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Domingo, 18 de novembro de 2018

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Ex-ministros Neri Geller e Rodrigo Figueiredo são presos em ação da PF; dono da JBS é alvo

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

09 Nov 2018 - 06:55

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Ex-ministros Neri Geller e Rodrigo Figueiredo são presos em ação da PF; dono da JBS é alvo
O deputado federal eleito e ex-ministro da Agricultura, Pecuparia e Abastecimento Neri Geller (PP) foi preso nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (9) pela Polícia Federal na cidade de Rondonópolis (218 km de Cuiabá).

Além dele, o também foi alvo o mato-grossense Rodrigo Figueiredo, ex-secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Os dois foram presos na 'operação Capitu'. Rodrigo, durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocupou o cargo de ministro interino de Cidades e, posteriormente, foi nomeado como secretário executivo de Cidades.  

Figueiredo deixou o escritório de Assuntos Estratégicos da Prefeitura de Cuiabá em Brasília em 2013 para assumir o cargo de secretário perante o Mapa.

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Agentes da Polícia Federal cumprem neste momento 19 mandados de prisão e 63 de busca e apreensão em seis estados. A operação batizada de 'Capitu' investiga suposto esquema de corrupção no ministério da Agricultura durante o governo da ex-presidente Dilma Roussef (PT).

Além de Geller, que foi ministro da Agricultura de março a dezembro de 2014, durante o governo Dilma, também foram detidos o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB) e o executivo da JBS, Joesley Batista.

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Eles estão sendo cumpridos no Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso.

Batizada de Capitu, a operação é mais um desdobramento da Lava Jato. Ela foi baseada na delação do doleiro Lúcio Funaro.

Segundo a PF, os detidos estão envolvidos em um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, que pertencem aos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.

Ainda de acordo com as investigações, empresas doavam dinheiro para políticos e partidos. Duas grandes redes varejistas de Minas Gerais atuavam no esquema, por meio de seus controladores e diretores.

Neri Geller foi o quarto candidato a deputado federal mais votado em Mato Grosso na eleição do último dia 7 de outubro, com 73.072 votos.

Até o momento, a assessoria de imprensa do ex-ministro e do Partido Progressista não se manifestaram sobre o caso. 

27 comentários

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  • Digame comquemandas
    10 Nov 2018 às 10:59

    sera que ela ja foi levar cigarro na papuda? pq sera que ela apagou o face dela? buscas na casa dela policia federal!

  • coreano
    09 Nov 2018 às 16:12

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  • HENRIQUE ANTUNES BOHRER
    09 Nov 2018 às 15:29

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  • Oto
    09 Nov 2018 às 13:45

    Porque vetaram meu comentário? Eu escrevi a mesma coisa que o Carlos Carl. Só um pouquinho mais contundente.

  • Otacir Romano Riva
    09 Nov 2018 às 13:11

    tem mais corruptos eleito aqui no mato grosso

  • Zózimo
    09 Nov 2018 às 12:38

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  • Magno Santos
    09 Nov 2018 às 12:31

    Pior que os eleitores não aprendem Zeca, ele supostamente foi beneficiado por propina da Lava a jato, então tem que se investigar se ele comprou votos com o dinheiro, se utilizou o cargo para benefício na eleição, o que este homem fez por Mato Grosso para merecer ser eleito? só lembrando que ele doou para a campanha de alguns Deputados Estaduais eleitos como Elizeu Nascimento, tem que se investigar também eleitores corruptos que vendem voto.

  • Rosana
    09 Nov 2018 às 10:28

    Há alguma novidade em relação aos nossos conhecidos amigos?

  • Walter
    09 Nov 2018 às 10:27

    Os dosi são homens de confiança do nobre Ministro blairo maggi!!!

  • paulo escorpião
    09 Nov 2018 às 10:05

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