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Domingo, 18 de novembro de 2018

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Mendes diz que greve pode deixar Estado em situação catastrófica e pede compreensão a servidores

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo / Da Reportagem Local - Érika Oliveira

06 Nov 2018 - 17:30

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Mendes diz que greve pode deixar Estado em situação catastrófica e pede compreensão a servidores
Trabalhando na transição para assumir o comando do Estado a partir de janeiro, o governador eleito Mauro Mendes (DEM) deixou claro que sua gestão precisará do apoio e da compreensão de todos os mato-grossenses, e principalmente dos servidores públicos, devido a grande quantidade de dívidas acumuladas.

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Para o empresário, uma greve de servidores neste momento, devido a possível falta de pagamento da parcela do Registro Geral Anual (RGA), como cogitado, pode deixar Mato Grosso em uma situação mais catastrófica do que já está.

“Se tiver greve, isso piora ainda mais a situação do Estado. De repente pode comprometer ainda mais as finanças de Mato Grosso, agravando ainda mais aquilo que já é crítico. A situação do estado é absolutamente crítica. O estado deve para Deus e todo o mundo. Não pode aumentar ainda mais a sua despesa”, disse o democrata antes de reunião com o atual governador Pedro Taques (PSDB).

O governador eleito ainda avaliou que o servidor deve ser pago, porém precisa ter compreensão de que Mato Grosso não está conseguindo pagar nenhum de seus credores e fornecedores com o dinheiro que está arrecadando no mês.

“Eu disse que o RGA pode, e deve ser pago desde que o Estado tenha condições para isso. Os próprios servidores tem que saber se tem ou não a condição. Se não está conseguindo arrecadar no mês aquilo que paga no mês, como é que vai aumentar ainda mais as despesas do mês?”, questionou.

Indagado por jornalistas sobre a possibilidade de o Estado pagar ainda neste mês a parcela de aproximadamente R$ 15 milhões do RGA para o funcionalismo público, Mendes explicou que não teve acesso a todos os números, todavia revelou não estar otimista quanto a este pagamento.

“Eu não tive ainda todas as informações necessárias, mas as informações preliminares que temos mostra claramente que o estado hoje tem enorme dificuldade financeira e não tem condição de fazer nenhum tipo de aumento de despesa, por que não vai honrar com estes compromissos”, avaliou.

“Os números são extremamente preocupantes. Mato Grosso hoje deve para centena de fornecedores, deve aos poderes, deve aos municípios e não consegue arrecadar no mês a despesa que tem no mês. A cada mês que passa vai ficando contas para trás. Então se aumentarmos mais ainda a despesa vai ficar mais gente sem receber, inclusive o próprio servidor público, por que é o que já tem acontecido e provavelmente o aumento de despesa piora o cenário econômico do Estado de Mato Grosso”, finalizou.

Nesta semana, o Governo do Estado sinalizou que não terá condição de cumprir com o acordo firmado com os servidores públicos de pagar a primeira parcela do RGA referente ao ano de 2018. De acordo com a secretaria de Fazenda, um eventual pagamento comprometeria a folha salarial de outubro, que deve ser quitada no dia 10 de novembro.

Em resposta, o Fórum Sindical anunciou que caso o governador não cumpra com o acordo a categoria pode iniciar uma greve geral a partir da semana que vem.

28 comentários

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  • Povo cuiabano
    07 Nov 2018 às 10:48

    antes de falar o senhor tem ficar de olho nas contas do estado que nao esta pagando credores hospitais etc para onde esta indo o dinheiro do estado....deve estar fazendo pe de meia ja que perdeu....ta faltando combustivel, viaturas do estado estao sendo recolhidas por falta de pagamento....

  • Ricardo César
    07 Nov 2018 às 10:03

    Compreensão é pagar o RGA de forma correta. Cadê o dinheiro de MT. Não aguentamos mais tamanha corrupção dos Srs Políticos....desgoverno safado.....nos funcionários públicos querendo ou não movimentamos a economia local de MT....maior parte do meu subsídio eu gasto em Cuiabá mesmo...mercado..abastecendo...saindo....e principalmente...pagando contas.

  • Bell
    07 Nov 2018 às 09:37

    Já vai pedindo compreensão para a AL e pro judiciário para lhes diminuir o duodécimo. Se eles aceitarem, daí conversamos. Diga a eles que eles vivam com aquilo que eles arrecadam com o suor do seus esforços. Se eles concordarem, daí vc vem nos dar a mesma sugestão.

  • Servidor
    07 Nov 2018 às 08:45

    Foi nessa mesma linha Sr Governador Mauro Mendes que o Pedro Taques se afundou pede compreensão para os aumentos que são diários em nosso País, todos tem reajuste salário somente nois do executivo que não podemos sem chance já começou errado cuidados com esses figurões da política antiga do nosso estado eles estava lá do lado do Pedro Taques assim que afundaram a gestão dele sairão de Mansinho abre o olho sem RGA vai ser ruim pra governar

  • AREAL
    07 Nov 2018 às 08:31

    AVANÇA LOGO MT, primeiramente vai estudar , RGA não se trata de aumento seu desinformado e sim um revisão de perda inflacionária. O resto vou deixar que perca um tempo em ir ao GOOGLE.

  • servidor publico
    07 Nov 2018 às 08:29

    faz o seguinte senhor mauro mentes, abra mão dos seus salários, não nomeie nenhum secretário no primeiro ano de governo, assim o senhor vai economizar o suficiente, e deixar de falar essa lorota de querer pagar os direitos dos servidores "se tiver condições". outra coisa, nenhum servidor é obrigado a trabalhar "se não tiver condições" de levar o pão para casa. os servidores estão muito atentos a essa conversa mole do governador eleito, se bobear vai sair do governo pelas portas dos fundos do palácio, como está acontecendo com o atual governo.

  • AREAL
    07 Nov 2018 às 08:29

    Mauro Mendes a gente pode dar todo crédito do mundo a sua gestão desde que por outro lado a gente observa que o governos realmente esta tomando as medidas cabíveis para estancar essa sangria , como taxar o agro , redução dos mimos do judiciario que quando toca nesse assunto sempre foram contras visto que não querem de jeito algum abrir mãos dos seus axílio ( livro, creche , cursos , planos de saude que se estende a toda a familia , etc) , reduzir os gastos do quarteirão mais caro desse mundo que é a assembléia legislativa...que abandone esse discurso de cortar cargos e mais cargos , faça isso mesmo , mas sabe que isso não representa nada em termos de custos , visto que muitos desses cargos são desempenhados por funcionários de carreira que recebe de 40 a 50% do seu valor em folha...Mas vir pedir compreensão a nós servidores que uma vida toda somos castigados na carne para manter a farra dessa turminha do judiciário, TCE e assembléia legislativa? Negativo nobre governador , o mundo esta mudando e cansamos de sermos massacrados dessa forma ...vamos sim atras dos nossos direitos que não confunda com favor ...muda o discurso e atua do lado da maioria , o senhor não deve favor a ninguem , não come nas mãos do agronegócio , mesmo tendo um vice do lado de lá...taxe esse povo , re

  • NELSON CENTURIÃO
    07 Nov 2018 às 07:57

    Essa conversa fiada de que precisamos "dar credito ao novo governo, dar uma chance, etc", ja ouvimos no DESGOVERNO TAQUES, e deu no que deu, um dos piores desgovernos que MT ja teve, conversa fiada do MM e do Pivetta, greve geral já, sim senhor.

  • Fernando Roberto
    07 Nov 2018 às 07:09

    Boa sorte Sr Governador eleito Mauro Mendes.

  • Antonio de lima
    07 Nov 2018 às 03:27

    DOIS PESOS DUAS MEDIDAS. Lei Comlementar 596 de 26.09.2017 "Art. 5º O subsídio dos servidores públicos integrantes do Grupo TAF fica reajustado em 6% (seis por cento), a partir de 1º de julho de 2017, calculado sobre o subsídio de junho de 2017, sem prejuízo da revisão geral anual. Art. 6º O subsídio dos servidores públicos integrantes do Grupo TAF fica reajustado em 5% (cinco por cento), a partir de 1º de julho de 2018, calculado sobre o subsídio de junho de 2018, sem prejuízo da revisão geral anual. Art. 7º O subsídio dos servidores públicos integrantes do Grupo TAF fica reajustado em 4% (quatro por cento), a partir de 1º de julho de 2019, calculado sobre o subsídio de junho de 2019, sem prejuízo da revisão geral anual. Art. 8º Esta Lei Complementar entra em vigor na data da sua publicação. Palácio Paiaguás, em Cuiabá, 26 de setembro de 2017. as) JOSÉ PEDRO GONÇALVES TAQUES Governador do Estado Para o GTAF o Governo tem condições .e com anuência do TCE que não contesta, pro resto do funcionalismo nem a RGA. Essa Lei inclusive retroativa a julho/2017, pagaram tudo bonitinho, fora o aumento da VI tbm. pesquise vejam a LC 596 na integra, Para esses PREVILEGIADOS o GOVERNO não está com CAIXA VAZIO>