Olhar Direto

Domingo, 18 de novembro de 2018

Notícias / Política MT

Congressistas de Mato Grosso criticam diversidade em prova do Enem

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

06 Nov 2018 - 17:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Congressistas de Mato Grosso criticam diversidade em prova do Enem
O senador José Medeiros (Pode) e o deputado federal Victório Galli (PSL) criticaram duramente o conteúdo da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicada no último domingo (4) em todo o país. Os parlamentares classificaram as questões envolvendo diversidade como "baixaria" e "propaganda ideológica".

Leia também
Somente dois candidatos majoritários entregaram prestação de contas ao TRE; prazo termina hoje


“O meu filho foi fazer a prova do Enem ontem. Eu vi a prova e para se sair bem naquela prova, o menino teria que ser um frequentador de sauna ou de uma boate gay para saber o linguajar que eles exigiam ali”, disse Medeiros na tribuna do Senado.

“Que história é esta de querer ‘encucar’ certo viés? Deixem a sociedade livre”, afirmou durante sua fala.

Já o deputado federal e pastor evangélico Victório Galli usou uma de suas redes sociais para dizer que o exame do Enem se tornou uma "baixaria", "pornografia" e "propaganda ideológica". Ele também afirmou que a educação no país será revista por Jair Bolsonaro (PSL) e que precisará de décadas para ser ‘limpada’.

“Com certeza será revisto pelo governo Bolsonaro. Porém, diante das contaminações ideológicas promovidas através da educação brasileira, somente após 2 ou 3 décadas para sua limpeza e isso passará pelo resgates valores promovidos e exigidos pela própria população, ao rejeitar esse tipo de conduta do MEC. O caminho será longo, e isso será dever todos os brasileiros, não somente de um ou dois governos de direita”, analisou.

No último domingo, a prova aplicada no Enem teve questões com temas como machismo, racismo, direitos humanos e cultura LGBT. Confira abaixo a questão citada por José Medeiros:

18 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Direto. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Direto poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Cuiabano
    07 Nov 2018 às 09:42

    Gente do céu! Esses caras ganham salários e mordomias astronômicas para ficarem discutindo esses assuntos? Esses evangélicos vão acabar com o país. Ô raça infâmia.

  • Luciano
    07 Nov 2018 às 09:36

    Sinto muito medeiros, mas seu filho não precisa participar de sauna gay, a única coisa que ele precisa é saber o significado da palavra dialeto e ter uma boa interpretação de texto. Só isso!!!

  • Rogério
    07 Nov 2018 às 07:51

    Ridículo da parte do deputado e do senador implicarem com isto. Falta de que fazer de mais relevante para o cargo que ocupam. Várias linguagens específicas são faladas no país. O exemplo é apenas para abordar por que em cada língua (oficial) há outros códigos produzidos que indicam relações de hegemonia na sociedade nacional.. A questão não tem nada demais. Nem de menos. Podia ser até o linguajar obscuro de deputados e senadores em suas propagandas políticas. Sugestão é que no próximo Enem se trate mais do linguajar dissimulado de políticos em todo o país. Aí, sim, estudantes do país todo poderão refletir melhor sobre quem se elege para cargo político neste país. O problema da questão do Enem é que a reportagem publicada num site de Campo Grande-MS (Midiamax) é muito fraca em termos jornalísticos, e expõe de modo raso a relação entre língua e dialeto. A matéria poderia ter sido mais bem feita, mas de um site produzido em Campo Grande não se pode esperar muita coisa.

  • Oldemir
    07 Nov 2018 às 07:38

    Graças que esse político não foi eleito .... com uma cabecinha dessa ...

  • gilberto
    07 Nov 2018 às 07:35

    Qualquer aluno que se sinta lesado pode pedir a anulação dessas questões por se tratarem de clara discriminação Ora um cidadão comum que não faça parte de nenhum desses grupos logicamente não terá conhecimento desse dialeto imbecilizado e ridículo e sendo assim está competindo em desvantagem o que segundo a constituição é anti democrático e discriminatório!

  • .
    07 Nov 2018 às 01:42

    Esse deputado é uma piada. Com mais um pouco de empenho, ganhará um quadro na Zorra Total.

  • jose a silva
    07 Nov 2018 às 01:28

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Hélio
    06 Nov 2018 às 23:02

    E o senador sem votos, e agora deputado federal com votos, José Medeiros passou em concurso público! É de espantar que tenha interpretado dessa forma a questão.

  • Cidadão
    06 Nov 2018 às 21:02

    Felizmente esse Galli não foi reeleito. Só falta os eleitos (Gov e Presidente) RESPEITAR A VONTADE DOS ELEITORES E NÃO indicar esses “rejeitados” pelos eleitores pra NENHUM cargo

  • Mister M
    06 Nov 2018 às 19:30

    E a farra das passagens que está abafada não é baixaria?

Sitevip Internet