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Terça-feira, 11 de dezembro de 2018

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Após corte de 28% nos salários, professores da UFMT se reúnem para discutir greve

Da Redação - Vinicius Mendes

04 Jun 2018 - 11:15

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Após corte de 28% nos salários, professores da UFMT se reúnem para discutir greve
Os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) se reúnem na tarde desta segunda-feira (4), na sede da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), para discutir o corte de 28,86% dos salários de mais de três mil docentes, determinado pelo juiz federal César Augusto Bearsi, da 3ª Vara Federal de Cuiabá. Segundo a Adufmat, alguns professores já falam sobre a possibilidade de greve.

Leia mais:
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O juiz federal César Augusto Bearsi, da 3ª Vara Federal de Cuiabá, determinou corte de 28,86% dos salários de mais três mil professores da Universidade Federal de Mato Grosso na semana passada. O percentual havia sido conquistado após 22 anos de batalha dos servidores.

À época, o governo federal havia implementado o percentual ao salário dos militares e os servidores públicos de todo o país movimentaram-se para reivindicar o mesmo direito.

Após a determinação do juiz a Adufmat convocou uma assembleia, que deve ser realizada às 13h30 desta segunda-feira (4), para que os docentes discutam as medidas a serem tomadas. A assessoria da Associação disse que há professores que já falam sobre greve. A última ocorreu em 2015 e durou 139 dias.

Dependendo de como correr a audiência de hoje, há a possibilidade de ser aprovado o indicativo de greve, no entanto, ainda sem um prazo para deflagração, caso seja de fato aprovada.
 
Entenda:
 
Em dezembro de 2016, os professores da UFMT finalmente começaram a receber nos seus contracheques os 28,86%, conquistados pela ADUFMAT, tanto na esfera judicial quanto política. Marcado por inúmeros recursos, postergações e tergiversações, este processo arrastou-se por mais de 22 anos, demonstrando os dois pesos e as duas medidas que marcaram Administrações Superiores nesse período.
 
Em negociação com a atual Administração quanto ao pagamento daqueles meses em que a decisão judicial foi descumprida, a Adufmat foi surpreendida com a informação de que o Procurador Geral Federal da Advocacia-Geral da União (PGF/AGU) Osvalmir Pinto Mendes emitira Parecer desautorizando o pagamento dos 28,86% para todos os professores da Universidade. De acordo com o referido Procurador, esse percentual já fora “absorvido pelos reajustes posteriores”, conforme Acórdão proferido no processo n. 0030874-46.2013.4.01.0000.
 
Conforme a assessoria jurídica do sindicato, as medidas cabíveis estão sendo providenciadas para restabelecer o pagamento que, estimam, poderá refletir em cerca de 15 mil pessoas, considerando as famílias dos docentes prejudicados pela decisão.

13 comentários

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  • Daiane
    05 Jun 2018 às 02:25

    Engraçado, deviam cortar esse valor ou até mais do salário dos deputados, governadores e demais políticos que sequer tem estudo ou se especializam para a profissão deles. Ai tem uns brasileiros que acham um absurdo um professor entrar em greve pois reduzem e desvalorizam de tal forma a profissão dos mesmos, que estudam anos pra formar profissionais competentes pra trabalhar... Ai vem brasileiros e acham um absurdo estudantes estarem de greve por causa de um restaurante no qual eles são obrigados a comer todos os dias devido a carga horária de estudo deles na universidade... Enquanto isso o governo paga pra família de presidiários pensão, e eles comem de graça... Que país invertido, sistema que beneficia ladrões e corruptos, onde cada um de nós brasileiros pagamos impostos abusivos para q tenhamos uma educação pública de qualidade, hospitais públicos de qualidade , vias de qualidade e só vemos tudo decair, a universidade indo a rumo de privatização, pq assim eles conseguem desviar mais pro bolso deles. Socorro desse País! Acordem brasileiros.

  • Bruno
    04 Jun 2018 às 22:29

    Muitos falam sem saber. Pesquisem o salário de um professor e comparem com a carga horária dele. É inadimicivel um profissional que dedicou 11 anos de preparação, abdicando de vida social, família e etc, ganhar tão pouco quanto os professores das federais. E ainda por cima, cortam 1 terço do salário? Imagem cortarem 1 terço dos salários de vocês...

  • Paulo Sérgio
    04 Jun 2018 às 21:53

    O salário de um professor é ridículo. Ninguém quer ser professor.

  • José
    04 Jun 2018 às 21:28

    Bem vindo ao Brasil de 1998. Vcs conseguiram golpistas e manifantoches paneleiros!

  • Xulas Bento
    04 Jun 2018 às 21:18

    Quanto desconhecimento. Cada um fala o que quer. Procurem informações, antes de fazer comentários. Não sei de onde tiraram que os professores são coniventes com a "bagunça". "Ninguém é melhor do que ninguém" esse é o Brasil, um país no qual a inveja impera, mas, ao invés de buscar instrução de qualidade, fica aguardando o outro cair pra rir do tombo. Trabalhar na marra? É sério, isso? E outra, os professores NÃO estão em greve. Continuam trabalhando mesmo com 30% de corte nos salários que, pasmem, servem para fazer compra de supermercado, também. Não era para os professores pararem por causa dos alunos, não. Cada categoria toma suas próprias decisões. Se os professores tivessem parado em apoio aos estudantes, não haveria motivo para os estudantes permanecerem parados. Simples, assim. E, apoio não significa concordar com o outro, mas respeitar o outro em suas decisões, independente de concordar ou não. Quanto a ganhar um ABSURDO, eu gostaria muito que fosse assim para quem se preparou por anos a fio, com dedicação e esforço, e trabalha muito para não ser reconhecido. Aí, vêm uma turma que desconhece por completo e fala o que quer. Ou seja, que tipo de professor escolhem para os filhos??? Pelo visto, tanto faz o importante é ter diploma conhecimento é de menos.

  • Cuiabense
    04 Jun 2018 às 19:43

    Os professores e alunos podiam fazer greve e não voltar nunca mais.. pelo menos fechava essa universidade gratuita para ricos mas que é paga com o dinheiro do povão que nem o ensino médio concluiu.

  • XOMANO
    04 Jun 2018 às 13:58

    UFMT tá um caso complicado demashhhh, há uma GREVE DE ALUNOS em andamento e, sem nenhuma ação por parte da RAINHA, para que se ponha um basta no assunto. Assim, o calendário que já estava capenga, ficou pior. Agora, os ilustres professores, que já eram coniventes com a bagunça generalizada que impera na UF, resolveram engrossar o caldo. Batata, 10 tomate, 10, gasolina, 10 Aí é demais !!!!!!!

  • Chuck
    04 Jun 2018 às 13:38

    Não bastasse a escória daqueles alunos que estão em greve por nada, agora os professores! lembrando que os alunos entraram em greve por causa do restaurante universitário, com o receio do reajuste, resumindo, o RU nunca alterou os preços e continua funcionando normalmente, e os alunos militontos esquerdistas estão em greve, esse é o Brasil do Futuro

  • Paulo
    04 Jun 2018 às 12:57

    Aí quero que o presidente Michel temer da o mesmo tratamento que deu aos caminhoneiros, chama as forças armadas e faz os professores trabalhar na marra. Se não voltarem convoca outros professores que estão dessempregados para trabalhar. Ninguém é melhor que ninguém

  • marcos
    04 Jun 2018 às 12:36

    Ana quem estás de greve "faz tempo" são os estudantes da ufmt (greve estudantil). O que eras para juntos estarem com os professores... Agoras que sentiram no bolso deles, viram essa necessidade de parar! Dale mais um ano perdido...