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Sábado, 20 de outubro de 2018

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Após poluição em rio de Jaciara, usina repara estruturas e afirma que águas voltaram ao normal

Da Redação - Fabiana Mendes

30 Jul 2018 - 15:20

Foto: Reprodução

Após poluição em rio de Jaciara, usina repara estruturas e afirma que águas voltaram ao normal
A Usina Porto Seguro, responsável pelo acidente que poluiu o Córrego Verde e o rio Tenente Amaral, no município de Jaciara, na última quinta-feira (26), disse que os problemas nos tanques de contenção de resíduos foram sanados e que a água volta à normalidade. Por meio de nota, a empresa afirma que as medidas de contenção foram adotadas logo após o acidente, constatadas inclusive pela primeira equipe de fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e cujos efeitos já estão totalmente controlados. 

 Leia mais: 
Usina responsável por poluição de rio em Jaciara é multada em R$ 5,7 milhões

A empresa recebeu multa inicial de R$ 5,7 milhões por irregularidades nas bacias de contenção e tratamento de efluentes, assoreamento do córrego, poluição de nascentes, destruição de vegetação nativa e contaminação de solo e recurso hídrico, e por ter descumprido o embargo anterior, dado pela Sema  no mês de junho. 
 
Segundo engenheiros da usina, o rio Tenente Amaral, tem bom volume de água, o que fez com que a diluição do material orgânico vazado fosse rápida, sem maiores danos. Além disso, a usina sustenta que a vinhaça é um produto orgânico e não representa poluição industrial. Dessa forma, falar em possível crime ambiental é uma atitude precipitada.
 
Imagens e vistorias feitas por funcionários da Usina Porto Seguro no domingo (29), mostram que a situação volta à normalidade. O acidente ocorreu quando a empresa dava manutenção atendendo recomendação feita pela Sema no mês passado.
 
Por meio de nota, a Usina Porto Seguro reiterou que está com técnicos em campo, trabalhando para dar uma resposta imediata a todos os possíveis problemas apontados em laudo técnico elaborado por fiscais da Sema. A usina relata que todos os problemas apontados pela Sema são pontuais, foram ou estão sendo sanados, e que todos estarão sanados em um curto espaço de tempo.
 
A Usina Porto esclarece ainda que a inspeção realizada pela Sema há 30 dias embargou a empresa parcialmente e não completamente. Já havia pedido para suspensão do embargo parcial, uma vez que todas as recomendações foram atendidas. Ressalta, ainda, que todos os equipamentos interditados pela Sema na vistoria anterior continuam lacrados e que respeitou a interdição parcial.
 
Sobre o vazamento de vinhaça, a usina informa que estudos preliminares – que estão sendo realizados por consultores – apontam que os danos foram muito menores do que os estimados num primeiro momento. A empresa também está trabalhando na construção de novos reservatórios de vinhaça para quando retomar suas atividades, tendo contratado profissional com larga experiência nesta área. O projeto deverá ser apresentado nesta semana.
 
Risco
 
Sobre o risco iminente de novo acidente, apontado por técnicos da Sema, a Usina Porto Seguro explica que suas equipes de manutenção ganharam reforço de engenheiros e especialistas em contenção e assegura que todas as medidas preventivas possíveis estão sendo tomadas, embora os profissionais não tenham identificado pontos com risco potencial.
 
A usina disse que está trabalhando ainda na retirada de detritos, para conter o assoreamento do manancial, e que está realizando estudos para apontar possíveis danos a estruturas como solo, subsolo e lençol freático.
 
Por fim, a Usina Porto Seguro destaca sua importância econômica e social para a região, lembrando que tem ligação direta com cerca de 1,5 mil famílias da cidade, gerando renda e emprego para a região de Jaciara e contribuindo com o desenvolvimento do Estado de Mato Grosso. 

3 comentários

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  • Heber
    02 Ago 2018 às 16:51

    Noticia tendencia a favor da empresa, mediocre!!! O rio está agonizando até hoje, peixes e aves morrendo!!

  • Jacaré a canga
    30 Jul 2018 às 16:52

    É só doer no bolso que eles resolvem andar na linha.

  • Rubem Mauro
    30 Jul 2018 às 16:31

    Não dá para acreditar na boa intenção de quem diz que a vinhaça é um produto orgânico e portanto não é um efluente industrial. Esse produto por sua alta DBO E DQO, consome imediatamente o oxigênio do corpo hídrico, matando os peixes por asfixia.

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