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Quinta-feira, 18 de outubro de 2018

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Atraso em duodécimo chega a R$ 100 milhões e novo presidente não aceita redução

Da Redação - Vinicius Mendes

11 Out 2018 - 11:58

Foto: Otimar de Oliveiro

Atraso em duodécimo chega a R$ 100 milhões e novo presidente não aceita redução
O novo presidente eleito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, afirmou que não aceitará a redução do duodécimo, o que foi defendido pelo novo governador eleito, Mauro Mendes (DEM), durante a campanha deste ano. O atual presidente do TJMT, o desembargador Rui Ramos, avaliou que os atrasos dos repasses do duodécimo pelo Estado já ultrapassam R$ 100 milhões.
 
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Foi eleita na manhã desta quinta-feira (11) a nova diretoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O novo presidente Carlos Alberto da Rocha, responsável pelo biênio 2019/2020, afirmou que ainda deve se reunir com os representantes da nova gestão do Poder Executivo, para discutir os repasses. O novo governador eleito, Mauro Mendes, havia afirmado que defende uma redução.

“Nós vamos conversar, o pleno já aprovou, uns dias atrás, o seu orçamento, que foi enviado para a Assembleia Legislativa. A ALMT pode fazer emenda,o Governo tem suas prerrogativas, só que não conversamos ainda, está recente a eleição do governador e agora a do Tribunal. Vamos sentar, conversar e com certeza vamos chegar a um denominador comum”.

O novo presidente, no entanto, já afirmou que não considera a hipótese de redução. Ele disse que nos últimos quatro anos o orçamento do Poder Judiciário foi o mesmo, e para os anos seguintes propôs um aumento.

“O nosso orçamento hoje é de R$ 1,016 bilhão, que é exatamente o orçamento de 2016, que o Governo apresentou para este ano novamente. Ou seja, nós estamos 2016, 2017, 2018 e 2019 com o mesmo orçamento. O Tribunal Pleno já aprovou R$ 1,116 bilhão e foi remetido para a Assembleia, que é o mínimo necessário. Dentro das novas regras, da limitação que o próprio Governo propôs, nós estamos fazendo dentro do orçamento, isto seria o mínimo para nós, já colaborando com o Estado”.

O atual presidente do TJMT, o desembargador Rui Ramos, estimou que os atrasos nos repasses do Governo do Estado já ultrapassam os R$ 100 milhões. Ele também se posicionou contra a redução dos repasses.

“Eu creio que está acima de R$ 100 milhões que nós temos a receber. Por exemplo, só do ano passado está em torno de 53 milhões de reais, então estou dando uma conta arredondada. Claro que isso fez falta, nós tivemos que ir recondicionando a forma de administrar, mas isto eu estou fazendo desde 2017, já existe atrasado desde 2014. Acho que o endereço do problema não é o Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, então por isso nós não podemos ter qualquer nível de compatibilidade com qualquer decréscimo referente aos valores que são, por constitucionalidade, para o Poder Judiciário”.

Ramos afirmou ainda que qualquer redução nos repasses pode acabar prejudicando os serviços prestados pelo TJTM.

“Se você for olhar hoje a necessidade de recursos humanos que nós temos, para continuar a prestar neste nível que estamos prestando, é absolutamente impossível com a redução. Portanto, eu não tenho, como chefe do Poder Judiciário até o final do ano, como admitir que pudesse haver qualquer tipo de redução, nós vamos ter que encontrar uma outra solução”.

A assessoria do TJMT confirmou depois ao Olhar Direto, que na realidade, o que já deveria ter acertado é o valor de R$ 65.166.506,58.

11 comentários

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  • Alyne
    12 Out 2018 às 02:25

    Tem famílias que vivem com 1 salario mínimo, esperando uma liminar em fila de hospital e n são atendidos rapidamente! Judiciário LENTO, desorganizado e comprado! Inclusive mais de 6 meses para fazer um levantamento de alvará, cheios de juízes leigos fazendo cagada e juiz homologado sem ler! Cheio de atrasos, metas descumpridas! Pode viver com redução sim e se Mauro n cumprir o q prometeu n ganhará mais nem pra presidente de bairro.

  • Facciosismo
    11 Out 2018 às 20:20

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  • alexandre
    11 Out 2018 às 17:26

    tem muito guardado no funjuris....

  • AVANÇA MT DESSE VEZ
    11 Out 2018 às 14:56

    PREJUDICAR OS SERVIÇOS PRESTADOS ,AONDE ?? SE É INEFICIENTE DEMAIS ,POUCOS GANHANDO DEMAIS ISSO VAI TER QUE MUDAR ESSES GOVERNANTES VÃO TER QUE TER A CORAGEM E CONSULTEM QUEM PAGA PRA VER A NOTA QUE VÃO LEVAR !! TOTALMENTE FORA DA REALIDADE ESSE JUDICIÁRIO !!

  • Imposto pago retorno zero
    11 Out 2018 às 14:52

    ESSES DEPUTADOS E O GOVERNADOR PRECISAM CONSULTAR A POPULAÇÃO SOBRE O QUE ACHA SOBRE ESSE JUDICIÁRIO INEFICIENTE E CARO ,NÃO COMETAM O ERRO DO TAQUES !! CONSULTEM A SOCIEDADE E VERÁ !!

  • Flávia
    11 Out 2018 às 13:42

    Eu só votei no Mauro porque ele prometeu diminuir os repasses para os poderes. Esse povo vive a boa vida as custas dos impostos suado que pagamos, chega de mordomia!

  • Clemente
    11 Out 2018 às 13:36

    É muito dinheiro repassado ao TJ, o governador Mauro tem baixar isso aí. Se está atrasado 100 milhões no repasse é porque não está fazendo falta. Tem cortar os penduricalhos dos juízes e servidores, pois esse povo tem que parar se sugar a população mato-grossense.

  • Areal
    11 Out 2018 às 13:29

    Um poder com menos da metade de servidores do executivo e proporcionalmente consumindo 4 vezes mais , isso é uma vergonha . Esse presidente não quer abrir mão é das mordomias travestidos de auxílios . Engraçado que essa corja vai votar com camisa do Brasil , mas na verdade não estão nem ai para o Brasil , conversinha fiada , bando de hipocritas ...quero ver o Mauro Mendes como vai conduzir esse tipo de situação, em campanha o mesmo afirmou que iria lutar por um pacto dos poderes por Mato Grosso....esses caras do judiciário só pensam em si próprios....na turma esta o TCE , Assembleia Legislativa...

  • rosanne
    11 Out 2018 às 12:56

    Esse judiciário, assim como a Assembleia, MP e o TCE deveriam ter vergonha de pedir mais dinheiro ao Executivo. o correto mesmo deveria é diminuir mais drasticamente os valores isso sim. Esse órgãos não tem mais aonde enfiar dinheiro, então criam auxílio livro, auxílio faculdade, auxílio paletó e outros mais, bem como constroem duas sedes e por aí vai....são sem dúvidas as maiores despesas do Estado e a razão disparadamente principal do Estado tá passando por dificuldade.

  • Imposto pago retorno zero
    11 Out 2018 às 12:54

    ESSE JUDICIÁRIO É UMA CAIXA PRETA E PROFUNDA, NOS CUSTA BILHÕES E O SERVIÇO ESTÁ TODO EMPACADO A DÉCADAS, POUCA GENTE RECEBENDO MUITO, INEFICAZ, LENTO, CARO, FALTA TRANSPARÊNCIA O USUÁRIO NÃO TEM ACESSO FÁCIL E GRATUITO NÃO TEM QUE PAGAR CUSTAS E ADVOGADOS ,ESSES NOSSOS DEPUTADOS TEM QUE TOMAR ATITUDE E CONTRATAR MAIS SERVIDORES MAS COM UM SALÁRIO COMPATÍVEL COM O MERCADO!