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Max Russi afirma que Taques assumiu “Estado arrombado” e ainda repassou R$ 650 mi do Fethab aos prefeitos

Da Redação - Ronaldo Pacheco

10 Jan 2018 - 08:18

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Max Russi afirma que Taques assumiu “Estado arrombado” e ainda repassou R$ 650 mi do Fethab aos prefeitos
Concessão de mais de 50 leis de carreiras para os servidores, divisão do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), ampliação de repasses aos poderes e órgãos autônomos, favorecimento de empresas em incentivos fiscais estão entre as mazelas herdadas pelo governador José Pedro Taques (PSDB) da gestão anterior e que causam sérios prejuízos, atualmente. A explicação partiu do secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi, diante das cobranças dos prefeitos sobre atrasos em repasses e de deputados estaduais quanto ao pagamento das emendas parlamentares.
 
“Arrombaram o Estado. Pegamos estado arrasado e estamos fazendo diferente. Fizeram gestão temerária; coisas irresponsáveis e inacreditáveis. Somente em leis de carreira [em beneficio] de servidores, para explodirem no atual mandato, foram mais de 50 e o governador Pedro Taques está cumprindo todas. Poderia questionar, no Poder Judiciário e arrastar por anos a fio, mas, em respeito aos servidores, tem cumprido cada uma”, argumentou o titular da Casa Civil.
 
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Outra avaliação de Max Russi trata a respeito ao Fethab, que até dezembro de 2014 pertencia integralmente ao Estado, sob comandio do então governador Silval Barbosa, hoje cumprindo pena por condenações judiciais.
 
“Somente do Fethab foram repassados mais de R$ 650 milhões [em três anos] para os municípios. Até o governo passado, 100% do Fethab ficava com o Estado. Se Mato Grosso não tivesse um governo sério, como o comando pelo governador Taques, a situação seria muito pior”, citou o titular da Casa Civil.
 
Quando a Lei 10.051/2014 foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso mudou a Lei 7.263/2000, original de criação do Fethab, recebeu o nome de Lei José Riva, em homenagem ao autor. Os prefeitos aceitaram mudar, em 2015, para não afrontar o Palácio Paiaguás, já que reconhecidamente Taques e Riva são inimigos históricos.
 
Pela Lei de Riva, a divisão do Fethab para os municípios era a seguinte: 5% para o proporcional de recolhimento do Fundo em cada município, com relação ao recolhimento total do Estado; 5%% com base na população existente; 30% com base na quilometragem das rodovias estaduais; 30% baseado na quilometragem de rodovias vicinais e 30% a partir do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) aplicado de forma invertida, que era o chamado Fethab social. O atual governo mudou e os municípios recebem menos de 25% da arrecadação bruta do Fethab.
 
“Governo se esforça para recuperar a economia. E os prefeitos estão certos em cobrar. Porque não é fácil ser prefeito, mas devem reconhecer que o Estado avançou muito. Não é fácil administrar a prefeitura, principalmente para fechar as contas no final do ano”, citou Max Russi, para a reportagem do Olhar Direto.
 
Nesse contexto, a PEC do Teto de Gastos foi fundamental para o equilíbrio fiscal. “Não pensamos só em eleição [de 2018]. Vamos deixar o Estado organizado para os próximos anos, como Dante de Oliveira fez lá atrás [1995-2002]. A administração austera de Taques vai dar facilidade para os próximos gestores”, justificou Russi.

25 comentários

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  • Eduardo
    14 Jan 2018 às 12:58

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  • Victor
    14 Jan 2018 às 12:57

    Angelo Filho se o Taques manter o mesmo coordenador de campanha Alan Maluf, articulação política Permínio Pinto, captação de doações para campanha Wilson Rodoanel é capaz que reelege. Kkk

  • Luis
    11 Jan 2018 às 11:43

    Mentiroso. Se tivesse assumido nesse caos anunciado, não teria chamado mais de 3.000 servidores para as forças de segurança e não teria aumentado o repasse aos poderes. Agora estão tentando desculpas baratas. Corja!

  • Angelo filho
    11 Jan 2018 às 11:25

    Enquanto persistir no estado essa cultura de que governo bom é governo que trata bem servidor publico, estaremos fadados a ser um estado periférico. Governo Bom é governo que vire as costas para essa cambada de privilegiados que tem licença premio, licença remunerada, gratificação de função gratificação de assiduidade"binificius" RGA, pontos facultativos etc etc...e se volte para trazer industria de transformações da nossa matéria prima, ferrovia, rodovias, criar polos de desenvolvimentos. Imagine que o povo cuiabano votou em massa no deputado do paleto porque este senhor apoiava o tal de RGA, acorde cuiabanos, acorde . o governo recebeu sim um estado destruído, tem gente fazendo malfeitoria no governo, teeeem sim. Mas ao que me conta Pedrita é honesta e nem da para se comparar com a quadrilha do homem de Guarantã. uiii la vem pedradras da thuma da mamadeira

  • Célio
    11 Jan 2018 às 10:38

    Não foi isso que a equipe de transição afirmou. O que pesaria de imediato seriam os investimentos nas obras inacabadas da Copa. Mas que eram para ser feitas no primeiro ano de governo. Ninguém aqui é bobo deputado interiorano.

  • Victor
    11 Jan 2018 às 09:08

    Os 54 milhões desviados da Seduc poderiam ajudar bastante. Cadê o meu dinheiro que estava aqui????

  • Obssrvador
    10 Jan 2018 às 22:57

    Russi Cai fora enquanto é tempo o TAQUES e uma âncora quem foi esperto já vazou logo. Vc esta bem porém as urnas costumam surpreender.

  • jose de souza
    10 Jan 2018 às 18:40

    CASOU COM A VIUVA, SABENDO QUE TINHA MUITOS PROBLEMAS

  • Servidor
    10 Jan 2018 às 18:15

    Ele assumiu o estado arrombado é acabou de afundar pela incompetência deste Governador e seus secretários!!! Ainda bem que esta desgraça deixa o poder este ano se Deus quiser.

  • joao
    10 Jan 2018 às 15:55

    A incompetência é tão grande que ainda falam do governador passado. O estado arrecadou no ano de 2017 quase 18 bilhões de reais.