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Após decisão de reitora, estudantes decidem continuar ocupação de campus

Da Redação - Vinicius Mendes

16 Mai 2018 - 14:27

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Após decisão de reitora, estudantes decidem continuar ocupação de campus
Os estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que ocupam os cinco campi no estado, devem continuar com a mobilização contra o aumento dos preços do Restaurante Universitário (RU), mesmo após a decisão da reitora Myrian Serra de manter o preço a R$ 1 até 31 de dezembro deste ano. Os estudantes afirmam que a ocupação e greve devem continuar até a reitoria aceitar negociar as pautas deles.

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Reitoria da UFMT anuncia suspensão do aumento do Restaurante Universitário
 
A reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) comunicou na noite desta terça-feira (15) que o aumento previsto para as refeições do Restaurante Universitário (RU) está suspenso até 31 dezembro deste ano.

Os estudantes, no entanto, afirmam que a reivindicação não é esta, que isto seria apenas um adiamento a implementação da proposta de aumento e por isso decidiram continuar com a ocupação.

Eles buscam uma alteração no modelo como o restaurante é administrado e, entre outras pautas, pedem uma auditoria no contrato com a atual empresa que presta os serviços. Os alunos criaram grupos de estudo e ainda elaboram propostas para que o RU seja estatizado.

Na última segunda-feira (14) o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) aprovou a suspensão do calendário de todos os cursos de graduação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com data retroativa a 20 de abril. O professor que ministrar aulas ou aplicar provas durante este período estará irregular. Porém, para os projetos de pesquisa e pós-graduação o calendário continua.

Nesta terça-feira (15) os docentes da universidade discutiram a possibilidade de deflagração de greve da categoria em apoio aos estudantes e contra os cortes de recursos do ensino superior. O movimento não foi aprovado. Mesmo assim os estudantes afirmam que a greve e ocupação deve continuar até que a Reitoria negocie as pautas deles.
 
Hostilidade na ocupação
 
Os alunos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Campus de Cuiabá, se reuniram na noite do dia 8 de maio, na praça em frente ao RU, e votaram a favor da greve estudantil e pela permanência da ocupação no campus para reivindicar a permanência do preço no restaurante em R$ 1.
 
Porém, nem todos os cursos aderiram à greve. Os cursos de Ciências Contábeis, Administração e Agronomia, por exemplo, continuaram com as aulas normalmente. Em outros cursos, como Medicina e Enfermagem, os estudantes aderiram à greve, mas não ocupam seus blocos.
 
Participam da ocupação os cursos de: Serviço Social, Ciências Sociais, História, Geografia, Filosofia, Pedagogia, Letras, Cinema, Jornalismo, Publicidade, Comunicação Social, Biologia, Saúde Coletiva, Direito, Engenharia de Minas, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Transportes, Engenharia da Computação, Engenharia Química, Geologia, Arquitetura, Engenharia Elétrica, Engenharia Civil, Engenharia Sanitária, Química, Física, Matemática, Estatística.
 
Alguns dos estudantes dos cursos que não aderiram ao movimento dizem estar sendo hostilizados. Entre ofensas e ameaças, eles também reclamam que seus blocos têm sido pichados pelos outros estudantes.

9 comentários

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  • André
    17 Mai 2018 às 00:11

    Como funcionário, admito que a reitoria fracassou em não tomar atitude. Os estudantes pintaram e bordaram e até agora ela assiste tudo sem agir para defender a ordem. Nisso, os estudantes adolescentes , com um movimento totalmente desorganizado e com informações distorcidas sobre o RU tem o controle de uma situação que sempre havia sido resolvida. Parecemos estar sem reitoria e a UFMT vive um caos promovido por adolescentes rebeldes sem causa. Resta saber até quando...

  • juca
    16 Mai 2018 às 19:59

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  • Zeca
    16 Mai 2018 às 17:14

    Freud, a reitora já garantiu o valor de R$ 1,00 por refeição até 31/12/2018. O que se discute, é por que eles continuam a ocupação, certo? Logo o motivo disso tudo não é pelo preço e sim a safadeza dos alunos! Sejamos mais críticos, pensemos melhor!

  • Frederico
    16 Mai 2018 às 15:57

    Suposta reitora, fracasso como reitora e negociadora. Peça para sair.

  • nav
    16 Mai 2018 às 15:36

    chama a policia , é patrimonio publico , nao pode ser depredado e muito menos ocupado. Põe pra correr

  • Ana Cláudia da Silva
    16 Mai 2018 às 15:35

    Devem ter consciência que o valor de tudo mudou, a inflação subiu, custo subiu. É óbvio que tem que ter aditivo contratual, mas é o MPF tem que averiguar se os valores estão corretos. Ademais, o RU ainda é estatizado, a Novo Sabor possui concessão, ou seja, o RU pertence à UFMT. Só estão esquecendo que qdo era a UF que geria, a comida era péssima, fora a desorganização e falta de fiscalização. Enqto tem a concessão, se os preços subirem e a empresa não cobrar, ela quem tem prejuízo, não a UFMT. E ainda, a proposta era que os pobres não iriam pagar, enqto o restante pagaria 50% do valor contratado e a UF pagaria o restante. Em um país em tamanha crise, nada mais justo. Acho que os estudantes poderiam se importar mais com a infraestrutura, funcionamento, qualidade das aulas, atualização, valores gastos pela reitoria sem necessidade, do que com o reajuste que todos os alimentos sofreram.

  • freud
    16 Mai 2018 às 15:31

    Quem não conhece a realidade da UFMT, eu explico: a maioria desses estudantes são carentes, filhos de papai que fazem universidade federal comem em casa ou em restaurante. Todos que usam o RU são jovens carentes vindos do interior ou de outros estados. O aumento, é sim, muito alto. O que se comeria em uma semana vai ser gasto em um dia. Parem de falar sobre o que não conhecem ou tentar colocar tudo na área da política. Quem nunca passou por isso não sabe o que fala...

  • Edson Junior Figueiredo Mendes
    16 Mai 2018 às 15:15

    Coitadinhos desse pessoal, o aumento de certo não irá atingi-los, ademais essa suposta pichação é bem antiga não procede.

  • Zeca
    16 Mai 2018 às 14:45

    Bem, aí ficou claro que não é a questão do valor das refeições, mas é política, golpe baixo dos alunos contra a prisão do Lula! Está na cara. MP, TJ, PF, JF, entrem em ação!

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