiação: cada parlamentar é obrigado a contribuir com 10% do salário para o partido. Atualmente, o salário do deputado estadual é de R$ 2,45 mil bruto e em quase todos os partidos existe a cobrança de um percentual – no caso do PSB, 10%.
 
Com exceção do presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (PSB), os demais nunca contribuíram. “Estou conversando com o deputado Valtenir. É possível o entendimento”, projeto Botelho, em recente entrevista para a reportagem do Olhar Direto.
 
Caso se desfiliem sem autorização do PSB, correm o risco de enfrentar processo de cassação por infidelidade partidária, no âmbito da Justiça Eleitoral. O único de Mato Grosso que perdeu o mandato por mudança de legenda foi o então deputado Walter Rabello Júnior (in memorian), que trocou o PMDB pelo PP, em 2007, e foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), tendo a decisão confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2008.
 
“O deputado Valtenir tem o Estatuto e nós temos a verdade, ao nosso lado. E a verdade é que fomos destituídos. Então, eles [dirigentes do PSB] não nos querem e temos de procurar abrigo noutra agremiação”, argumentou o chefe da Casa Civil.
 
Max Russi e Adriano Silva devem migrar para o DEM, convidados pelo presidente da sigla, deputado Dilmar Dal’Bosco, com o referendo do ex-senador Jayme Campos . Já Mauro Savi e Oscar Bezerra são esperados no PP, a convite do presidente do Diretório Regional, deputado federal Ezequiel Fonseca, com as bênçãos do ministro da Agricultura, senador Blairo Maggi (PP).

3 comentários

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  • Mohamed3
    09 Jan 2018 às 09:10

    Irmão desse deputado não ganhou nada mega sena? Pega dinheiro com irmão emprestado para pagar divida

  • Julio
    09 Jan 2018 às 07:29

    Kkkk e povo tem que pagar seus salarios para vcs nao fazer merda nenhuma e tao reclamando de pagar mais sao bem espertos ne .

  • ZE NINGUÉM
    08 Jan 2018 às 22:21

    POLITICOS PAGAM PROMESSA? PAIS NOJENTO.

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