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Quinta-feira, 18 de outubro de 2018

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Sem atingir meta de vacinação contra Sarampo e Pólio, 50 cidades terão segundo dia 'D'

Da Redação - Fabiana Mendes

30 Ago 2018 - 14:13

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sem atingir meta de vacinação contra Sarampo e Pólio, 50 cidades terão segundo dia 'D'
A campanha nacional de vacinação que iria se encerrar nesta sexta-feira (31), terá mais um segundo “Dia D’, no próximo sábado, dia 1º de setembro, nos municípios que não atingiram a meta mínima de cobertura vacinal de 72,29% para Poliomielite e de 72,03% para Sarampo.
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A recomendação foi anunciada nesta quarta-feira, (29), pelo Ministério da Saúde, conforme ofícios encaminhados aos presidentes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS).

Em Mato Grosso, 21% dos 141 municípios estão com cobertura acima de 95%, ou seja, apenas 29 municípios; 47% atingiram 95%, o que representa 67 municípios; 32% estão com menos de 70% de cobertura vacinal, que são 45 municípios, e 12 municípios estão com cobertura abaixo de 50%, conforme a assessoria de imprensa da pasta.

A média de cobertura vacinal em Mato Grosso é de 72,29% para Poliomielite e de 72,03% para Sarampo. Esses são dados registrados pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde, divulgados pelo gerente de Imunização da SES/MT, Thiago Rondon.

Importância da vacina

A vacina é o principal bloqueio de doenças e é gratuito pelo SUS. A prevenção por meio de vacinação previne a morte. A atualização do cartão de vacina é fundamental inclusive para se ter o acesso e manter o benefício de programas sociais como o Bolsa Família.

Recentemente em Mato Grosso, o Governo do Estado sancionou a Lei 10.376/agosto/2018, instituindo a obrigatoriedade de apresentação do cartão de vacina no momento de realizar a matricula escolar em escolas do Estado.

A necessidade de mais um dia D

O Ministério da Saúde decidiu divulgar a recomendação de realização de mais um segundo dia D de vacinação nacional, após avaliar os resultados por Unidade Federada (UF), verifica-se que apenas o Estado do Amapá atingiu a meta de 95% de cobertura para as vacinas contra a poliomielite e o sarampo.

Os dados referentes às capitais apontam que somente os municípios de Porto Velho (RO) e Macapá (AP) alcançaram a cobertura de 95% e que 4.582 municípios ainda não haviam atingido a meta de cobertura para as vacinas poliomielite e tríplice viral, sendo que 218 municípios apresentam cobertura vacinal abaixo de 50% para as duas vacinas.

 

5 comentários

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  • M
    31 Ago 2018 às 10:55

    As pessoas não são bem recepcionadas ao chegarem a postos de saúde ou órgão públicos, sempre os funcionários estão com cara de C... Porque não ficam em casa ? Já que não gostam do serviço que exercem? Muitos ainda postam "enfermagem por amor". E outra são priorizados gestantes, idosos, crianças até 4 anos e 11 meses e os príncipes PRESIDIÁRIOS. Porque? Se todo mundo paga imposto todo santo dia?

  • Bruna
    31 Ago 2018 às 10:19

    O brasileiro sempre com desculpas. A vacina está disponível o ano todo. Só lembram de vacinar quando começam aparecer os casos de doenças. O problema não são os venezuelanos que "trouxeram" o vírus para o país, o problema somos nós, brasileiros, que não vacinamos, que não faz a sua parte que é de portar o cartão nacional do sus que é a única exigência que precisa para ser vacinado, que guardam todos os outros documentos, mas o cartão de vacina sempre perdem! Se cada um fizesse sua parte, não teríamos tantos problemas. Uma campanha que durou quase 1 mês, com um dia D COM 10 horas ininterruptas, num sábado que a grande maioria para não dizer todos os brasileiros tem pelo menos 5 minutos neste dia para levar seus filhos ou irem se vacinar não o fazem... e ainda querem reclamar do SUS??!!! Por favor, né...

  • Carlos
    30 Ago 2018 às 18:07

    O problema também é a dificuldade em conseguir vacinar seu filho nos postos de saúde. Primeiro, colocam você, com uma criança pequena, na mesma fila das demais pessoas que estão pleiteando consultas pelo SUS. O dia que fui, havia 5 pessoas na minha frente, nenhuma era pra vacina e sim pra consultas e ainda conseguiram demorar mais de 40 minutos para atendê-los e chegar a minha vez. Outra dificuldade é com relação a exigência da criança ter carão do SUS. Pra que isso? E ainda te questionam como se fosse errado a criança não ter. Aí pra fazer é um deus nos acuda. Fiquei mais de 2 horas no posto pra conseguir vacinar minha filha. Isso porque no dia ela era a única criança pra ser vacinada. Tive que voltar 3 vezes em casa, cada hora pediam um documento. Um absurdo esses postos aqui de Cuiabá, em especial o posto de saúde ali do bairro Planalto.

  • Zeca
    30 Ago 2018 às 15:40

    Os pais de antigamente eram muito mais responsáveis com os filhos. Meu pai e minha mãe tiveram onze filhos. Morávamos na roça, as vezes andávamos doze KM a pé para sermos vacinados. Hoje é tudo facilitado e as pessoas não têm coragem de levar o filho no posto mais próximo para vacinar.

  • Mulher ma
    30 Ago 2018 às 15:15

    Olha nao e generalizar Mas vou falar a verdade como tem pais irresponsáveis com saúde dos filhos. Do tempo que começou a vacina não é possível que não tenha arranjado um tempo de levar o filho. Vacine pois com doença não se brinca.

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