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Quinta-feira, 18 de outubro de 2018

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Sete cidades de Mato Grosso têm baixa cobertura vacinal da poliomielite

Da Redação - Fabiana Mendes

05 Jul 2018 - 11:00

Foto: Reprodução

Sete cidades de Mato Grosso têm baixa cobertura vacinal da poliomielite
Responsável por evitar uma doença infecto-contagiosa aguda, causada por um vírus que vive no intestino, a vacina de poliomielite teve baixa cobertura em sete cidades de Mato Grosso. Os dados são do Ministério da Saúde trazem dados referentes a doença que já foi erradicada no país. A divulgação aconteceu na última terça-feira (3). 

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No estado, as cidades com cobertura vacinal abaixo de 50% são: Denise (3,36), Jauru (16,67%), Nova Brasilândia (20,83), Nobres (31,05), Reserva do Cabaçal (31,43), Pedra Preta (35,58) e Vale do São Domingos (41,18).

 A poliomielite não tem tratamento específico. A doença deve ser evitada tanto através da vacinaçã como de medidas preventivas contra doenças transmitidas por contaminação fecal de água e alimentos. As más condições habitacionais, a higiene pessoal precária e o elevado número de crianças numa mesma habitação também são fatores que favorecem a transmissão da poliomielite.
 
Para os locais que estão abaixo da meta de vacinação, o Ministério da Saúde  tem orientado os gestores locais que organizem suas redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população. Outra orientação é o reforço das parcerias com as creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolver também o núcleo familiar. Outro alerta constante da Pasta é para que estados e municípios mantenham os sistemas de informação devidamente atualizados.
 
As baixas coberturas vacinais, principalmente em crianças menores de cinco anos, acenderam uma luz vermelha no país. O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem. Por isso é fundamental a manutenção das elevadas coberturas vacinais, acima de 95%.  Embora o Brasil esteja livre da paralisia infantil desde 1990 é fundamental a continuidade da vacinação para evitar a reintrodução do vírus da poliomielite no país.
 

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