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Ao lado de Frota, Nilson critica ideologia em escolas e dispara: quem defende isso mude de país

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

23 Nov 2018 - 08:08

Foto: Reprodução

Ao lado de Frota, Nilson critica ideologia em escolas e dispara: quem defende isso mude de país
O deputado federal Nilson Leitão (PSDB) participou da Comissão Especial da Câmara que discute o projeto de lei conhecido como Escola sem Partido (PL 7180/14) e se mostrou favorável à aprovação do texto, além de criticar a forma como professores de esquerda lecionam, que em sua opinião discutem sexualidade, religião e ideologia em sala de aula. Ao lado do deputado eleito Alexandre Frota (PSL-SP) e do deputado Marcos Feliciano (PSC-SP), o parlamentar ainda sugeriu mudar do país, quem defende estas práticas.

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Durante a reunião ocorrida na quinta-feira (22), o deputado federal Flavinho (PSC-SP), relator do projeto, leu seu parecer e houve um pedido de vista coletivo por duas sessões do Plenário da Câmara, adiando assim a votação. O projeto é uma das bandeiras do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Em seu tempo de fala, Nilson Leitão declarou que é conservador e que gostaria que professores focassem apenas em ensinar as matérias que lecionam e que não entrassem em temas como sexualidade, religião e partidos políticos nas salas de aula.

“A democracia tem que respeitar todos os lados, mas o direito da esquerda se encerra quando inicia o direito daqueles que não concordam com a esquerda. Eu ainda sou um pouco conservador para entender, mas o professor de matemática, eu gostaria muito que ele se atenha a aula de matemática. A Escola sem Partido como está sendo discutida ela realmente está sendo radicalizada pelos dois lados, mas isso tem uma razão, porque alguns professores que estão em sala de aula confundiram a liberdade do tema com a libertinagem do tema”, disse o tucano.

“Avançaram muito, querem discutir tudo. Querem discutir qual é a opção sexual do meu filho, qual a sua religião. Querem discutir tudo do meu filho, inclusive o partido político dele. Isso é inadmissível e não é para discutir mesmo. O professor que se propõe a isso não deve estar na sala de aula, pelo menos para dar aula para meu filho”, afirmou.

O parlamentar ainda frisou que os professores tem o direito de criar seus filhos como quiserem, mas não podem desvirtuar as personalidades dos alunos ensinando religião e sexualidade. Ele também sugeriu que quem pense ao contrário deve se mudar do Brasil.

“Cuidem dos filhos de vocês na casa de vocês. Na escola, cuide daquela matéria e do conceito que está ali para ser discutido, no debate para ser ensinado e do aprendizado que aquela criança tem que aprender. Não vai desvirtuar sua personalidade, o seu caráter, sua religião e sua sexualidade. Quem defende isso, por favor mude de país”, finalizou.

 
 
Escola sem Partido

O projeto estabelece que as escolas tenham cartazes com deveres do professor, como a proibição de usar sua posição para ensinar alunos qualquer corrente política, ideológica ou partidária.

A proposta também inclui entre os princípios do ensino, o respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, dando precedência aos valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa.

39 comentários

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  • luiz otaio
    10 Dez 2018 às 03:17

    nivel do nosso deputado,quem não concorda que mude de pais.Leitão deveria se preocupar em não ser preso ,Moro esta ai ,vai pegar muito corrupto

  • Ana Lídia
    30 Nov 2018 às 07:13

    Querem defender o fim da educação sexual nas escolas. Que defendam. Mas que defendam sem vergonha de proferir essas mesmas frases que falam na internet para cada vítima de abuso sexual que viu na escola um lugar de refúgio e que viu na imagem de uma professora ou um professor uma pessoa confiável para falar sobre o que acontecia dentro da sua própria casa. Queres números? dos 184.524 casos notificados de abusos sexuais cometidos entre os anos de 2011 e 2017, 58.037 casos foram contra crianças (31,5%) e 83.068 contra adolescentes (45,0%). https://glo.bo/2mfUfzF

  • Hamilton
    24 Nov 2018 às 13:21

    Devemos realmente discutir qual a escola que queremos mas não temos o direito de pedir que quem tem o pensamento contrário sai do país, o Brasil não eh de ninguém, ele precisa ser de todos nós.

  • Gil oliveira
    24 Nov 2018 às 07:58

    Que moral tem um ex ator de filme porno para falar de crianças na escola. Jesus Cristo. E o fim mesmo

  • Chode Infamous McBlob
    24 Nov 2018 às 04:51

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Elias
    24 Nov 2018 às 01:41

    Fica grau.. tranquilo..o frota vai te dar leitinho...kkkk pintorzinho barrela..vc tá no sal

  • Lene
    23 Nov 2018 às 23:00

    Precisamos de debater urgente não é a Escola Sem Partido, mas as imunidades parlamentares para estes parlamentares. Sabia que nós podemos ser processado por caluniar, difamar ou injuriar qualquer pesssoa? Sabia que o nobre deputado que esbraveja na tribuna não pode ser processado? Não somos iguais? Para mim este projeto, o da redução da menoridade penal entre outros não passa de esconder a sujeira debaixo do tapete. O problema do nosso país é muito mais do que isso. Chega de moralismo e insira mais um de direitos com um pouco mais de respéito e humanidade!

  • Francisco Uchôa Cavalcante Filho
    23 Nov 2018 às 18:27

    Perfeito sou totalmente a favor do Escola sem partido o que se hoje é um bando de professores lecionando sexo, política, e outras coisas que fogem a sua matéria, tem que haver punição sim e ser expulso,

  • elson
    23 Nov 2018 às 18:27

    O deputado mostra total desconhecimento da rotina de uma escola. Na escola quem fala de religião é o professor de ensino religioso. sou professor de química o conteúdo sobre minha responsabilidade é tão grande que não tempo nem de dá bom dia. Você acha que vou falar sobre partido e sexualidade? outra os alunos são tão indisciplinados não escutam nem o conteúdo que deveriam. eu queria era um projeto de escola sem violência. escola com respeito. escola com alunos de qualidade. escola com infra-estrutura que presta. família que assumisse suas responsabilidades com seus filhos. um Estado que levasse a sério a educação. pois somos obrigados a aprovar alunos que não têm a menor condição.

  • Joana
    23 Nov 2018 às 17:47

    Eu sou contra esse projeto de escolas sem partido e não vou mudar desse país, por que esse país não é seu ele é de todos nós, portanto eu fico e não tenho medo de você, se precisar eu luto de peito aberto.

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